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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Juros no Brasil atingem maior nível em 20 anos e impulsionam empréstimos em criptomoedas

Taxa Selic se mantém a 15% ao ano e fazem das criptomoedas alternativa às altas taxas cobradas pelos bancos.

Juros no Brasil atingem maior nível em 20 anos e impulsionam empréstimos em criptomoedas
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Resumo da notícia:

  • Taxa Selic a 15% ao ano impacta crédito pessoal e cria ambiente favorável ao empréstimo de criptomoedas.

  • Mercado de crédito em criptomoedas no país possui mercado de 25 milhões de investidores ativos.

  • 50% dos investidores brasileiros de criptomoedas veem a tomada de empréstimo como uma forma de ampliar a exposição.

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a 15% a taxa básica anual praticada pelo Banco Central (BC). O arrocho monetário, por outro lado, favorece alternativas de empréstimos de criptomoedas no país.

Na esteira da taxa Selic, que representa a maior nível restritivo em 20 anos, o crédito pessoal no Brasil chegou a níveis de até 8,55% ao mês, o maior em três décadas, de acordo com dados divulgados em dezembro pelo Procon de São Paulo. Já os juros do cartão de crédito a pessoas físicas registraram um avanço de 5,3% e chegaram a 451,3% ao ano, segundo dados divulgados em setembro pelo BC.

Nesse cenário, modalidades como o crédito com garantia em criptomoedas vêm ganhando espaço, especialmente considerando que há mais de 25 milhões de investidores em ativos digitais no país, segundo o Datafolha.

Um levantamento recente realizado pelo Mercado Bitcoin (MB) mostrou que 50% dos investidores brasileiros de criptomoedas veem a tomada de empréstimo como uma forma de ampliar a exposição, mesmo em um período marcado por oscilações no valor de mercado do Bitcoin (BTC). A exchange está entre as empresas de criptomoedas que decidiram ampliar suas operações de crédito aos investidores brasileiros. Segundo o MB, cujo aumento de oferta chegou a 400%, a categoria tem atraído diferentes perfis de investidores, desde aqueles que buscam liquidez para objetivos pessoais até os que utilizam os recursos para reinvestimento, prática conhecida no mercado financeiro como alavancagem.

A operação permite que os clientes obtenham liquidez sem precisar vender seus ativos, mantendo a exposição ao potencial de valorização das criptomoedas, explicou o diretor de Produtos do MB, Guilherme Pimentel.

Atualmente, a modalidade opera com algumas das principais criptomoedas do mercado, permitindo o uso de Bitcoin ou Ethereum (ETH) como garantia. Segundo Pimentel, a expansão para outros ativos, como as stablecoins, vinculadas a moedas fiduciárias ou outros ativos, está entre os planos da exchange.

De acordo com a Galaxy Research, o crédito colateralizado por criptomoedas atingiu um recorde global de US$ 73,59 bilhões no fim do terceiro trimestre de 2025, superando o pico anterior de US$ 69,37 bilhões, registrado em 2021.

Em outra frente, uma fintech brasileira aposta nas stablecoins de olho nos US$ 195 tri do comércio global, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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