Resumo da notícia:
Fan tokens da Chiliz chegam às redes Solana e Base.
Ideia é chegar a mercados como DeFi e ampliar liquidez.
Copa do Mundo da FIFA é outro catalisador.
O Grupo Chiliz anunciou esta semana o lançamento de fan tokens nas blockchains Solana e na Base.
Segundo o provedor de blockchain para a indústria de esportes e entretenimento, as duas blockchains representam dois dos ecossistemas mais ativos do mercado de criptomoedas e com grandes e engajadas comunidades de desenvolvedores e traders. A expansão marca a primeira vez que os fan tokens serão disponibilizados em redes além da Chiliz Chain.
Os fan tokens já geraram mais de US$ 700 milhões em novas receitas para organizações esportivas e criaram uma classe de ativos totalmente nova. Mas, até agora, estavam limitados a uma única blockchain. Lançar na Solana e na Base significa encontrar fãs e traders onde eles já estão. Torná-los omnichain é o caminho para isso, explicou o CEO do Grupo Chiliz, Alexandre Dreyfus.
O lançamento também antecede a Copa do Mundo da FIFA, que acontece entre junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O que a empresa qualificou como um passo estratégico rumo a uma distribuição mais ampla nos ecossistemas da Base e da Solana, permitindo a usuários dessas comunidades acesso aos fan tokens já existentes de grandes marcas esportivas globais da Europa, América Latina e Ásia, além de futuros fan tokens baseados nos EUA, que a empresa pretende anunciar ainda este ano.
A Chiliz informou que já lançou fan tokens de seleções nacionais, incluindo Argentina e Portugal, com outros previstos à medida que o interesse cresce rumo ao torneio internacional de futebol. O token de rede da Chiliz Chain, CHZ, e o token de comunidade PEPPER serão os primeiros disponíveis em modelo cross-chain, com os principais fan tokens de grandes equipes sendo adicionados posteriormente. Na Solana, CHZ e PEPPER serão inicialmente disponibilizados nas plataformas Meteora e Jupiter, com o CHZ chegando por meio da Sunrise, seu gateway de ativos. Na Base, os tokens serão listados na Aerodrome.
Mais blockchains, mais liquidez
A empresa acrescentou que o movimento viabilizado pela tecnologia da LayerZero permite que os fan tokens cheguem a plataformas e comunidades onde grande parte dos usuários de cripto já está ativa. O que deve ampliar a liquidez também distribuição dos fan tokens em plataformas de finanças descentralizadas (DeFi).
De acordo com a emissora, a integração utiliza tecnologia avançada de interoperabilidade para conectar mais de 150 blockchains. Com o uso do padrão Omnichain Fungible Token (OFT), os fan tokens existirão em cada rede suportada com uma oferta unificada, eliminando a necessidade de tokens “wrapped” ou pools de liquidez fragmentados.
A integração para as blockchains conta ainda com uma configuração multi-DVN e uma pilha de contratos inteligentes modernizada, incorporando controles de governança especializados projetados para maximizar a segurança, de acordo com a emissora.
A Chiliz também informou que a Chiliz Chain continuará sendo a blockchain especializada em esportes no centro do ecossistema, enquanto Solana e Base ampliarão significativamente a camada de distribuição dos fan tokens. Segundo a Chiliz, 10% da receita gerada com a venda de tokens em todas as redes suportadas serão destinados à recompra de CHZ e sua remoção permanente de circulação, através da queima de tokens (burn).
Enquanto Isso, o Banco Central recomenda a proibição de stablecoins de empresas fora da regulamentação brasileira, como Tether e Circle, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

