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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

5 criptomoedas ligadas a IA com chance de alta em maio

Convergência entre IA e blockchain é uma das narrativas mais resilientes do ciclo atual e pode favorecer algumas altcoins.

5 criptomoedas ligadas a IA com chance de alta em maio
Análise

Resumo da notícia:

  • Convergência entre blockchain e IA pode favorecer algumas criptomoedas em maio.

  • Segmento de IA cripto se concentra em uma base com 919 projetos e capitalização combinada de US$ 22,6 bilhões.

  • Depuração fortaleceu o setor ao concentrar capital em protocolos com atividade real on-chain, geração de receita e demanda concreta.

  • NVIDIA também pode ser outro catalisador para o segmento.

Altcoins que abarcam blockchain e inteligência artificial (IA) estão entre as criptomoedas com chance de alta em maio, segundo análise desta semana.

Para a Coinext, a convergência entre as duas tecnologias é uma das narrativas mais resilientes do ciclo atual, já que as altcoins desse segmento se estabilizaram após um movimento corretivo de cerca de 75%, de acordo com dados de abril. O que também eliminou projetos considerados sem fundamento e concentrou o segmento de IA cripto em uma base com 919 projetos e capitalização combinada de US$ 22,6 bilhões.

Esse processo de depuração fortaleceu o setor ao concentrar capital em protocolos com atividade real on-chain, geração de receita e demanda concreta por suas soluções. Os ativos que permanecem relevantes compartilham essas características e refletem uma mudança estrutural na forma como o mercado precifica valor dentro do universo cripto, observou a Coinext.

No campo macro, a equipe de pesquisa da exchange brasileira destacou o anúncio da NVIDIA durante a GTC (GPU Technology Conference) de março de 2026, projetando uma demanda de até US$ 1 trilhão por chips de IA até 2027. O que reforça a expectativa de crescimento acelerado na infraestrutura computacional.

Esse movimento beneficia diretamente protocolos que oferecem capacidade de processamento descentralizada, ampliando o potencial de adoção dessas redes, explicou a equipe de pesquisa.

A análise também fundamentou a seleção das criptomoedas dizendo que elas atuam como camadas fundamentais dessa nova economia digital e que seus respectivos projetos combinam fundamentos técnicos consistentes, liquidez adequada e catalisadores recentes verificáveis.

Bittensor (TAO)

A Bittensor (TAO) permite que modelos de aprendizado de máquina concorram e colaborem entre si, oferecendo computação e inferência de forma aberta, permissionless e resistente à censura. Sua arquitetura é organizada em subnets independentes, cada uma especializada em tarefas específicas, como geração de texto, imagens, previsão de preços e análise de dados.

O ecossistema alcançou 128 subnets ativas e gerou cerca de US$ 43 milhões em receita no primeiro trimestre de 2026, segundo o CoinMarketCap, reforçando a tese de utilidade além da especulação. No campo institucional, o principal catalisador foi o pedido de ETF exclusivo de Bittensor protocolado pela Grayscale junto à SEC, com decisão prevista para agosto de 2026. O movimento veio acompanhado de um aumento na exposição ao TAO dentro do fundo de IA da gestora, de 31% para 43%, sinalizando convicção crescente. Paralelamente, a expansão de plataformas de agentes, como o Virtuals Protocol, tem impulsionado a demanda por subnets especializadas dentro da rede.

Render (RENDER)

A Render (RENDER) é uma plataforma descentralizada de computação gráfica que conecta criadores que demandam poder de processamento de GPU a operadores que disponibilizam capacidade ociosa em troca de remuneração em tokens. Esse modelo transforma recursos computacionais subutilizados em uma infraestrutura distribuída, essencial tanto para renderização gráfica quanto para aplicações de inteligência artificial.

No início de 2026, a demanda por processamento de GPU descentralizado ganhou tração com a expansão de agentes autônomos de IA, que exigem capacidade de inferência e processamento em larga escala. A Render se beneficiou diretamente desse movimento, registrando aumento no volume de trabalhos processados e maior integração com protocolos de IA on-chain. Ao mesmo tempo, o crescimento de ecossistemas como Bittensor e o avanço de modelos de linguagem descentralizados ampliaram o universo de usuários e parceiros potenciais da rede, reforçando sua relevância dentro dessa nova camada de infraestrutura digital.

