O Governo do Paraná anunciou nesta semana que finalizou a primeira fase do projeto-piloto do Passaporte Veicular Digital, iniciativa que utiliza tecnologia blockchain para criar uma identidade digital única para cada veículo por meio da tokenização.
O piloto foi realizado entre o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em parceria com a empresa Vetrii.
Neste período de execução, foram tokenizados 3.462 veículos, sendo 1.101 originados do chamamento público realizado em fevereiro de 2026, com participação de proprietários de 128 cidades paranaenses, e 2.361 de empresas privadas. Além disso, 1.801 veículos tiveram seus dados enriquecidos com informações provenientes do ecossistema automotivo, incluindo montadoras, instituições financeiras e concessionárias.
Participaram do projeto-piloto empresas como Banco BV, Renault, General Motors, Geely, Zeekr, Mottu, Grupo Barigui e Grupo Valesul, entre outras.
De acordo com o diretor-presidente do Detran-PR, o projeto representa um avanço estrutural na forma como o Estado gerencia e disponibiliza informações veiculares.
“O Paraná mais uma vez assume protagonismo na inovação pública. Validamos uma tecnologia que aumenta a segurança, a transparência e a confiança para toda a sociedade. Estamos transformando o veículo em um ativo digital confiável, com benefícios diretos para o cidadão”, destaca Roveda.
Para Eduardo Marafon, presidente do Tecpar, o projeto posiciona o Estado na vanguarda tecnológica, com a soma das ações de instituições públicas.
“A utilização da blockchain garante a integridade e a rastreabilidade das informações ao longo de toda a vida útil do veículo. Essa iniciativa coloca o Paraná como referência nacional e internacional em inovação aplicada ao setor público”, pontua.
Governo quer tokenizar 1,5 milhão de veículos
Com a conclusão do piloto, o Paraná inicia a fase de expansão do projeto, com a tokenização progressiva de toda a frota estadual. Para isso, um novo termo de cooperação foi assinado entre Detran-PR, Tecpar e Vetrii.
A estratégia prevê que os veículos passem a ser automaticamente tokenizados a partir de eventos como transferências de propriedade, mudança de município e atualizações cadastrais.
A expectativa é atingir um volume aproximado de 180 mil veículos tokenizados por mês, totalizando mais de 2 milhões por ano, com a meta de alcançar 1,5 milhão de veículos tokenizados até o final de 2026. O serviço será disponibilizado sem custo para o cidadão.
Na prática, cada automóvel ganha um token exclusivo vinculado ao número do chassi. Esse token funcionará como uma identidade eletrônica permanente, capaz de armazenar dados desde informações de fábrica até revisões, quilometragem, financiamentos, seguros, ocorrências e transferências.
Com isso, o Estado pretende reduzir fraudes recorrentes no mercado automotivo, como adulteração de hodômetro e manipulação de registros. A blockchain garante que as informações não possam ser alteradas indevidamente, aumentando a transparência nas negociações

