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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Fintech brasileira aposta nas stablecoins de olho nos US$ 195 tri do comércio global

Demanda crescente por dólar americano e estruturas bancárias fragmentadas catapultam novas soluções cross-border, com destaque para stablecoins e integração com o Pix.

Fintech brasileira aposta nas stablecoins de olho nos US$ 195 tri do comércio global
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Resumo da notícia:

  • Transferências globais movimentam US$ 195 trilhões, enquanto stablecoins avançam sobre Swift e outras soluções tradicionais.

  • Sistemas de liquidações transfronteiriços baseados em blockchain operam 24 horas por dia, sete dias por semana.

  • Stablecoins estão se consolidando como uma nova camada de liquidação financeira.

Um levantamento recente divulgado pela FXC Intelligence revelou que as transferências globais somaram cerca de US$ 195 trilhões em 2024, volume impulsionado por soluções alternativas aos métodos tradicionais. Entre elas as stablecoins, aposta da fintech brasileira Bloquo.

De acordo com o estudo da FXC, o Swift ainda responde por dois terços das transações cross-border. Por outro lado, o estudo da empresa de inteligência de mercado apontou crescimento das soluções alternativas ao sistema de mensagens belga, presente em mais de 200 países e com cerca de 11.500 instituições financeiras cadastradas. O que, a reboque, fortalece aplicações de sanções geopolíticas e a consequente busca por soluções alternativas.

O sistema Swift também enfrenta críticas relacionadas à sua lentidão e as taxas intermediárias das transações. Em paralelo, as stablecoins se fortalecem em cima dessas e de outras questões, como fragmentação de estruturas bancárias, crescente demanda por dólar americano e avanço regulatório das criptomoedas. Além disso, os sistemas de liquidações transfronteiriços baseados em blockchain operam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Stablecoins estão se consolidando como uma nova camada de liquidação financeira. O que antes era percebido como tecnologia emergente passa a ser utilizado como instrumento operacional para transferir recursos entre países com mais rapidez e previsibilidade, defende o CEO da Bloquo, Carlos Russo.

Por outro lado, o executivo acrescenta que a ideia da plataforma não é necessariamente competir com os bancos e sim oferecer uma infraestrutura em blockchain para que instituições financeiras e empresas utilizem a infraestrutura digital.

No Brasil, o Pix é outro aliado para as fintechs que utilizam stablecoins e outras criptomoedas, através de rampas de acesso entre solução de transferências instantâneas em real desenvolvida pelo Banco Central (BC) e as criptomoedas.

Em linhas gerais, fintechs de blockchain como a Bloquo conectam moedas fiduciárias, como real e dólar, ao ambiente de liquidação digital por meio de estruturas de on-ramp e off-ramp, execução cambial regulada e provisão de liquidez.

Para o especialista em criptomoedas Leandro Baccari, a blockchain também pode ajudar CVM a evitar episódios como o do Banco Master, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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