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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Notícias Cripto: 99Pay dá dicas sobre cripto no Imposto de Renda, Darkex divulga modelo de hedge, EverValue amplia reservas em Bitcoin e outras novidades

Confira as novidades do mercado de criptomoedas

Notícias Cripto: 99Pay dá dicas sobre cripto no Imposto de Renda, Darkex divulga modelo de hedge, EverValue amplia reservas em Bitcoin e outras novidades
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Imposto de Renda: veja como declarar criptoativos

Na reta final do prazo de entrega do Imposto de Renda 2026, investidores em criptoativos ainda enfrentam dúvidas na hora de declarar à Receita Federal. Quem possuía valores iguais ou superiores a R$ 5 mil em criptomoedas até 31 de dezembro de 2025 deve prestar contas.

Segundo o Relatório de Dados Abertos, divulgado pela Receita Federal e pelo Ministério da Fazenda, o Brasil movimentou mais de R$ 500 bilhões em criptomoedas em 2025 — o maior volume anual já registrado. O avanço das contas digitais e das plataformas de investimento tem contribuído para a popularização de criptoativos entre os investidores brasileiros.

A 99Pay aponta que a declaração deve ser feita na ficha “Bens e Direitos”, no grupo 08, destinado a criptoativos. Nesse campo, é importante selecionar o código correspondente ao tipo de ativo: o código 01 é destinado ao Bitcoin (BTC), enquanto o código 02 deve ser usado para outras criptomoedas, como Ether, Litecoin e XRP. No caso de stablecoins, como USDC e Tether, o código indicado é o 03. Já o código 99 é reservado para outros criptoativos, como NFTs e tokens.

Além do preenchimento correto das informações, também é importante ficar atento ao calendário da Receita Federal. O prazo para envio da declaração vai até 29 de maio, e neste ano, o pagamento das restituições será feito em cinco lotes, com o primeiro a ser liberado no próprio dia 29 de maio, e o último, em 28 de agosto.

Bancos ampliam integração com criptomoedas

A relação entre bancos tradicionais e o mercado de criptomoedas passou por mudanças relevantes nos últimos anos na América Latina. Instituições como Banco Santander Brasil, B3, BCP Peru e Tower Bank começaram a integrar ativos digitais em serviços financeiros voltados ao público e ao mercado corporativo. O movimento ocorre em meio ao crescimento do uso de stablecoins e de soluções de liquidação digital na região.

Dados apresentados pela empresa de infraestrutura cripto BitGo apontam que o fluxo de criptomoedas na América Latina cresceu 800% entre 2021 e 2024. Segundo a companhia, as stablecoins responderam por cerca de 90% das movimentações regionais em 2025, impulsionadas principalmente por operações ligadas a remessas internacionais, proteção cambial e pagamentos digitais.

No Brasil, o Banco Central já indicou que a maior parte das operações internacionais com criptoativos envolve stablecoins. Nesse cenário, instituições financeiras passaram a avaliar modelos de liquidação baseados em ativos digitais, substituindo parte das operações tradicionais feitas por sistemas de mensagens bancárias, como o SWIFT. Especialistas do setor avaliam que a tendência pode acelerar a integração entre bancos e empresas de infraestrutura blockchain nos próximos anos.

Empresas de infraestrutura apostam em serviços regulados para bancos

Com o aumento da participação de bancos no setor de ativos digitais, empresas de infraestrutura cripto passaram a ampliar ofertas voltadas ao ambiente institucional. A BitGo afirmou que bancos da região começaram a tratar criptomoedas menos como concorrência e mais como uma extensão de serviços financeiros tradicionais, principalmente em operações de pagamentos e custódia digital.

Segundo a companhia, a demanda regional vem sendo puxada por aplicações práticas, como transferências internacionais instantâneas e produtos vinculados a stablecoins. O executivo Luis Ayala, responsável pela operação latino-americana da empresa, afirmou que instituições financeiras passaram a buscar estruturas mais seguras e alinhadas às exigências regulatórias locais.

