
Âmbar lança plataforma de acesso a ativos globais tokenizados via Pix
Ticket inicial da gestora brasileira com ativos virtuais é de US$ 100, reunindo dólar, ouro, ações e ETFs internacionais.

Resumo da notícia:
- Âmbar lança plataforma de acesso a ativos globais tokenizados com ticket mínimo de US$ 100.
- Plataforma projeta receita entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões em 2027.
- Ferramenta foi desenvolvida para atender pessoas que buscam diversificar o patrimônio, mas ainda encontram barreiras operacionais.
A Âmbar lançou recentemente uma plataforma que permite aos investidores nacionais acesso a ativos globais tokenizados.
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De acordo com a gestora patrimonial com ativos tokenizados brasileira, a plataforma reúne dólar americano, ouro, ações e fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) em uma única estrutura digital, com ticket inicial a partir de US$ 100.
O lançamento ocorre em meio à expansão da base de brasileiros com aplicações financeiras. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o país encerrou 2025 com 60,6 milhões de pessoas nesse mercado, impulsionado principalmente por um público mais jovem, digitalizado e interessado em alternativas para diversificar o patrimônio. Ainda assim, o acesso a ativos globais segue fragmentado e, muitas vezes, restrito a quem já conta com maior patrimônio, assessoria especializada ou estrutura internacional.
De olho na ocupação desse espaço, a Âmbar projeta uma receita entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões em 2027, através de um modelo que combina tokenização, conversão via Pix, custódia, curadoria e acompanhamento patrimonial em um mesmo ambiente.
Segundo a gestora, atualmente, quem deseja acessar diferentes classes de ativos fora do Brasil costuma lidar com uma jornada dividida entre múltiplas plataformas: conversão de moeda, acesso a ativos internacionais, exposição a ouro, acompanhamento de carteira, organização fiscal e relatórios patrimoniais. O objetivo da ferramenta é reduzir essa complexidade ao reunir essas etapas em uma experiência integrada.
Felipe Lima, CEO da Âmbar, explica que a plataforma foi desenvolvida para atender pessoas que buscam diversificar o patrimônio, mas ainda encontram barreiras operacionais para acessar diferentes classes de ativos globais em uma jornada integrada.
Hoje, é necessário montar uma arquitetura própria para acessar diferentes classes de ativos. A Âmbar nasce para consolidar essa experiência em uma única plataforma, com curadoria, relato patrimonial e infraestrutura on-chain. A tecnologia permite reduzir custo operacional, ampliar fracionamento e entregar uma experiência que antes ficava concentrada em estruturas de wealth management tradicional, afirma.
A plataforma funciona como uma camada de acesso, curadoria e acompanhamento patrimonial. Após o cadastro, o processo de KYC (Conheça Seu Cliente, na sigla em inglês), a definição do perfil patrimonial e a primeira conversão para stablecoin, o usuário pode acessar os ativos disponíveis, acompanhar a posição consolidada, ajustar a exposição por classe de ativo e receber relatórios em formato adequado para declaração fiscal.
Entre os parceiros, a nova operação da Âmbar conta com a custódia da BitGo, gateway via Pix pela BlendFi e produtos financeiros tokenizados da Pods. A Âmbar concentra a interface de acesso, curadoria e acompanhamento patrimonial, enquanto parceiros especializados ficam responsáveis por etapas como custódia, conversão e estruturação dos produtos. Segundo a companhia, os ativos dos usuários não ficam sob custódia da empresa.
Apesar do avanço de operações como a da Âmbar, especialistas afirmam que as stablecoins colocam o país em encruzilhada regulatória, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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