Resumo da notícia:
Na contramão global, investidores brasileiros reforçam otimismo e aportam R$ 13,7 milhões em fundos de criptomoedas.
Aumento de aversão ao risco sucede cautela com postura do Fomc, já que os conflitos no Irã devem impactar inflação e ocasionar arrocho dos juros nos EUA.
Apesar dos aportes, Brasil segue retração global e recua no AuM pela queda de preços.
Ethereum e Bitcoin puxam queda; XRP se destaca.
Fundos da BlackRock e da Grayscale registram maiores retiradas; Fidelity vai em direção oposta.
Investidores do Brasil aportaram líquidos US$ 2,6 milhões, R$ 13,7 milhões, em fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (27), segundo dados divulgados pela CoinShares.

De acordo com o relatório semanal da gestora de criptomoedas, com o desempenho da última semana, os investidores nacionais acumularam respectivos aportes líquidos de US$ 8,2 milhões e US$ 55 milhões, em um mês e um ano.
O monitoramento também apontou que o otimismo brasileiro sobre produtos negociados em bolsa (ETP, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas foi na contramão global, que interrompeu uma sequência de quatro semanas no azul pela retirada de US$ 414 milhões líquidos.
Na avaliação da CoinShares, os investidores manifestaram preocupação com a natureza cada vez mais prolongada dos conflitos no Irã e as perspectivas de avanço da inflação pela alta do petróleo. O que deve fazer o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), colegiado de política monetária dos Estados Unidos, aumentar em junho a taxa básica anual dos juros praticados pelo Federal Reserve (Fed), em vez de corte.
Alemanha, Canadá e Nova Zelândia seguiram na mesma direção do Brasil ao aportarem respectivos líquidos semanais de US$ 21,2 milhões, US$ 15,9 milhões e US$ 100 mil. Já as maiores saídas líquidas foram dos EUA, Suíça, Suécia, Austrália e Hong Kong, respectivamente de US$ 445,2 milhões, US$ 4 milhões, US$ 3,5 milhões, US$ 900 mil e US$ 600 mil.
Apesar das aquisições de ETPs cripto da semana passada, a queda de preços fez o Brasil recuar a US$ 1,12 bilhão no total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), porém mantendo a sexta posição global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 107,63 bilhões, US$ 5,66 bilhões, US$ 4,97 bilhões, US$ 4,47 bilhões, US$ 2,11 bilhões, US$ 860 milhões, US$ 631 milhões, US$ 456 milhões, US$ 118 milhões, US$ 104 milhões e US$ 77 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 129,58 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,31 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de saídas líquidas semanais foram de ETPs de Ethereum (ETH), Bitcoin (BTC), Solana (SOL), cestas multiativos e de Sui (SUI), por respectivas saídas líquidas de US$ 221,8 milhões, US$ 194,1 milhões, US$ 12,3 milhões, US$ 4,4 milhões e US$ 400 mil. Enquanto isso, outros fundos cripto totalizaram US$ 1,5 milhão em saques líquidos. Em direção oposta, os maiores fluxos de entradas líquidas foram de ETPs de XRP, Short Bitcoin, Chainlink (LINK) e Stellar (XLM), respectivamente de US$ 15,8 milhões, US$ 4 milhões, US$ 200 mil e US$ 200 mil.
Por fundos cripto, os principais volumes de saídas líquidas semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Grayscale, Bitwise, ARK 21Shares e 21 Shares, respectivamente em US$ 282 milhões, US$ 96 milhões, US$ 85 milhões, US$ 49 milhões e US$ 9 milhões. Pelo contrário, os volumes mais expressivos de entradas líquidas foram Fidelity, ProFunds e CoinShares, respectivamente de US$ 42 milhões, US$ 26 milhões e US$ 4 milhões, enquanto outros fundos atraíram líquidos US$ 36 milhões semanais.
Na semana anterior, investidores nacionais aportaram R$ 6,9 milhões em meio à perda de apetite dos fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