NEAR Protocol (NEAR)

O NEAR Protocol (NEAR) é uma blockchain de alto desempenho voltada para contratos inteligentes e aplicações descentralizadas, com uma arquitetura projetada para facilitar a experiência de usuários não técnicos no ecossistema Web3. Nos últimos 18 meses, o protocolo ampliou de forma significativa sua atuação no segmento de inteligência artificial, desenvolvendo um conjunto robusto de ferramentas que inclui soluções de inferência descentralizada, frameworks para agentes de IA e mercados de dados on-chain.

Esse posicionamento ganhou ainda mais relevância em março de 2026, com o lançamento do recurso Confidential Intents, uma atualização que introduz transações privadas no ambiente DeFi da rede. O anúncio teve impacto imediato no mercado, impulsionando o preço do ativo em cerca de 12% em 24 horas, segundo o CoinMarketCap, e evidenciando o interesse crescente por soluções que combinam privacidade e eficiência em finanças descentralizadas. Paralelamente, o ecossistema registrou aumento no número de desenvolvedores ativos, especialmente na integração de ferramentas de IA em novos projetos. Na mesma semana, o NEAR foi destacado pelo portal BeInCrypto como um dos protocolos com catalisadores técnicos mais relevantes no segmento de infraestrutura para IA.

Chainlink (LINK)

A Chainlink (LINK) é o principal protocolo de oráculos descentralizados do mercado cripto, responsável por conectar contratos inteligentes a dados e sistemas do mundo real. Essa função é essencial para viabilizar aplicações mais complexas em blockchain, especialmente no contexto da integração entre finanças tradicionais e DeFi.

Em 2026, o destaque do ecossistema tem sido o crescimento do CCIP (Cross-Chain Interoperability Protocol), que vem registrando aumento consistente no volume transacionado. Esse avanço é impulsionado pela expansão do mercado de ativos tokenizados, que depende da comunicação entre diferentes blockchains para permitir liquidação e transferência eficiente de valor. Grandes instituições financeiras passaram a utilizar o CCIP como camada de conectividade, reforçando o papel estratégico da Chainlink como infraestrutura crítica nesse processo.

O crescimento do segmento de Real World Assets (RWA), que ultrapassou US$ 18 bilhões em ativos tokenizados on-chain em 2025 segundo a Grayscale, ampliou a demanda por soluções de dados confiáveis e auditáveis. Nesse cenário, a Chainlink mantém liderança consolidada. Em abril, a rede avançou ainda mais ao firmar parceria com a OpenAssets, plataforma focada na tokenização de ativos reais, ampliando o uso do CCIP como camada de liquidação para instrumentos financeiros tradicionais migrados para blockchain.

Hyperliquid (HYPE)

A Hyperliquid (HYPE) é uma exchange descentralizada de derivativos, conhecida como DEX de contratos perpétuos, que opera integralmente on-chain e dispensa custodiante central. A plataforma permite a negociação de futuros perpétuos com desempenho, liquidez e experiência comparáveis aos de exchanges centralizadas, posicionando-se como uma das infraestruturas mais avançadas do segmento.

O ativo se destacou no primeiro trimestre de 2026 ao registrar valorização em um ambiente marcado por correções generalizadas no mercado cripto. Esse desempenho foi sustentado por fundamentos consistentes e pela evolução contínua do protocolo. Para o segundo trimestre, a Hyperliquid divulgou um roadmap que inclui expansão de pares de negociação, novas integrações com exchanges descentralizadas (DEXs) de spot e melhorias na infraestrutura de liquidez, sinalizando continuidade no crescimento do ecossistema. Paralelamente, o volume acumulado de negociação atingiu novos recordes, reforçando a posição da plataforma como referência no mercado de derivativos on-chain.

No campo institucional, o ativo também ganhou visibilidade. Arthur Hayes, fundador da BitMEX, destacou a Hyperliquid como uma de suas principais apostas para 2026, projetando um alvo de preço em torno de US$ 150 até agosto, segundo reportagem do CoinDesk. Esse tipo de posicionamento contribui para aumentar a atenção do mercado sobre o protocolo.

Na esteira otimista, o Ethereum também tem motivos para voltar a US$ 3 mil em maio, conforme noticiou o Cointelegraph.

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