A edição de 2026 da Conferência Anual do Banco Central do Brasil será realizada entre os dias 13 e 15 de maio, no Edifício-Sede do Banco Central, em Brasília. O encontro deve reunir acadêmicos, representantes de bancos centrais, pesquisadores, especialistas do setor privado e integrantes de instituições multilaterais para debater temas ligados à economia, estabilidade financeira, inovação e transformação tecnológica do sistema financeiro.
A abertura oficial ocorrerá às 9h do dia 13 de maio com discurso do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Na sequência, o subdiretor do Fundo Monetário Internacional, Christopher Erceg, fará a palestra magna do evento.
Ao longo dos três dias, a conferência abordará temas como macroeconomia, sustentabilidade, economia bancária, estabilidade financeira, inovação financeira, regulação macroprudencial, economia internacional e finanças. No entanto, dois assuntos devem ganhar atenção especial nesta edição: moedas digitais e inteligência artificial aplicada ao sistema financeiro.
No dia 14 de maio, a programação contará com a Sessão 4B, dedicada ao tema “Moeda Digital”. O debate será moderado por Angelo José Mont’Alverne Duarte e deve discutir impactos das moedas digitais emitidas por bancos centrais, estabilidade bancária e tokenização de ativos financeiros.
Moedas digitais
Entre os trabalhos apresentados está o estudo “Runs on Tokenized Debts”, de Ryuichiro Izumi, que analisa riscos associados a dívidas tokenizadas. O pesquisador Chakshu Jain participará como debatedor da sessão.
Outro destaque será o trabalho “Central Bank Digital Currency and Bank Stability: Does a No Bailout Policy Suffice?”, apresentado pelo próprio Chakshu Jain. O estudo discute como moedas digitais de bancos centrais podem afetar a estabilidade do sistema bancário tradicional. O debatedor será Andrew Papanicolaou.
A programação também incluirá a apresentação “Implied Impermanent Loss for Concentrated Liquidity”, conduzida por Andrew Papanicolaou, tema ligado à dinâmica de liquidez em mercados tokenizados e finanças descentralizadas.
Já no dia 15 de maio, o foco da conferência se voltará para aprendizado de máquina e modelos de linguagem de grande porte (LLMs), tecnologia que impulsiona ferramentas modernas de inteligência artificial generativa.
Inteligência artificial
A Sessão 7A será moderada por Vanessa Carayannis Cardeal e reunirá especialistas do Banco Central, do Federal Reserve Board e do Insper.
Entre os estudos previstos está “Quantifying Deregulation and its Economic Effects: A Large Language Model Approach”, apresentado por Danilo Cascaldi-Garcia. O trabalho utilizará modelos de linguagem para medir impactos econômicos de processos de desregulamentação.
Outro painel deve abordar o uso de inteligência artificial para monitoramento de mercados financeiros. O estudo “Harnessing Artificial Intelligence for Monitoring Financial Markets” será apresentado por Douglas Araujo e discutirá aplicações práticas de IA na supervisão financeira e análise de dados de mercado.
A conferência ainda contará com a apresentação “Minnesota BART”, conduzida por Hedibert Lopes, reforçando o espaço crescente ocupado por modelos estatísticos e inteligência artificial nas discussões econômicas globais.
A abertura da Conferência Anual do Banco Central e as palestras magnas que também vão abordar outros temas serão transmitidas pelo canal oficial da instituição no YouTube.

