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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Cantora Marina Lima testa plataforma de antecipação de direitos autorais por criptomoedas

Ideia é utilizar blockchain para registrar e operar esses ativos, garantir maior liquidez, rastreabilidade e segurança nas transações.

Cantora Marina Lima testa plataforma de antecipação de direitos autorais por criptomoedas
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Resumo da notícia:

  • Cantora e compositora Marina Lima testa plataforma de antecipação de direitos autorais via tokens de recebíveis.

  • Tokenização foi feita com direitos autorais de “Criança”, um dos maiores sucessos da carreira de Marina Lima.

Marina Lima aderiu recentemente a uma plataforma de antecipação de direitos autorais através de criptomoedas.

De acordo com a cantora e compositora, “a possibilidade de transformar algo que já é seu, como direitos autorais, em um recurso imediato, de forma simples e transparente, é muito potente”.

Isso abre caminhos para que artistas de todos os tipos e tamanhos possam investir na própria carreira com mais autonomia. Gosto de apoiar essas iniciativas, acrescentou a artista.

A tokenizadora musical TuneTraders informou que os royalties de direitos autorais de “Criança”, um dos maiores sucessos da carreira de Marina Lima, foram convertidos em tokens de recebíveis, que permitem acesso de capital através dos criptoativos.

A tecnologia, se bem usada, pode ter o papel de aproximar, de tornar mais justo. Quando você entende que pode acessar recursos sem depender de estruturas tradicionais, você ganha liberdade criativa e estratégica, completou a artista.

Blockchain a favor dos artistas

Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), a grande maioria dos artistas independentes no Brasil ainda enfrenta barreiras estruturais na hora de conseguirem adiantamento de receita.

A instituição privada brasileira sem fins lucrativos, responsável por centralizar a cobrança e a distribuição de direitos autorais de execução pública de músicas, também aponta pulverização da base de titulares de direitos autorais, evidenciando os desafios de acesso a crédito para a maioria desses artistas.

Além disso, cerca de 80% dos músicos recebem o equivalente a R$ 1.300 por ano com streaming, segundo um estudo da associação britânica de apoio a compositores e letristas musicais Ivors Academy em parceria com o Musicians' Union (MU), sindicato dos músicos do Reino Unido.

Em direção contrária, a blockchain busca inverter essa lógica através de adiantamentos mais acessíveis, transparentes e adaptadas à realidade da maior parte dos profissionais da música, por meio dos tokens de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês).

Carlos Gayotto, músico, cineasta e cofundador da TuneTraders, acredita que, na prática, a utilização da tecnologia que suporta as criptomoedas se traduz em um sistema mais eficiente e democrático, capaz de conectar artistas a oportunidades financeiras de maneira direta.

Enquanto isso, a prefeitura de Limeira adotou um cadastro federal baseado em blockchain na administração municipal, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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