Resumo da notícia:
Integração entre blockchain e IA deve moldar a criptoeconomia nos próximos anos.
Avanço inclui IA pagando pessoas e outra IA.
Integração também deve provocar novos movimentos regulatórios.
A integração entre blockchain e inteligência artificial (IA) deve moldar a criptoeconomia nos próximos anos, segundo avaliação de Rodrigo Batista e outros especialistas.
Em entrevista exibida na última semana pelo quadro Cripto Brasil do Times Brasil, licenciado da CNBC, o CEO da exchange brasileira Digitra revelou que está escrevendo um livro sobre esse tema: a interseção entre as tecnologias.
Acredito que a gente vai ver IAs pagando uma à outra com criptomoedas. Pra mim isso é muito natural, a gente já vê pessoas investindo em criptoativos, utilizando algoritmos criados por inteligência artificial, eu não duvido, Pablo, que a gente vai ver pessoas sendo pagas por IAs em criptoativos, disse.
O assunto também foi abordado através da exibição de outra entrevista, com o CEO empresa de infraestrutura em criptomoedas BitGo, Mike Belshe.
Olha, como a IA não pode lidar com dinheiro físico, estou bem certo de que a IA usará alguma forma de ativo digital. As stablecoins surgiram como uma excelente maneira de realizar pagamentos, são 1:1, fáceis de entender, funcionam todo dia do ano. Portanto, ao considerar como a IA irá se conectar conosco, no que diz respeito a dinheiro, obviamente será no formato digital, avaliou.
Belshe acrescentou que a construção da infraestrutura atual vai facilitar que robôs usem e tenham carteiras de criptomoedas, controladas pelas pessoas que estão por trás dos bots de IA.
Isso está apenas emergindo agora e vai crescer, emendou.
Ele abordou questões como o Bitcoin (BTC) representando reserva de valor, a expansão do uso de stablecoins como forma de pagamento e a tokenização de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês).
Finanças Descentralizadas (DeFi) também teve alguns anúncios, como a Uniswap, e o acesso direto a DeFi por parte de instituições financeiras tradicionais, lembrou.
Em relação aos últimos movimentos regulatórios, ele destacou que a segurança jurídica está se convertendo na chegada de novos players ao mercado, de forma colaborativa com as criptomoedas.
A inovação é benéfica para a economia, é boa para os consumidores, é boa para todos, defendeu.
Rodrigo Batista também abordou a convergência entre IA e criptomoedas na esteira da regulamentação:
Os reguladores costumam se mais lentos, porque as tecnologias têm que ser mais adotadas, com uma escala maior […] a IA é muito recente e, para ficar aqui num paralelo com as criptomoedas, agora é que a gente está discutindo, 15, 17 anos depois de terem sido criadas as primeiras.
O executivo da exchange brasileira abordou ainda temas como tokenização imobiliária e a exposição ao Bitcoin por parte de companhia de capital aberto Strategy.
Outro entrevistado, Matheus Fassheber, cofundador da fintech brasileira baseada na Web3 Neobankless, considerou que “é inevitável que nos próximos dois anos todo o mercado financeiro estará em blockchain”.
É surreal imaginar que em 2026 ainda vivemos um mundo com pagamentos em três dias e custos altos, completou.
Em outro caso de uso de integração entre blockchain e IA, o governo brasileiro lançou uma iniciativa para integrar as tecnologias a sensores nas fábricas para monitorar energia e descarbonização, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

