Resumo da notícia:
Adoção de criptomoedas e blockchain pelo sistema financeiro tradicional é um caminho sem volta.
Setores cripto como stablecoins, custódia e exchanges de criptomoedas, além de normatização de protocolos DeFi, estão no foco das atenções.
Estudo mostra que regulamentação no Brasil está baseada em três objetivos principais, capitaneados pelo BC e CVM.
A PwC divulgou esta semana o Relatório Global de Regulamentação Cripto 2026, destacando que a adoção de criptomoedas e blockchain pelo sistema financeiro tradicional é um caminho sem volta em que o Brasil aparece como protagonista.
Segundo o estudo da rede de serviços, auditoria e consultoria de negócios, a regulamentação das stablecoins, por exemplo, ganhou mais atenção dos Bancos Centrais em termos de políticas de governança, limite de transferências, gerenciamento de riscos e interoperabilidade com os sistemas tradicionais.
O levantamento destacou outros setores sob escrutínio das autoridades reguladoras ao redor do mundo, como custódia e exchanges de criptomoedas, além da normatização de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).
A regulamentação global de ativos digitais atingiu um ponto crítico. Estruturas para stablecoins, regras de estrutura de mercado e regimes de custódia estão passando da fase de consulta para a implementação em grandes jurisdições, enquanto outras seguem rapidamente o mesmo caminho, avaliou a diretora executiva global da PwC, Elise Watts.
Ela acrescentou que “o sucesso do setor de finanças digitais dependerá da criação de produtos, governança e modelos de conformidade que sejam robustos o suficiente para atender aos requisitos locais, mas flexíveis o bastante para serem escaláveis globalmente”.
A próxima fase de crescimento pertencerá às empresas que encaram a regulamentação não como uma restrição, mas como uma infraestrutura de mercado essencial, emendou.
Em relação ao Brasil, o relatório destacou o avanço da regulamentação das criptomoedas no país, cujo arcabouço normativo se apoia em três objetivos: o alinhamento das finanças digitais ao que já é aplicado às instituições financeiras tradicionais; fortalecimento do controle de combate à lavagem de dinheiro de financiamento ao terrorismo (AML/CFT) e integração de criptoativos ao sistema financeiro tradicional.
A PwC citou ainda os esforços recentes do BC, por meio da edição de um pacote de normas voltadas às sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais no país e o sandbox regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) voltado à tokenização, incluindo uma rede DLT lançada em outubro de 2025 pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima).
Na seara do crescimento da adoção das criptomoedas no país, o presidente Lula pediu que Durigan freie o IOF sobre stablecoins de olho na reeleição, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

