Embora não seja o modelo clássico de staking do mercado de criptomoedas, holdar ações e alocar elas para empréstimo também gera lucro com renda passiva no Brasil. O mercado de empréstimo de ativos registrou um crescimento expressivo de 50% no volume negociado na B3 em apenas um ano.
De acordo com levantamento do Datawise+, solução de dados da B3, entre janeiro e dezembro de 2025, o montante financeiro relativo a ativos emprestados avançou de R$ 229,9 bilhões para R$ 347,1 bilhões. Esse crescimento foi ainda mais evidente na comparação entre os meses de dezembro de 2024 e dezembro de 2025, período em que a modalidade avançou 67%.
No entanto, muitos investidores ainda desconhecem que podem alugar seus ativos em troca de uma taxa de remuneração. Nessa modalidade, o holder continua recebendo dividendos e juros sobre capital próprio normalmente, enquanto o tomador utiliza os papéis para estratégias de curto prazo ou proteção. A segurança da operação é garantida pela B3, que atua como contraparte central e exige garantias dos tomadores, eliminando o risco para quem empresta.
“O mercado brasileiro de empréstimo de ativos está cada vez mais maduro e tem a pessoa física como um de seus protagonistas. Acreditamos que essa é uma modalidade que tem muito a crescer, pois traz vantagens para todos os lados do negócio e ainda promove aumento da liquidez nos ativos”, explica Pedro Bustamante, superintendente responsável por Empréstimo de Ativos na B3.
Entre as opções de investimento que é possível disponibilizar para aluguel e ganhar renda passiva está o HASH11, o ETF cripto da Hashdex, além dos ETFs spot de Bitcoin, Ethereum, Solana e XRP.
Mercado em expansão
É no ambiente regulado da bolsa que os investidores encontram liquidez e transparência para rentabilizar suas carteiras. Enquanto os fundos de investimento respondem por 47% da demanda (tomadores), os investidores pessoa física já representam 33% das ofertas de ativos (doadores), superando investidores não residentes (13% dos doadores e 36% dos tomadores) e instituições financeiras nessa ponta da operação.
De acordo com a pesquisa, entre os ativos ativos mais negociados no mercado de empréstimo em 2025 estiveram:
ETFs (BOVA11): Ocupa o topo do ranking de aluguéis, sendo o principal instrumento para investidores que buscam exposição ou proteção em relação ao desempenho do índice Ibovespa B3.
Blue chips (VALE3 e PETR3/PETR4): As ações da Vale e da Petrobras continuam entre as favoritas tanto de doadores quanto de tomadores devido ao seu alto volume financeiro e liquidez diária.
Setor financeiro (ITUB4, BBAS3 e BBDC4): Grandes bancos como Itaú, Banco do Brasil e Bradesco figuram no Top 10, oferecendo recorrência e estabilidade para as operações de aluguel.
Ações de crescimento e consumo (ABEV3, WEGE3 e PRIO3): Papéis como Ambev, Weg e Prio completam a lista dos dez ativos mais requisitados, demonstrando a diversidade de setores que compõem esse ecossistema.

