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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Brasil é protagonista em caminho sem volta das criptomoedas no sistema financeiro, diz PwC

Últimas NotíciasPublicadoMar 24, 2026

Relatório Global Cripto 2026 aponta tração regulatória global em segmentos como pagamentos via stablecoins, custódia, tokenização e DeFi; com destaque para o Brasil.

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Resumo da notícia:

  • Adoção de criptomoedas e blockchain pelo sistema financeiro tradicional é um caminho sem volta.
  • Setores cripto como stablecoins, custódia e exchanges de criptomoedas, além de normatização de protocolos DeFi, estão no foco das atenções.
  • Estudo mostra que regulamentação no Brasil está baseada em três objetivos principais, capitaneados pelo BC e CVM.

A PwC divulgou esta semana o Relatório Global de Regulamentação Cripto 2026, destacando que a adoção de criptomoedas e blockchain pelo sistema financeiro tradicional é um caminho sem volta em que o Brasil aparece como protagonista.

Segundo o estudo da rede de serviços, auditoria e consultoria de negócios, a regulamentação das stablecoins, por exemplo, ganhou mais atenção dos Bancos Centrais em termos de políticas de governança, limite de transferências, gerenciamento de riscos e interoperabilidade com os sistemas tradicionais.

O levantamento destacou outros setores sob escrutínio das autoridades reguladoras ao redor do mundo, como custódia e exchanges de criptomoedas, além da normatização de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).

A regulamentação global de ativos digitais atingiu um ponto crítico. Estruturas para stablecoins, regras de estrutura de mercado e regimes de custódia estão passando da fase de consulta para a implementação em grandes jurisdições, enquanto outras seguem rapidamente o mesmo caminho, avaliou a diretora executiva global da PwC, Elise Watts.

Ela acrescentou que “o sucesso do setor de finanças digitais dependerá da criação de produtos, governança e modelos de conformidade que sejam robustos o suficiente para atender aos requisitos locais, mas flexíveis o bastante para serem escaláveis globalmente”.

A próxima fase de crescimento pertencerá às empresas que encaram a regulamentação não como uma restrição, mas como uma infraestrutura de mercado essencial, emendou.

Em relação ao Brasil, o relatório destacou o avanço da regulamentação das criptomoedas no país, cujo arcabouço normativo se apoia em três objetivos: o alinhamento das finanças digitais ao que já é aplicado às instituições financeiras tradicionais; fortalecimento do controle de combate à lavagem de dinheiro de financiamento ao terrorismo (AML/CFT) e integração de criptoativos ao sistema financeiro tradicional.

A PwC citou ainda os esforços recentes do BC, por meio da edição de um pacote de normas voltadas às sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais no país e o sandbox regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) voltado à tokenização, incluindo uma rede DLT lançada em outubro de 2025 pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima).

Na seara do crescimento da adoção das criptomoedas no país, o presidente Lula pediu que Durigan freie o IOF sobre stablecoins de olho na reeleição, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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