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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

56% dos brasileiros querem investir em criptomoedas e preferem Bitcoin e Ethereum, revela pesquisa

Brasileiros buscam segurança sem abrir mão do Bitcoin na carteira, revela pesquisa

56% dos brasileiros querem investir em criptomoedas e preferem Bitcoin e Ethereum, revela pesquisa
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Resumo da notícia:

  • Perfil dos investidores nacionais ainda é conservador.

  • 46% dos investidores de criptomoedas do Brasil ainda mantêm dinheiro na poupança.

  • 56% têm interesse em investir em criptomoedas no futuro.

  • Nova geração já olha para cripto como parte natural da jornada de investimento.

A pesquisa “Panorama do Investidor Brasileiro: ativos digitais e o futuro dos investimentos” apresenta nesta quinta-feira (14) um raio-x do comportamento do investidor brasileiro, suas escolhas, barreiras e percepções, tanto no mercado tradicional quanto em criptomoedas.

Em sua primeira edição, o estudo realizado pelo Mercado Bitcoin (MB) em parceria com o Opinion Box realizou 1.009 entrevistas on-line entre os dias 10 e 15 de abril junto a pessoas residentes no Brasil, com mais de 18 anos e com algum tipo de investimento, pertencentes às classes ABC (renda familiar).

A pesquisa apontou para a existência de um paradoxo entre os investidores nacionais, já que o recorte geral indicou que os brasileiros preferem perder menos a ganhar mais. No caso dos investimentos tradicionais, segurança (68%) supera a rentabilidade (53%). Entre os investidores de criptomoedas, a diversificação (70%) também supera a rentabilidade (68%).

Segundo o estudo, o perfil dos investidores nacionais ainda é conservador, já que o domínio é divido pelo CDB (56%), Poupança (49%) e Tesouro (30%). Quem investe em criptomoedas demonstra também maior maturidade e conhecimento nas finanças: cerca da metade deles investem em ações (51%), fundos de investimento (45%) e fundos imobiliários (46%), em comparação com o investidor geral.

Por outro lado, o recorte revelou que 46% dos investidores de criptomoedas do Brasil ainda mantêm dinheiro na poupança, indicando que este perfil não é radical: ele diversifica, sem abrir mão da segurança e do tradicional. Já os investidores com 5% de Bitcoin (BTC) na carteira nos últimos nos últimos 10 anos obtiveram retorno 33% superior aos que não mantiveram a criptomoeda, com pouco aumento de volatilidade.

Apetite por criptomoedas

A sondagem mostrou que as criptomoedas já conquistaram 16% dos investidores em geral. Entre quem nunca investiu em criptomoedas, 56% afirmam ter interesse em investir no futuro.

A nova geração já olha para cripto como parte natural da jornada de investimento. Nesse caso, o estudo indicou que 52% das pessoas entre 18 e 29 anos que ainda não investiram em criptomoedas pretendem investir no futuro. Enquanto isso, investidores de criptomoedas estão mais satisfeitos (82%) do que os de ações (79%), enquanto a poupança concentra os maiores níveis de insatisfação (58%).

Apesar dos avanços, 62% dos entrevistados concordaram que é muito difícil entender termos técnicos do universo de criptomoedas e 76% disseram que é preciso muito conhecimento para investir em produtos de alta volatilidade. O medo domina 48% dos investidores que nunca investiram em criptomoedas, embora 19% tenham afirmado que já aportaram em criptos.

Pontos cegos

Apesar da supremacia das stablecoins no país pela concentração de 90% das movimentações no Brasil segundo dados da Receita Federal, a pesquisa revelou que, entre os investidores iniciantes, os preferidos são Bitcoin (56%) e Ethereum (21%). Mesmo assim, 78% dos entrevistados apontaram outros investimentos como mais rentáveis nos últimos anos, deixando de fora o Bitcoin, que ocupa a primeira colocação no ranking.

Em relação às stablecoins, 64% desconhecem a possibilidade usar dólar/euro digital em remessas sem pagar IOF. A maior parte dos investidores brasileiros (67%) também desconhece produtos cripto que poderiam lhes dar mais vantagens, proteção e liquidez.

Em contrapartida, a maior parte dos investidores (60%) se diz disposta a mudar seu hábito financeiro mais popular (Pix) por recompensas em criptomoedas. Já a queda do Bitcoin é vista como oportunidade, tando para investidores de criptomoedas (79%) quanto para o público em geral (61%).

Na seara da educação cripto nacional, um projeto educacional criado em João Pessoa, na Paraíba, vem utilizando o Bitcoin como ferramenta pedagógica para introduzir temas econômicos e tecnológicos para crianças, jovens e adolescentes, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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