Resumo da notícia:
Brasil segue aversão ao risco global e retira R$ 7 milhões de fundos de criptomoedas.
CLARITY Act é ofuscado por tensão decorrente dos conflitos entre EUA e Israel contra o Irã.
Retiras líquidas globais chegam a US$ 1,46 bilhão em uma semana e totalizam US$ 2,54 bilhões no acumulado de duas semanas.
O Brasil retirou líquido US$ 1,4 milhão, R$ 7 milhões, de fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (22), segundo a CoinShares.

De acordo com o relatório da gestora de criptomoedas, o avanço do CLARITY Act, projeto de lei que cria um marco regulatório para o mercado de criptomoedas nos Estados Unidos, não foi suficiente para superar a aversão ao risco decorrente dos conflitos entre EUA e Israel contra o Irã. O que impactou negativamente os produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas através de US$ 1,46 bilhão em saídas líquidas globais e US$ 2,54 bilhões no acumulado de duas semanas.
Regionalmente, Holanda e Austrália se mantiveram no azul por respectivas entradas líquidas semanais de US$ 6,6 milhões e US$ 0,7 milhão. Já os principais saques líquidos no período, além do Brasil, foram dos EUA, Suíça, Canadá, Hong Kong, Alemanha e Suécia, respectivamente de US$ 1,42 bilhão, US$ 16,2 milhões, US$ 12,5 milhões, US$ 12,2 milhões, US$ 4,4 milhões e US$ 1,8 milhão. Enquanto isso, outros fundos totalizaram US$ 0,4 milhão em retiradas líquidas semanais.
Os investimentos do Brasil chegaram a US$ 0,8 milhão e US$ 62 milhões em respetivas entradas líquidas mensal e anual, já o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) recuou a US$ 1,25 bilhão. O que foi suficiente para manter o país na sexta posição global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 123,88 bilhões, US$ 6,69 bilhões, US$ 5,64 bilhões, US$ 5,03 bilhões, US$ 2,41 bilhões, US$ 848 milhões, US$ 688 milhões, US$ 517 milhões, US$ 155 milhões, US$ 100 milhões e US$ 99 milhões. Por sua vez, o AuM global fechou a semana em US$ 148,68 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,3 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de saídas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC) e de Ethereum (ETH), respectivamente de US$ 1,31 bilhão e US$ 222,8 milhões. Em relação às entradas líquidas, os maiores fluxos foram de ETPs de XRP, Short Bitcoin, Solana (SOL), cestas multiativos, Sui (SUI), Chainlink (LINK) e Litecoin (LTC), respectivamente de US$ 31,8 milhões, US$ 10,2 milhões, US$ 7,7 milhões, US$ 4,7 milhões, US$ 2,9 milhões, US$ 0,6 milhão e US$ 0,4 milhão. Outros fundos totalizaram US$ 12,8 milhões em entradas líquidas semanais.
Por fundos cripto, Bitwise e 21Shares registraram entradas de US$ 1 milhão líquido cada um, enquanto outros fundos totalizaram US$ 20 milhões em depósitos líquidos semanais. Pelo lado das retiradas líquidas no período, os maiores volumes foram dos iShares (de BTC e de ETH), da BlackRock, Fidelity, ARK 21Shares, ProFunds, Grayscale e CoinShares, respectivamente de US$ 1,19 bilhão, US$ 129 milhões, US$ 107 milhões, US$ 45 milhões, US$ 12 milhões e US$ 6 milhões.
Na semana anterior, investidores nacionais ignoraram o pessimismo global e aportaram R$ 5 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

