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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Criptomoedas ocupam topo das menções por ‘FInfluencers’ no Brasil, aponta pesquisa

Engajamento por post, por outro lado, ainda é baixo e criptomoedas ficam distante da líder previdência privada, segundo a 10ª edição do Finfluence, da Anbima.

Criptomoedas ocupam topo das menções por ‘FInfluencers’ no Brasil, aponta pesquisa
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Resumo da notícia:

  • Criptomoedas apresentam alto volume de menções por Finfluencers, mas engajamento ainda é baixo.

  • 10ª edição do Finfluence aponta crescimento de 44,9% nas conversas sobre produtos financeiros nas redes sociais.

  • Produto mais citado não é o que desperta mais interesse da audiência, porque a atenção não está no ativo isolado, mas na forma como ele é contextualizado.

As criptomoedas estão no topo no Brasil em termos de menções por influenciadores financeiros (Finfluencers), porém com baixo engajamento se comparadas a outros produtos de investimento, segundo a 10ª edição do Finfluence, lançada este mês.

De acordo com o estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume médio de menções a criptomoedas por Finfluencers brasileiros conquistou a vice-liderança no segundo semestre de 2025 (56.867), perdendo apenas para as ações (129.968), porém bem à frente do terceiro colocado, o câmbio (36.608).

Segundo a associação, as ações registraram um crescimento de 400% em relação ao período anterior, movimento que acompanha a melhora do desempenho da bolsa brasileira, a B3, que recolocou as ações no centro das discussões ao reativar o debate sobre oportunidades de valorização.

O levantamento indicou um aumento das conversas sobre produtos financeiros nas redes sociais, que cresceram 44,9% no semestre. No entanto, cada um teve um desempenho diferente nas publicações. Nesse caso, a sondagem mostrou que, apesar do alto volume de menções pelos influenciadores financeiros, as criptomoedas ainda possuem dificuldade de engajamento se comparadas aos investimentos tradicionais, como a previdência privada, na 10ª colocação (387 menções), e a poupança, na 9ª posição (3.646 citações).

Por outro lado, as “perdedoras” em menções por Finfluencers ocupam a liderança no quesito engajamento, em uma média de 7.617 para previdência privada (1º lugar) e 6.082 para poupança (2ª colocação), enquanto as criptomoedas ocupam a 10ª posição com 2.730 interações por post, em média.

Em relação a previdência privada e poupança, a liderança desses produtos em termos de engajamento médio por post não se traduziu em tamanho de conteúdo, que, segundo o estudo, foi menor. Já a profundidade de interações se deve ao fato de que esses investimentos, na contramão das criptomoedas e ações, estão associados a planejamento financeiro, proteção e construção de longo prazo. O que justifica baixo volume e alto engajamento, segundo a Anbima.

Na avaliação da entidade, essa lógica de associação também se aplica a outros produtos. Para a Anbima, não se trata apenas de menções simultâneas, mas de como esses ativos são apresentados dentro de uma mesma lógica de carteira. Ações, criptomoedas, câmbio e ouro aparecem com frequência em conjunto em conteúdos que discutem cenário e posicionamento, enquanto fundos surgem recorrentemente ao lado de ações como alternativa de diversificação ou acesso indireto ao mercado.

Ao longo das edições do FInfluence, há um padrão consistente: o produto mais citado não é o que desperta mais interesse da audiência. Isso acontece porque a atenção não está no ativo isolado, mas na forma como ele é contextualizado. Isso gera uma conexão mais duradoura, independentemente do volume de menções, comentou a CMO da Anbima, Amanda Brum.

A executiva acrescentou que, nessas combinações, cada produto cumpre um papel específico, seja de crescimento, proteção ou geração de renda, e é essa construção que sustenta níveis mais altos de interação. O ouro, por exemplo, tende a chamar atenção quando associado à proteção em relação à renda variável, enquanto fundos e renda fixa aparecem em conteúdos que organizam a alocação e ajudam a traduzir decisões práticas.

Ao discorrer sobre a existência de uma diferença de linguagem entre os produtos, ela explicou que “fundos por exemplo, sempre foram apresentados de forma mais estruturada, com foco em alocação e composição de carteira”.

Isso faz com que o interesse se sustente de forma mais consistente, mesmo quando o volume de menções é menor, concluiu.

No meio artístico, a cantora Marina Lima começou a testar uma plataforma de antecipação de direitos autorais por criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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