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Escrito por Walter BarrosEx-redatorRevisado por Lucas CaramEx-editor

Criptomoedas ocupam topo das menções por ‘FInfluencers’ no Brasil, aponta pesquisa

Últimas NotíciasPublicado18 de mai. de 2026

Engajamento por post, por outro lado, ainda é baixo e criptomoedas ficam distante da líder previdência privada, segundo a 10ª edição do Finfluence, da Anbima.

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Resumo da notícia:

  • Criptomoedas apresentam alto volume de menções por Finfluencers, mas engajamento ainda é baixo.
  • 10ª edição do Finfluence aponta crescimento de 44,9% nas conversas sobre produtos financeiros nas redes sociais.
  • Produto mais citado não é o que desperta mais interesse da audiência, porque a atenção não está no ativo isolado, mas na forma como ele é contextualizado.

As criptomoedas estão no topo no Brasil em termos de menções por influenciadores financeiros (Finfluencers), porém com baixo engajamento se comparadas a outros produtos de investimento, segundo a 10ª edição do Finfluence, lançada este mês.

De acordo com o estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume médio de menções a criptomoedas por Finfluencers brasileiros conquistou a vice-liderança no segundo semestre de 2025 (56.867), perdendo apenas para as ações (129.968), porém bem à frente do terceiro colocado, o câmbio (36.608).

Segundo a associação, as ações registraram um crescimento de 400% em relação ao período anterior, movimento que acompanha a melhora do desempenho da bolsa brasileira, a B3, que recolocou as ações no centro das discussões ao reativar o debate sobre oportunidades de valorização.

O levantamento indicou um aumento das conversas sobre produtos financeiros nas redes sociais, que cresceram 44,9% no semestre. No entanto, cada um teve um desempenho diferente nas publicações. Nesse caso, a sondagem mostrou que, apesar do alto volume de menções pelos influenciadores financeiros, as criptomoedas ainda possuem dificuldade de engajamento se comparadas aos investimentos tradicionais, como a previdência privada, na 10ª colocação (387 menções), e a poupança, na 9ª posição (3.646 citações).

Por outro lado, as “perdedoras” em menções por Finfluencers ocupam a liderança no quesito engajamento, em uma média de 7.617 para previdência privada (1º lugar) e 6.082 para poupança (2ª colocação), enquanto as criptomoedas ocupam a 10ª posição com 2.730 interações por post, em média.

Em relação a previdência privada e poupança, a liderança desses produtos em termos de engajamento médio por post não se traduziu em tamanho de conteúdo, que, segundo o estudo, foi menor. Já a profundidade de interações se deve ao fato de que esses investimentos, na contramão das criptomoedas e ações, estão associados a planejamento financeiro, proteção e construção de longo prazo. O que justifica baixo volume e alto engajamento, segundo a Anbima.

Na avaliação da entidade, essa lógica de associação também se aplica a outros produtos. Para a Anbima, não se trata apenas de menções simultâneas, mas de como esses ativos são apresentados dentro de uma mesma lógica de carteira. Ações, criptomoedas, câmbio e ouro aparecem com frequência em conjunto em conteúdos que discutem cenário e posicionamento, enquanto fundos surgem recorrentemente ao lado de ações como alternativa de diversificação ou acesso indireto ao mercado.

Ao longo das edições do FInfluence, há um padrão consistente: o produto mais citado não é o que desperta mais interesse da audiência. Isso acontece porque a atenção não está no ativo isolado, mas na forma como ele é contextualizado. Isso gera uma conexão mais duradoura, independentemente do volume de menções, comentou a CMO da Anbima, Amanda Brum.

A executiva acrescentou que, nessas combinações, cada produto cumpre um papel específico, seja de crescimento, proteção ou geração de renda, e é essa construção que sustenta níveis mais altos de interação. O ouro, por exemplo, tende a chamar atenção quando associado à proteção em relação à renda variável, enquanto fundos e renda fixa aparecem em conteúdos que organizam a alocação e ajudam a traduzir decisões práticas.

Ao discorrer sobre a existência de uma diferença de linguagem entre os produtos, ela explicou que “fundos por exemplo, sempre foram apresentados de forma mais estruturada, com foco em alocação e composição de carteira”.

Isso faz com que o interesse se sustente de forma mais consistente, mesmo quando o volume de menções é menor, concluiu.

No meio artístico, a cantora Marina Lima começou a testar uma plataforma de antecipação de direitos autorais por criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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