Resumo da notícia:
Brasil mantém otimismo global com fundos de criptomoedas, porém com cautela.
Segmento cripto perde força após Fomc acender o sinal de alerta com conflitos no Irã.
Fundos em Bitcoin se destacam; ETPs de Ethereum vão na contramão.
Os investimentos do Brasil de fundos de criptomoedas recuaram líquido US$ 1,3 milhão, R$ 6,9 milhões, no acumulado semanal de sexta-feira (20), segundo a CoinShares.

De acordo com o relatório semanal da gestora de criptomoedas, os fluxos de entrada líquida em produtos negociados em bolsa (ETP, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas perderam força dois dias antes do encerramento do monitoramento. O que sucedeu a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), já que o colegiado de política monetária estadunidense decidiu manter a taxa básica anual entre 3,5% e 3,75% praticada pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos.
Em comunicado, o Fomc sinalizou preocupação com os impactos na inflação dos conflitos no Irã, já que a meta da autoridade monetária é de 2%. O que pode ser comprometido pela alta do petróleo decorrente dos bombardeios no Oriente Médio, que concentra a maior produção global da commoditie.
A incerteza quanto às perspectivas econômicas permanece elevada. As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato, destacou o Fomc.
A CoinShares salientou que os fluxos de entrada recuaram a US$ 230 milhões globalmente, já que, após a reunião do Fomc, as saídas líquidas avançaram a US$ 405 milhões.
Embora a visão predominante atribua isso ao conflito cada vez mais prolongado com o Irã, que pesa sobre o sentimento do mercado, acreditamos que a causa mais provável seja a interpretação de ‘pausa agressiva’ do mercado em relação à reunião do Federal Reserve dos EUA na quarta-feira, frisou a gestora cripto.
Regionalmente, EUA, Alemanha, Suíça, Canadá, Austrália, Holanda e Suécia também fecharam a semana o azul ao responderam por respectivas entradas líquidas de US$ 153,6 milhões, US$ 30,2 milhões, US$ 27,5 milhões, US$ 9,3 milhões, US$ 3,9 milhões, US$ 1,4 milhão e US$ 1 milhão.
O Brasil também apresentou avanço nos acumulados mensal e anual, a US$ 5,7 milhões e US$ 53 milhões respectivamente. No caso do total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), o país se manteve na sexta colocação global ao superar US$ 1,15 bilhão investidos em ETPs cripto. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 114,94 bilhões, US$ 5,95 bilhões, US$ 5,29 bilhões, US$ 4,73 bilhões, US$ 2,27 bilhões, US$ 860 milhões, US$ 649 milhões, US$ 470 milhões, US$ 124 milhões, US$ 104 milhões e US$ 83 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 138,01 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,32 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Solana (SOL), Short Bitcoin, Chainlink (LINK), Hyperliquid (HYPE), XRP e Sui (SUI), respectivamente em US$ 219,2 milhões, US$ 17 milhões, US$ 6 milhões, US$ 4,6 milhões, US$ 4,5 milhões, US$ 2,9 milhões e US$ 1,5 milhão. Na contramão, os maiores fluxos de saídas líquidas foram de fundos em Ethereum (ETH) e de cestas multiativos, respectivamente em US$ 27,5 milhões e US$ 2,2 milhões.
Por fundos cripto, os principais volumes de investimentos líquidos semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, ProFunds e 21Shares AG, respectivamente em US$ 257 milhões, US$ 35 milhões e US$ 12 milhões, enquanto outros fundos atraíram líquidos US$ 95 milhões semanais. Em direção oposta, os maiores fluxos de saídas líquidas foram da Fidelity, ARK 21Shares, Grayscale, Bitwise e CoinShares, respectivamente em US$ 105 milhões, US$ 28 milhões, US$ 26 milhões, US$ 6 milhões e US$ 3 milhões.
Na semana anterior, investidores nacionais seguiram a recuperação global ao aportarem R$ 13,5 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

