O Crypto Fear & Greed Index atualmente registra “medo extremo” com leitura de 11, e essa condição já dura 12 dias consecutivos. Embora tenha havido uma breve recuperação entre 17 e 18 de março, o índice permanece em “medo extremo” desde 28 de janeiro.
Os traders utilizam o índice como uma métrica contrária para monitorar o sentimento dos investidores, já que ele é composto por dados de volatilidade, volume, tendências sociais e momentum de mercado.
Com essa visão, em ciclos anteriores de alta e baixa, leituras de “medo extremo” eram interpretadas como oportunidades de compra no fundo. No entanto, dado o cenário fortemente baixista desde janeiro, é possível que esse sinal esteja perdendo validade.
No X, o comentarista cripto Rand Group apontou uma divergência entre o sentimento dos investidores e o preço do Bitcoin. Segundo a publicação, o medo permanece elevado devido às manchetes sobre a guerra entre EUA, Israel e Irã e às preocupações com o aumento das taxas de juros nos EUA, mas o lado positivo é que, apesar do cenário negativo, a pressão de venda do Bitcoin não aumentou.

Dados onchain também mostram um mercado mais calmo. O analista MAC_D afirmou que a participação dos holders de curto prazo — especialmente aqueles com posições entre uma semana e um mês — caiu para 3,98%. Em ciclos anteriores, leituras abaixo de 4% coincidiram com períodos próximos à formação de fundo de mercado.
A redução na atividade de curto prazo significa menos trades rápidos e menor demanda especulativa de day traders. Ao mesmo tempo, holders de longo prazo agora controlam uma parcela maior da oferta, indicando que um processo de acumulação está em andamento.

Grandes detentores de Bitcoin continuam dominando os fluxos, e o analista CW8900 destacou que o whale ratio nas exchanges ultrapassou 60%, o maior nível em uma década. A presença do varejo diminuiu simultaneamente, atingindo seu menor nível no mesmo período. O analista acrescentou.
“Em geral, o fundo aparece quando o whale ratio está no nível mais alto. Atualmente, estamos no ponto em que a participação dos investidores de varejo está no nível mais baixo dos últimos 10 anos.”

Analista diz que Bitcoin perdeu força frente às ações
O pesquisador Axel Adler Jr. observou que a relação de curto prazo entre o Bitcoin e o S&P 500 enfraqueceu, com a correlação de 13 semanas caindo abaixo de zero.
A relação BTC/S&P vem caindo em 2026, à medida que o Bitcoin continua performando pior que as ações. A volatilidade do mercado permanece elevada, mas as quedas do BTC têm sido mais intensas do que as do mercado acionário.

A alta do Bitcoin até US$ 76.000 em 17 de março também não conseguiu se sustentar como tendência. Com baixa participação de investidores menores, essa relação sugere que o BTC está sendo tratado atualmente como um ativo de maior risco em comparação aos mercados tradicionais.
Essa desconexão com os mercados tradicionais, combinada com a atual fase de “medo extremo”, pode sinalizar uma possível oportunidade de compra para investidores em BTC.
Apesar do desempenho fraco frente ao S&P 500, os dados subjacentes contam outra história. A pressão de venda não aumentou mesmo com eventos negativos, enquanto as baleias ampliam sua dominância à medida que o varejo sai do mercado.
Esses sinais sugerem que o Bitcoin pode estar entrando silenciosamente em uma fase de acumulação.
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