Resumo da notícia:
Cregis formaliza chegada à América Latina e Brasil se torna porta de entrada regional.
Plataforma de soluções em blockchain deve se concentrar em corporações financeiras que integram criptomoedas.
Avanço regional da regulamentação também estimula plataforma, de olho nas stablecoins.
A plataforma de soluções em criptomoedas Cregis formalizou esta semana o avanço de suas operações na América Latina, através do Brasil.
A empresa planeja construir uma equipe local de aproximadamente 10 profissionais, focados em desenvolvimento de negócios, parcerias e crescimento do ecossistema, informou a fintech em nota.
Segundo a provedora de soluções em blockchain, o plano de expansão latino-americano deve se concentrar no suporte empresarial a companhias que integram criptomoedas às suas operações financeiras, por meio de carteiras de autocustódia baseadas em MPC (Multi-Party Computation), plataformas Wallet-as-a-Service (WaaS) e gateway de pagamentos.
A forte atividade de transações internacionais na região e um ambiente regulatório estruturado favorecem a adoção de tecnologias financeiras, explicou o cofundador da Cregis, Richard Meng.
Meng discorreu sobre o avanço da regulamentação das criptomoedas no Brasil e outros países da América Latina. Segundo ele, à medida que os marcos regulatórios avançam e a adoção corporativa aumenta, espera-se que as stablecoins se tornem uma infraestrutura central para pagamentos internacionais na região.
Adoção regional
As tendências de adoção variam entre os países, observou a fintech. No Brasil, o marco legal estabelecido pela Lei 14.478/2022 foi reforçado pela Resolução BCB nº 519/2025, do Banco Central, com foco em governança e transparência. No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou R$ 227 bilhões em transações com criptoativos, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, com aproximadamente 90% dos fluxos envolvendo stablecoins.
Na Argentina, a inflação persistente e as restrições cambiais aceleraram o uso de stablecoins como reserva de valor. Dados da Chainalysis indicam que 61,8% do volume de transações cripto no país envolve stablecoins, significativamente acima da média global de 44,7%.
No México, a adoção de soluções de pagamento baseadas em blockchain está fortemente ligada ao mercado de remessas internacionais. Segundo o Banco Mundial, o país recebeu mais de US$63 bilhões em remessas em 2023, tornando-se um dos maiores receptores desse tipo de transferência no mundo.
Na esfera política, o presidente Lula pediu ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, frear o IOF sobre stablecoins, de olho na reeleição, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

