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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Fintech brasileira aposta na tokenização para ampliar acesso ao crédito privado internacional

Iniciativa prevê migração para infraestrutura da blockchain Rayls como forma de alcançar meta de US$ 1 bilhão em tokenização até 2027.

Fintech brasileira aposta na tokenização para ampliar acesso ao crédito privado internacional
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Resumo da notícia:

  • Fintech brasileira acelera adoção da blockchain de olho na tokenização de crédito internacional.

  • Corporação destaca parceria com Helix, de Singapura, para estruturar operações de crédito privado voltadas a investidores institucionais estrangeiros.

  • Plataforma reporta R$ 3 bilhões em operações estruturadas de crédito privado em 2025.

A AmFi anunciou esta semana que pretende acelerar a integração com a blockchain de sua plataforma, voltada ao acesso de crédito privado. O objetivo da fintech brasileira é ampliar o acesso ao crédito internacional tokenizado.

Segundo a empresa, a meta para 2027 é alcançar até US$ 1 bilhão em emissões de tokens de crédito privado, através da migração gradual do portfólio institucional da AmFi para a infraestrutura da blockchain Layer-1 Rayls, na esteira de uma parceria anunciada recentemente.

A Rays tem caráter técnico e institucional, voltada à interoperabilidade, rastreabilidade e adoção de boas práticas internacionais, sem impacto direto sobre a estratégia comercial da companhia no Brasil, acrescentou a AmFi, em nota.

Entre as iniciativas internacionais, a fintech informou que firmou parceria com a Helix, plataforma baseada em Singapura e ligada ao grupo Helicap, para estruturar operações de crédito privado voltadas a investidores institucionais estrangeiros. O projeto conecta capital asiático ao mercado brasileiro por meio de estruturas lastreadas em recebíveis corporativos, com denominação em dólar americano e respeitando os marcos regulatórios de cada jurisdição, de acordo com a AmFi.

Números

A plataforma reportou que encerrou 2025 com mais de R$ 3 bilhões em volume de operações estruturadas de crédito privado, o que representou um crescimento de 700% no comparativo com o ano anterior.

A empresa salientou que concentrou sua estratégia nos originadores e investidores de crédito privado, priorizando a construção de processos, controles e governança compatíveis com operações complexas de crédito, desde a sua fundação, em 2023. Cerca de dois anos depois, a plataforma relatou que estruturou mais de 500 operações, reuniu cerca de 2 mil investidores, sendo uma dezena de institucionais e se integrou com mais de 100 originadores, entre eles algumas das principais securitizadoras, fintechs, fundos de crédito privado e gestoras do país, atuando com instrumentos tradicionais do mercado de capitais e pitadas de novo modelo tecnológico viabilizado por blockchain.

Essas estruturas continuam sendo complexas e reguladas. Nosso papel é organizar e padronizar processos, dados e fluxos de forma consistente, garantindo rigor técnico, governança e previsibilidade em tempo real, explicou o cofundador da companhia João Pirola.

O executivo acrescentou que, ao longo de 2025, as operações estruturadas na plataforma da AmFi se concentraram em instrumentos tradicionais do mercado de capitais, como debêntures financeiras e CRs (certificados de recebíveis),  e operações lastreadas em recebíveis comerciais e financeiros.

Os ativos seguem modelos jurídicos e regulatórios já consolidados, com a tokenização atuando como camada tecnológica para registro, rastreabilidade e automação, sem alterar a natureza econômica das operações, completou a empresa.

Apesar dos avanços, o especialista Carlos Akira Sato acredita que a blockchain como coadjuvante pode deixar o país para trás no marco regulatório de tokenização imobiliária, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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