A empresa também destacou que a integração de APIs e ferramentas de custódia institucional pode reduzir barreiras operacionais para bancos interessados em oferecer produtos ligados a ativos digitais. O avanço regulatório em diferentes países da região, incluindo discussões sobre tokenização e stablecoins, deve influenciar a velocidade dessa adoção nos próximos anos.

EverValue amplia reservas em Bitcoin

A EverValue realizou nesta terça-feira uma transmissão com integrantes da comunidade para apresentar os resultados de abril, após um período de valorização do token EVA e crescimento das reservas em Bitcoin. A empresa informou ter ultrapassado a marca de 400 BTC sob custódia no fim de março e afirmou que os ativos podem ser acompanhados publicamente na blockchain. O mercado, porém, ainda debate modelos de transparência e sustentabilidade adotados por projetos ligados a reservas em criptomoedas.

O token EVA também registrou valorização no período e atingiu US$ 40, segundo dados divulgados pela companhia. A EverValue relaciona o movimento ao aumento da exposição internacional e à expansão da base de usuários. Especialistas do setor, no entanto, costumam destacar que ativos digitais de menor liquidez permanecem sujeitos a forte volatilidade e oscilações bruscas de preço.

A empresa também encerrou o EVA Creator Challenge, iniciativa voltada à produção de conteúdo e educação sobre blockchain, com distribuição de US$ 8.500 em tokens. A estratégia faz parte de um movimento recorrente no setor cripto, onde projetos utilizam programas de incentivo e comunidades digitais para ampliar alcance e engajamento.

Darkex divulga modelo de hedge

A Darkex apresentou detalhes de uma plataforma voltada para hedge no mercado de criptomoedas. Segundo a empresa, a proposta é oferecer ferramentas de gerenciamento de risco para investidores com posições abertas em outras exchanges. A companhia afirma que o mecanismo chamado Hedge & Shield pode reduzir parte das perdas em determinadas liquidações, embora o modelo ainda dependa das condições operacionais e de mercado.

A empresa informou que a infraestrutura suporta mais de 100 mil transações por segundo, com latência inferior a 5 milissegundos e disponibilidade próxima de 100%. Os números, assim como os dados de usuários e volume operacional divulgados pela plataforma, não foram verificados de forma independente. A Darkex afirma operar com mais de 150 pares de negociação, alavancagem de até 125 vezes e presença em 120 países.

Além da operação de trading, a companhia afirma estar expandindo um ecossistema de criadores de conteúdo, traders e líderes comunitários chamado Darksiders Network. O movimento acompanha uma tendência observada entre exchanges e plataformas cripto, que passaram a investir em comunidades digitais e campanhas de engajamento para ampliar presença no mercado global.

Nova resolução do Banco Central provoca debate sobre uso de stablecoins

A publicação da Resolução 561 pelo Banco Central gerou discussões entre empresas do setor de ativos digitais e câmbio. A norma restringe o uso de criptomoedas em operações internacionais realizadas por empresas de eFX, mas mantém espaço para atuação de prestadoras de serviços de ativos virtuais enquadradas no modelo de PSAV.

Para o CEO da Oxus Finance, Fillipe Trentin, a regulamentação apresenta interpretações que ainda podem evoluir conforme o avanço do arcabouço legal brasileiro. Segundo ele, o próprio Banco Central já discutiu anteriormente a possibilidade de determinadas stablecoins serem tratadas como moeda eletrônica, o que poderia alterar a leitura jurídica sobre parte das restrições previstas na resolução.

O impacto imediato tende a atingir fintechs que utilizavam stablecoins em operações internacionais de liquidação. Essas empresas terão prazo até outubro para adaptar as operações aos canais formais de câmbio. Já companhias que operam dentro do modelo regulatório tradicional afirmam que a principal mudança ocorre no ambiente competitivo, com maior exigência de compliance para atuação no setor.

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