Resumo da notícia:
Brasil se mantém no azul, mas reduz apetote e aporte R$ 1 milhão em fundos de criptomoedas.
CLARITY Act impulsiona otimismo global e ETPs cripto alcançam US$ 857,9 milhões em entradas líquidas.
Bitcoin e Ethereum respondem pelas maiores fatias.
Os aportes de investidores do Brasil em fundos de criptomoedas recuaram a US$ 0,2 milhão, R$ 1 milhão, no acumulado semanal de sexta-feira (8), segundo a CoinShares.

De acordo com o relatório da gestora de criptomoedas, o período foi marcado por aumento do otimismo global em relação à semana anterior, já que as entradas líquidas globais em produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas ascenderam a US$ 857,9 milhões.
A gestora atribuiu o movimento ao avanço do CLARITY Act, projeto de regulamentação das criptomoedas nos Estados Unidos.
Isso provavelmente reflete a melhora do sentimento em relação à Lei CLARITY, com os senadores Tillis e Alsobrooks divulgando o texto final de consenso sobre o rendimento das stablecoins em 1º de maio e mantendo-se firmes diante da pressão do setor bancário em 4 de maio, destacou a CoinShares.
Regionalmente os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram dos Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Holanda e Canadá, respectivamente US$ 779,6 milhões, US$ 50,6 milhões, US$ 21,1 milhões, US$ 5,0 milhões e US$ 4,0 milhões. Em direção oposta, a Suécia capitaneou as saídas líquidas no período em US$ 2,2 milhões.
Em relação ao Brasil, o país acumulou US$ 0,2 milhão e US$ 62 milhões nos respectivos acumulados mensal e anual, chegando a US$ 1,3 bilhão em total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), sexto maior volume global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 134,47 bilhões, US$ 6,94 bilhões, US$ 6,0 bilhões, US$ 5,04 bilhões, US$ 2,53 bilhões, US$ 854 milhões, US$ 726 milhões, US$ 537 milhões, US$ 134 milhões, US$ 100 milhões e US$ 91 milhões. Por sua vez, o AuM global fechou a semana em US$ 160,32 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,32 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP, Chainlink (LINK) e Sui (SUI), respectivamente de US$ 706,1 milhões, US$ 77,1 milhões, US$ 47,6 milhões, US$ 39,6 milhões, US$ 1,4 milhão e US$ 1 milhão, enquanto outros ETPs cripto acumularam entradas líquidas de US$ 4,9 milhões no período. Pelo contrário, as maiores saídas líquidas semanais foram de Short Bitcoin e de cestas multiativos, respectivamente de US$ 14,4 milhões e US$ 5,5 milhões.
Por fundos cripto, os principais volumes de entradas líquidas semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH), da BlackRock, ARK 21Shares, Bitwise, Fidelity e 21Shares, respectivamente de US$ 733 milhões, US$ 52 milhões, US$ 41 milhões, US$ 31 milhões e US$ 5 milhões. Outros fundos totalizaram US$ 83 milhões em entradas líquidas semanais, enquanto os maiores volumes de saídas líquidas no período foram da Grayscale e ProFunds, respectivamente de US$ 63 milhões e US$ 23 milhões.
No período anterior, investidores nacionais aportaram R$ 4 milhões em semana de desaceleração dos fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

