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Escrito por Walter BarrosRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Brasil aporta R$ 13,5 milhões e segue recuperação global dos fundos de criptomoedas

Últimas NotíciasPublicado16 de mar. de 2026

Investidores nacionais mantêm entradas líquidas pela terceira semana consecutiva de otimismo dos ETPs cripto, apesar das incertezas geopolíticas.

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Resumo da notícia:

  • Investidores brasileiros seguem otimismo global e investem R$ 13,5 milhões semanais em fundos de criptomoedas.
  • Acumulado global na terceira semana otimista consecutiva chega a US$ 1,06 bilhão, apesar das incertezas geopolíticas.
  • EUA respondem pelo maior volume de entradas líquidas em fundos cripto, capitaneados pelo Bitcoin e Ethereum.
  • Melhores desempenhos são de ETFs da BlackRock.

Investidores do Brasil aportaram líquidos US$ 2,5 milhões, R$ 13,5 milhões, em fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (13), segundo a CoinShares.

Fonte: Reprodução/CoinShares.

De acordo com a gestora de criptomoedas, o período registrou US$ 1,06 bilhão em entradas líquidas e marcou a terceira semana consecutiva no azul dos produtos negociados em bolsa (ETPs) baseados em criptomoedas, apesar das incertezas geopolíticas ocasionadas pelo acirramento dos conflitos de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo a CoinShares, os fundos de criptomoedas acumularam aumento de 9,4% desde o início dos bombardeios, representando US$ 140 bilhões em entradas líquidas.

Regionalmente, o monitoramento mostrou que a pressão compradora foi liderada pelos EUA em líquidos US$ 1,02 bilhão. Além do Brasil, Hong Kong, Canadá e Austrália foram na mesma direção ao registrarem depósitos líquidos de US$ 23,1 milhões, US$ 19,4 milhões e US$ 10,4 milhões, respectivamente. Itália e Nova Zelândia, além de outros países, também registraram leve pressão compradora.

Em direção contrária, a Alemanha apresentou o maior volume de saques semanais de fundos de criptomoedas, US$ 17,1 milhões líquidos. Suécia e Holanda apresentaram recuos em menor volume, por respectivas saídas líquidas de US$ 500 mil e US$ 200 mil.

Em relação ao Brasil, o relatório destacou que o país da América do Sul registrou avanço líquido mensal e anual sobre os fundos de criptomoedas, em respectivos US$ 3,7 milhões e US$ 51 milhões. Por outro lado, o país caminhou de lado ao registrar US$ 1,14 bilhão em total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), montante que manteve o Brasil na sexta posição global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 116,39 bilhões, US$ 6,08 bilhões, US$ 5,33 bilhões, US$ 4,78 bilhões, US$ 2,3 bilhões, US$ 864 milhões, US$ 653 milhões, US$ 471 milhões, US$ 128 milhões, US$ 104 milhões e US$ 86 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 139,81 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,42 bilhão.

A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Short Bitcoin, Sui (SUI), Chainlink (LINK) e cestas multiativos, enquanto fundos de outros criptoativos somaram líquidos US$ 3,3 milhões. Pelo contrário, o movimento de retiradas foi liderado por fundos em XRP e Litecoin (LTC), por respectivas saídas líquidas de US$ 76,1 milhões e US$ 300 mil.

Por fundos cripto, os principais volumes de investimentos líquidos semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Fidelity e Bitwise, por respectivas entradas líquidas de US$ 790 milhões, US$ 247 milhões e US$ 25 milhões, enquanto outros fundos totalizaram US$ 62 milhões em entradas líquidas semanais. Em direção oposta, as maiores saídas líquidas no período foram do ProFunds, CoinShares e Grayscale, respectivamente de US$ 41 milhões, US$ 13 milhões e US$ 8 milhões.

Na semana anterior, os investidores nacionais desaceleraram, mas seguiram a recuperação global dos fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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