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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

OpenAI lança guias para orientar jovens brasileiros a interagir com a IA

Desenvolvedora do ChatGPT lança primeira versão em língua não-inglesa para ajudar pais e educadores em como conversar com jovens sobre uso da ferramenta de IA.

OpenAI lança guias para orientar jovens brasileiros a interagir com a IA
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Resumo da notícia:

  • OpenAI lança guias em português focados na orientação de jovens, em relação ao uso de IA.

  • Material busca equilíbrio entre empoderamento e proteção com a IA.

  • Lançamento dos guias acontece em momento da alta taxa de adoção de IA no Brasil.

A OpenAI lançou esta semana dois guias em português para apoiar pais e educadores na abordagem do uso seguro da inteligência artificial (IA), especialmente na orientação de jovens.

De acordo com a desenvolvedora do ChatGPT, o material é a primeira versão de língua não-inglesa e foi desenvolvido por especialistas de instituições internacionais, com adaptação ao contexto local. Já o conteúdo fornece informações de como usar com segurança o ChatGPT e como conversar com adolescentes sobre o uso de IA.

Sabemos que a tecnologia já faz parte da vida dos adolescentes e que empoderamento e proteção precisam caminhar juntos. Esses guias foram criados para ajudar famílias a encontrar esse equilíbrio no dia a dia, explicou em nota Rafaela Nicolazzi, executiva brasileira e Líder de Dados, Privacidade & Proteção do Consumidor da OpenAI, baseada na Bélgica.

“Um guia para famílias ajudarem adolescentes a usar a IA de forma responsável”, um dos materiais adaptados para o português, explica como os modelos de IA são treinados, que podem conter erros e, no caso do ChatGPT, como o chabot pode ser usado de forma responsável e como alterar configurações de privacidade.

O outro material, “Dicas para conversar com adolescentes sobre IA”, tem como objetivo ajudar os responsáveis na abordagem de jovens e adolescentes em conversas a respeito de utilização de ferramentas baseadas em IA, além de sugestões de estímulo ao pensamento crítico, limiteis saudáveis de uso e como lidar com temas sensíveis.

Os pais não precisam ser especialistas, nosso papel é oferecer ferramentas e conteúdos que os ajudem a se sentir mais seguros para orientar seus filhos, explicou Rafaela Nicolazzi.

Adoção em alta

O lançamento dos guias acontece em um momento de alta taxa de adoção da IA no país. Em São Paulo, por exemplo, 47% das pessoas utilizam ferramentas de IA, segunda uma pesquisa da Fundação Seade sobre a utilização da tecnologia no estado e percepção da população sobre os efeitos dessa tecnologia.

Para o analista de pesquisas da Fundação Seade, Irineu Barreto, “os dados mostram que a inteligência artificial já faz parte do cotidiano de uma parcela significativa da população, mas seu uso ainda é bastante heterogêneo entre os diferentes grupos sociais”.

Assim como ocorre com outras tecnologias digitais, atributos como idade, renda e escolaridade influenciam diretamente a adoção dessas ferramentas, emendou.

De acordo com informações da Agência SP, a pesquisa revelou que a utilização da IA é mais frequente entre jovens, pessoas com maior escolaridade e renda mais elevada. Entre os paulistas de 18 a 29 anos, 74% usam essas ferramentas, proporção que também é alta entre pessoas com ensino superior (64%) e renda familiar acima de 10 salários mínimos (73%). Por outro lado, o levantamento mostrou que 84% das pessoas com 60 anos ou mais não utilizaram IA.

Mais números

Entre os usuários, a pesquisa também mostrou que o principal motivo de uso está relacionado ao trabalho (39%), seguido por lazer ou uso pessoal (35%) e estudos (26%). O uso para estudos é especialmente relevante entre jovens de 18 a 29 anos, enquanto o uso profissional é mais mencionado entre pessoas de 30 a 59 anos e com maior renda familiar. 

A percepção sobre os efeitos da IA, no entanto, é majoritariamente positiva: 61% consideram a tecnologia benéfica. Por outro lado, 53% acreditam que ela pode substituir empregos, indicando que a população reconhece tanto as oportunidades quanto os desafios associados ao avanço da inteligência artificial.

Segundo a Fundação Seade, o levantamento contou com uma amostra de 4.101 entrevistas e foi realizado em dezembro de 2025, por meio de coleta remota utilizando unidade de resposta audível (URA). Os resultados referem-se ao uso de ferramentas de IA como ChatGPT, Copilot e Gemini, nos três meses que antecederam a realização da pesquisa. 

Quem também adotou a IA foi a Liqi, através da utilização da tecnologia em suas operações de securitização tokenizada, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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