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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 14/05/2026, está cotado em R$ 401.010,56. O BTC perdeu o suporte de US$ 80 mil que os touros devem tentar retomar ao longo do dia.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados asiáticos avançaram com força, impulsionados novamente pelo entusiasmo em torno de inteligência artificial, com destaque para a alta de empresas de semicondutores como a SK Hynix e para novos recordes em índices como o Nikkei. O MSCI Ásia-Pacífico subiu cerca de 1,2%, enquanto o Kospi avançou aproximadamente 1,7%, reforçando que o fluxo comprador segue concentrado em tecnologia.
Ao mesmo tempo, investidores acompanham a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, que busca preservar a trégua comercial entre EUA e China e lidar com temas sensíveis como o conflito no Irã e Taiwan. Apesar do tom positivo nas bolsas, a inflação americana elevada ainda mantém os yields pressionados e fortalece o dólar, reduzindo o espaço para uma leitura totalmente favorável aos ativos de risco. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 79.600, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.
Embora o rali das ações de IA ajude a sustentar algum apetite por risco, o BTC segue abaixo da região de US$ 80.000 e não acompanha com a mesma força o movimento positivo das bolsas, o que sugere cautela no fluxo cripto. Além disso, dólar mais forte, yields elevados e a possibilidade de uma postura mais dura do Fed continuam pesando sobre ativos sem geração de caixa, como o Bitcoin. No curto prazo, o BTC tende a oscilar entre US$ 78.500 e US$ 81.200, com risco de teste da parte inferior caso os juros americanos avancem ou o dólar continue ganhando força. Para retomar um viés mais positivo, o ativo precisaria recuperar e sustentar a região de US$ 80.500–81.000.
Por que o BTC caiu para US$ 79 mil?
O gatilho inicial para a mudança de humor veio do cenário macroeconômico dos Estados Unidos. O índice de preços ao produtor (PPI) divulgado em 13 de maio mostrou alta mensal de 1,4%, resultado significativamente acima das expectativas do mercado. O dado reforçou preocupações sobre persistência inflacionária e alterou rapidamente a percepção sobre os próximos passos da política monetária americana.
Até poucos dias atrás, parte dos investidores ainda apostava em cortes de juros em 2026. Após a divulgação do indicador, porém, operadores passaram a reduzir essas expectativas e até precificar a possibilidade de novas altas. Em algumas leituras do mercado futuro, a probabilidade de aumento adicional nas taxas já se aproximava de 39%.
Historicamente, esse cenário costuma atingir o Bitcoin de maneira direta. O ativo opera como uma espécie de termômetro global de liquidez. Quando investidores passam a acreditar em juros elevados por mais tempo, aplicações consideradas mais arriscadas tendem a perder atratividade.
Em outras palavras, o mercado deixou de discutir apenas narrativa de adoção institucional ou entrada de capital. O foco voltou a ser liquidez global.
Além do ambiente macro mais pressionado, o fluxo institucional também começou a mostrar sinais de enfraquecimento.
Dados da SoSoValue mostram que os ETFs spot de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram saídas líquidas de US$ 635,2 milhões em apenas um dia. O valor representa a maior retirada desde o fim de janeiro e marcou o segundo dia consecutivo de resgates.
A desaceleração dos fluxos institucionais ganhou ainda mais relevância porque ela surgiu em um momento no qual investidores passaram a realizar lucros em escala significativa.

Segundo dados da CryptoQuant, detentores de Bitcoin registraram lucro diário equivalente a 146 mil BTC no início de maio. O movimento alcançou o maior patamar em cinco meses e historicamente costuma anteceder períodos de pressão vendedora.
Em ciclos anteriores, quando investidores migraram rapidamente para território lucrativo após movimentos fortes de alta, parte relevante do mercado aproveitou para reduzir exposição.
Outro sinal observado veio do chamado prêmio da Coinbase, indicador que mede a diferença de preço do Bitcoin entre bolsas americanas e plataformas internacionais. O índice entrou em território negativo desde o final de abril, sugerindo redução da demanda nos Estados Unidos.
A combinação entre saídas de ETFs, menor demanda americana e realização de lucro criou um cenário no qual a sustentação do movimento de alta passou a depender mais de operações especulativas.
Excesso de alavancagem e resistência histórica aumentaram pressão
A queda também revelou uma fragilidade importante da estrutura recente do mercado.
Nas últimas 24 horas, liquidações de posições compradas em Bitcoin ultrapassaram US$ 110 milhões. O volume representou aumento próximo de 96% em relação ao dia anterior e acelerou a pressão vendedora.
Quando investidores utilizam alavancagem elevada e o preço inicia movimento contrário, corretoras encerram automaticamente posições. Isso cria vendas forçadas e amplia oscilações.
Ao mesmo tempo, o BTC voltou a encontrar dificuldade na Média Móvel de 200 dias, próxima de US$ 82.400. Esse nível carrega peso histórico relevante.
Durante o mercado de baixa de 2022, a mesma região atuou repetidamente como resistência antes de novos movimentos descendentes. O padrão atual lembra aquele comportamento: uma recuperação impulsionada principalmente por contratos futuros, enquanto mercados à vista permanecem relativamente fracos.

Analistas, como Mike Ermolaev, fundador da Outset PR, destacam que a recuperação recente foi sustentada em grande parte por posições especulativas em derivativos. Isso torna a estrutura mais vulnerável.
Apesar disso, alguns indicadores técnicos ainda sugerem resiliência. O RSI permanece próximo de 55, sinalizando força moderada, enquanto o preço segue acima das médias móveis de 50 e 100 dias.
No curto prazo, a região entre US$ 79.800 e US$ 80.500 tornou-se o principal campo de batalha. Caso o Bitcoin mantenha suporte nessa faixa, o ativo pode entrar em consolidação lateral entre US$ 80 mil e US$ 82 mil.
Por outro lado, uma perda consistente do fundo recente em US$ 78.700 pode abrir espaço para quedas até US$ 74 mil e, em cenário mais agressivo, para a região próxima de US$ 70 mil.
Na direção oposta, compradores precisarão recuperar a média de 200 dias em US$ 81.986 e romper a zona entre US$ 83.400 e US$ 84.400. Um fechamento diário acima desse intervalo recolocaria as máximas de janeiro, próximas de US$ 97.900, no radar.
Portanto, o preço do Bitcoin em 13 de maio de 2026 é de R$ 401.010,56. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0025 BTC e R$ 1 compram 0,0000025 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 13 de maio de 2026, são: Kite (KITE), Quant (QNT) e Humanity Protocol (H), com altas de 10%, 6%, e 5%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 13 de maio de 2026, são: BUILDon (B), Terra Classic (LUNC) e Celestia (TIA), com quedas de -32%, -12% e -11% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

