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Escrito por Walter BarrosRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Swaps anônimos de criptomoedas ‘fogem’ da Receita e dos hackers no Brasil

Últimas NotíciasPublicado21 de abr. de 2026

Negociação de criptomoedas sem KYC no país emerge em direção contrária ao arrocho regulatório e cobrança de impostos, além da exploração de carteiras.

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Resumo da notícia:

  • Agenda regulatória avança no Brasil enquanto alternativas sem KYC tentam atrair investidores de criptomoedas.
  • Plataformas também tentam atrair investidores desconfiados de ataques a carteiras de criptomoedas.

Esta semana, o Brasil deu novos passos em sua agenda regulatória para as criptomoedas, pressionando empresas do setor. Enquanto isso, plataformas de swaps anônimos também avançam na tentativa de “driblar” a Receita e os hackers de carteiras de criptomoedas.

Uma das principais narrativas do Banco Central (BC) para a implantação de um pacote de normas é espremer a lavagem de dinheiro por criptomoedas no Brasil, através da filtragem de empresas do setor e controle rígido de transações, incluindo políticas como KYC (Conheça Seu Cliente, na sigla em inglês), entre outras iniciativas.

Em julho também começa a vigorar o DeCripto, novo sistema da Receita Federal para reporte de transações de criptomoedas no Brasil. O que desperta em parte dos investidores a busca por rotas alternativas ao radar do Fisco, embora os provedores de swap reconheçam a dificuldade em manter o anonimato absoluto em criptomoedas.

Além disso, entidades globais como Ação Financeira Internacional (FATF, na sigla em inglês) têm pressionado países a implementar mecanismos mais rígidos de identificação de usuários e rastreamento de transações, diante do crescimento do uso ilícito de ativos digitais

Outro catalisador para os swaps anônimos de criptomoedas no país é a queda da confiança de investidores nas carteiras, já que, estudos acadêmicos recentes apontaram que mais de 80% dos ataques estão ligados a falhas em chaves privadas e assinaturas digitais, e não apenas a bugs em contratos. No segmento de finanças descentralizadas (DeFi) e swaps, vulnerabilidades técnicas continuam sendo exploradas. Apenas no primeiro trimestre de 2026, ataques a contratos inteligentes já causaram perdas superiores a US$ 137 milhões.

Entre as plataformas que se apresentam como alternativas ao arrocho regulatório, a SwapCripto desembarcou recentemente no Brasil anunciando swaps sem KYC, login ou conexão de carteiras de criptomoedas. Segundo a plataforma, as transações abarcam mais de cinco mil criptomoedas e são realizadas pela indicação do endereço de destino, sem reporte à Receita.

Anônimas ou não, as criptomoedas também caminham para formar um elo com as finanças tradicionais, segundo um estudo da Binance, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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