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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil deve perder 1.400 fintechs com regulamentação das criptomoedas, avalia especialista

Carlos Akira Sato diz que exigências com capital mínimo e patrimônio líquido devem representar perda de espaço da inovação, enquanto tokenização pode ganhar musculatura.

Brasil deve perder 1.400 fintechs com regulamentação das criptomoedas, avalia especialista
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Resumo da notícia:

  • Regulamentação das empresas cripto deve provocar consolidação das fintechs do setor no Brasil.

  • Número de fintechs cripto no Brasil deve recuar de 2 mil para 600 até 2028.

  • Tokenização deve ganhar musculatura com regulamentação no Brasil.

O pacote de regras do Banco Central (BC) para empresas e sociedades que operam criptomoedas deve representar um achatamento de aproximadamente 1.400 fintechs desse setor no Brasil até 2028.

Segundo avaliação recente de Carlos Akira Sato, especialista em Legal & Compliance em Mercados Regulados e Tokenização de Ativos, o país possui mais de 2 mil fintechs de criptomoedas ativas, número que representa um crescimento em 77% desde 2020, conforme dados da A&S Partners.

Sato destacou que as fintechs de criptomoedas da indústria nacional, cuja expansão aconteceu na esteira de uma legislação pouco rígida nos últimos anos, devem fazer o caminho inverso, recuando a cerca de 600 empresas por causa do movimento regulatório do BC. Para o especialista, fintechs que não conseguirem equilibrar crescimento com governança e compliance tendem a perder espaço ou desaparecer por causa de uma mudança estrutural na indústria cripto brasileira.

O mercado de pagamentos encerrou 2025 com o fim da era do crescimento a qualquer custo, afirmou.

Carlos Akira Sato citou as resoluções recentes do BC que elevaram as exigências de capital mínimo e patrimônio líquido para as entidades supervisionadas, que, para ele, enviaram um recado claro: a solvência é a prioridade. Para o executivo C-Level, “o desafio deixou de ser apenas a aquisição de clientes e passou a ser a eficiência na alocação de capital. O custo da conformidade subiu, e a gestão financeira precisa ser cirúrgica”.

No meu entendimento, esse movimento prejudica a inovação, mas garante que as instituições que sustentam o Pix e o Open Finance tenham musculatura para suportar crises sistêmicas, avaliou.

Institucionalização da tokenização

O ambiente mais restritivo imposto pelas normas infralegais editadas pela autoridade reguladora nacional, por outro lado, pode pavimentar o caminho para a tokenização da economia, que, para o executivo, surge como uma alternativa estratégica para destravar valor e ampliar o acesso ao mercado.

Estamos entrando em uma nova fase: a institucionalização da tokenização, destacou Akira, ao apontar que a tecnologia permite transformar ativos em representações digitais negociáveis, com potencial de aumentar liquidez e eficiência.

Na avaliação do especialista, a tokenização pode funcionar como ponte entre inovação e exigências regulatórias, ao criar estruturas mais transparentes e rastreáveis.

Isso tende a facilitar tanto a atuação das fintechs quanto a supervisão por parte dos órgãos reguladores, acrescentou.

Para ele, com menos players e um ambiente mais sofisticado, o setor financeiro caminha para uma nova configuração, em que sobreviverão as empresas capazes de combinar solidez, tecnologia e inovação.

Nesse contexto, a tokenização desponta não apenas como tendência, mas como um dos principais vetores para a próxima fase das fintechs no Brasil, concluiu.

Na esteira do avanço desse segmento cripto, a netspaces anunciou a venda de três imóveis tokenizados em um empreendimento de São Paulo, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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