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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

CPI não assusta e criptomoedas chegam a US$ 4 tri com o Bitcoin a US$ 115 mil

Últimas NotíciasPublicadoSep 12, 2025

Inflação dos EUA vem acima do esperado, mas não diminui expectativa de corte de juros devido aos sinais de esfriamento na maior economia global.

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O mercado de criptomoedas alcançava o nível psicológico de US$ 4 trilhões (+1,2%) na manhã desta sexta-feira (12), acompanhado de US$ 115 mil (+0,9%) do Bitcoin (BTC), com dominância recuada a 57,2%. A maioria das altcoins avançava em até dois dígitos em meio à neutralidade dos investidores (50%).

O catalisador da entrada de capital líquido foi, principalmente, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que apontou avanço ligeiramente acima do esperado em agosto, 0,4% ante 0,2% em julho, segundo dados do Departamento do Trabalho.

A alta inflacionária, que foi pressionada por itens voláteis, como energia e alimentos (entre 0,6% e 2%), também não chegou a assustar o mercado acionário, favorecendo novas máximas históricas do S&P 500 e Nasdaq, historicamente associados ao desempenho do Bitcoin, encerrados em 6.587,47 (+0,85%) e 22.043,07 pontos (+0,72), respectivamente.

O CPI sucedeu a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI), que recuou 0,1% em agosto ante julho, abaixo do esperado pelos analistas, e dos dados fracos do payroll dos Estados Unidos na última sexta-feira (5). Nesse caso, o relatório do Departamento do Trabalho relatou a criação de 22 mil postos de trabalho não agrícolas em agosto ante 75 mil esperados pelos analistas. O que reforça a expectativa de corte de juros este mês pelo Federal Reserve (Fed), favorecendo o aquecimento de mercados como o de criptomoedas, em razão dos sinais de necessidade de injeção de liquidez na economia.

Na seara do otimismo, o VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, recuava a 14,66 (-4,50). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em Bitcoin e Ethereum (ETH) avançaram por respectivas entradas líquidas de US$ 552,78 milhões e US$ 113,12 milhões, segundo dados da SoSoValue.

O mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas mostrava alta a US$ 321,9 bilhões (+9%) no Interesse Aberto e ascensão a US$ 222,6 bilhões (+2,5%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas girava em torno de US$ 359 milhões (+37,9%) nas últimas 24 horas. Nesse caso, os ursos estavam em desvantagem porque o volume de posições vendidas (shorts) orbitava US$ 224 milhões ante US$ 125 milhões em posições compradas (longs).

Pequenas e grandes carteiras de criptomoedas se mantinham nas compras, já que o índice de força relativa (RSI) médio das criptomoedas da Coinglass era de a 55,67 pontos. O mapa de calor ainda destacava diversos tokens fora dessa região, nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como SOL, DOGE, ETH, TRX, JUP, ONDO, HBAR, KAS, JELLYJELLY, PUMP, HIFI, DRIFT, VELVET, SLERF. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como ZORA, KAVA, SOLV, SOMI, ENA, ALPINE, FUN, DIA, POL, TRIBE, ZEREBRO, DOLO.

Mapa de calor de 4 horas do RSI das criptomoedas. Fonte: Coinglass.

A combinação de métricas mantinha a tendência dos últimos dias, de maior distribuição do fluxo de entrada, com o Bitcoin perdendo espaço para as altcoins. Nessa direção, o índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, localizava-se em 66 pontos em sinal de maior liquidez sobre os tokens. No grupo das mil maiores altcoins em market cap, o FORM recuava a US$ 2,66 (-6,2%) com queda acumulada semanal de 29,3%, o WLD se retraía a US$ 1,63 (+4,7%) com alta de 84,1% em sete dias, o IP respondia por US$ 9,76 (-3,8%), o PENGU representava US$ 0,036 (+8,6%), o BONK era transacionado por US$ 0,000025 (+7,7%), o XTZ se comparava a US$ 0,78 (+6,5%) e o SOL era comprado por US$ 238,89 (+6%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o M era comprado por US$ 2,21 (+12,3%), o DRIFT se convertia em US$ 0,66 (+13,5%), o DORA chegava a US$ 0,25 (+36,1%), o ULTIMA era transacionado por US$ 7.704,33 (+12,7%), o KEEP se equipava a US$ 0,11 (+42,7%), o OVPP orbitava US$ 0,16 (+30%) com acumulado semanal de 150%, o YGG estava nivelado por US$ 0,21 (+26%) e o NILA estava precificado em US$ 0,081 (+59,5%).

Entre as novas listagens estavam Q na Bybit Futuros, UB na Binance Futuros, Bitget Futuros, Gate.io, LBank, BitMart e Phemex, AVNT na Bitrue, HOLO e LINEA na Poloniex, NFT e BAS na Biconomy.

No dia anterior, a queda da inflação prolongou a alta das criptomoedas com o Bitcoin a US$ 114 mil, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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