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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil reduz apetite por fundos de criptomoedas apesar do otimismo com regulamentação nos EUA

Aportes de investidores nacionais em ETPs de criptomoedas perdem força em semana de aumento de entradas líquidas globais, na esteira do CLARITY Act.

Brasil reduz apetite por fundos de criptomoedas apesar do otimismo com regulamentação nos EUA
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Resumo da notícia:

  • Brasil se mantém no azul, mas reduz apetote e aporte R$ 1 milhão em fundos de criptomoedas.

  • CLARITY Act impulsiona otimismo global e ETPs cripto alcançam US$ 857,9 milhões em entradas líquidas.

  • Bitcoin e Ethereum respondem pelas maiores fatias.

Os aportes de investidores do Brasil em fundos de criptomoedas recuaram a US$ 0,2 milhão, R$ 1 milhão, no acumulado semanal de sexta-feira (8), segundo a CoinShares.

Brasil apresenta otimismo moderado em relação ao movimento global dos fundos de criptomoedas. Fonte: Reprodução/CoinShares.

De acordo com o relatório da gestora de criptomoedas, o período foi marcado por aumento do otimismo global em relação à semana anterior, já que as entradas líquidas globais em produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas ascenderam a US$ 857,9 milhões.

A gestora atribuiu o movimento ao avanço do CLARITY Act, projeto de regulamentação das criptomoedas nos Estados Unidos.

Isso provavelmente reflete a melhora do sentimento em relação à Lei CLARITY, com os senadores Tillis e Alsobrooks divulgando o texto final de consenso sobre o rendimento das stablecoins em 1º de maio e mantendo-se firmes diante da pressão do setor bancário em 4 de maio, destacou a CoinShares.

Regionalmente os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram dos Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Holanda e Canadá, respectivamente US$ 779,6 milhões, US$ 50,6 milhões, US$ 21,1 milhões, US$ 5,0 milhões e US$ 4,0 milhões. Em direção oposta, a Suécia capitaneou as saídas líquidas no período em US$ 2,2 milhões.

Em relação ao Brasil, o país acumulou US$ 0,2 milhão e US$ 62 milhões nos respectivos acumulados mensal e anual, chegando a US$ 1,3 bilhão em total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), sexto maior volume global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 134,47 bilhões, US$ 6,94 bilhões, US$ 6,0 bilhões, US$ 5,04 bilhões, US$ 2,53 bilhões, US$ 854 milhões, US$ 726 milhões, US$ 537 milhões, US$ 134 milhões, US$ 100 milhões e US$ 91 milhões. Por sua vez, o AuM global fechou a semana em US$ 160,32 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,32 bilhão.

A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP, Chainlink (LINK) e Sui (SUI), respectivamente de US$ 706,1 milhões, US$ 77,1 milhões, US$ 47,6 milhões, US$ 39,6 milhões, US$ 1,4 milhão e US$ 1 milhão, enquanto outros ETPs cripto acumularam entradas líquidas de US$ 4,9 milhões no período. Pelo contrário, as maiores saídas líquidas semanais foram de Short Bitcoin e de cestas multiativos, respectivamente de US$ 14,4 milhões e US$ 5,5 milhões.

Por fundos cripto, os principais volumes de entradas líquidas semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH), da BlackRock, ARK 21Shares, Bitwise, Fidelity e 21Shares, respectivamente de US$ 733 milhões, US$ 52 milhões, US$ 41 milhões, US$ 31 milhões e US$ 5 milhões. Outros fundos totalizaram US$ 83 milhões em entradas líquidas semanais, enquanto os maiores volumes de saídas líquidas no período foram da Grayscale e ProFunds, respectivamente de US$ 63 milhões e US$ 23 milhões.

No período anterior, investidores nacionais aportaram R$ 4 milhões em semana de desaceleração dos fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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