Tether investe em chip cerebral e já tem 40 pacientes, mais que a Neurolink de Elon Musk
Empresa por trás da maior stablecoin do mercado investiu US$ 200 milhões na Blackrock Neurotech, companhia que já possui implantes cerebrais em mais de 40 pessoas e acelera corrida pela integração entre cérebro humano e inteligência artificial

Nesta segunda, 01 de junho, Rodrigo Stallone, representante da Tether na América Latina, revelou durante um painel realizado no Tokennation que a emissora do USDT está trabalhando em diversas iniciativas para além de stablecoins e, entre elas, uma forte ação em neurociência por meio de um investimento estratégico de US$ 200 milhões na Blackrock Neurotech, empresa especializada em interfaces cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês).
De acordo com Stallone, atualmente a empresa já tem mais de 40 pacientes ao redor do mundo, com diversas aplicações e resultados, entre eles, um dos pacientes conseguiu dirigir um carro usando apenas a força do pensamento por meio da interação cérebro-computador com o chip.
Stallone também apontou que embora a empresa de Musk domine as manchetes e concentre boa parte da atenção da mídia, a Blackrock Neurotech acumula quase duas décadas de pesquisa e desenvolvimento na área de neurotecnologia.
Com o aporte, a Tether se tornou acionista majoritária da empresa por meio da divisão Tether Evo, criada para investir em tecnologias consideradas transformadoras para o futuro da humanidade. Segundo a companhia, os recursos serão direcionados principalmente para a comercialização das soluções médicas já testadas em pacientes e para acelerar novas pesquisas voltadas à integração entre cérebro humano e inteligência artificial.
Tether e sua iniciativa cérebro-computador
Fundada em 2008 por pesquisadores da Universidade de Utah, a Blackrock Neurotech desenvolve implantes capazes de captar sinais cerebrais e transformá-los em comandos digitais. A tecnologia permite que pessoas com paralisia controlem braços robóticos, cadeiras de rodas, computadores e outros dispositivos apenas com o pensamento.
Em alguns casos, pacientes conseguiram enviar mensagens, navegar na internet e até dirigir veículos utilizando exclusivamente sinais neurais.
Os resultados mais avançados incluem sistemas capazes de converter pensamentos em texto com velocidades de até 90 caracteres por minuto ou traduzir atividade cerebral diretamente em fala, alcançando cerca de 62 palavras por minuto.
A tecnologia também já permitiu que pacientes que perderam a capacidade de falar recuperassem formas de comunicação por meio da decodificação de palavras e frases diretamente do cérebro.
Um dos casos mais conhecidos ocorreu em 2016, quando Nathan Copeland, paciente tetraplégico que utilizava a tecnologia da Blackrock, controlou um braço robótico para cumprimentar o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Graças aos implantes instalados em seu córtex sensorial, Copeland afirmou ter conseguido sentir o toque da mão do presidente.
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