
Preço do Bitcoin hoje, 18/05/2026: Por que o preço do BTC caiu para US$ 76 mil? Cripto enfrenta ventos contrários com FED nos EUA
O BTC caiu de US$ 81 mil na sexta para US$ 76 mil nesta segunda, ampliando um movimento de fraqueza que pode levar o ativo para US$ 70 mil caso o suporte de US$ 75 mil seja perdido.

9h
Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina.
O Bitcoin iniciou a semana sob forte pressão, acompanhando um movimento global de fuga de risco após o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. A criptomoeda recuou cerca de 2,4%, sendo negociada na faixa dos US$ 76,5 mil, enquanto o petróleo Brent chegou a ultrapassar momentaneamente os US$ 112 por barril após declarações do presidente Donald Trump pedindo que o Irã “se mova rapidamente”.
O movimento negativo se espalhou por praticamente todo o mercado cripto. O Ethereum caiu cerca de 4%, voltando para a região dos US$ 2.116 e apagando praticamente toda a recuperação acumulada desde abril após uma onda de liquidações. A Solana recuou 3,2%, enquanto o XRP perdeu 3,3% nas últimas 24 horas. Entre os ativos mais especulativos, as perdas foram ainda mais intensas, com o Bitcoin Cash acumulando queda de aproximadamente 10% desde a madrugada UTC e o Dogecoin recuando 4,5%. O desempenho mais fraco das altcoins em relação ao Bitcoin reforça um movimento defensivo dos investidores, que tendem a reduzir exposição aos ativos de maior volatilidade em momentos de maior incerteza.
Além da questão geopolítica, o mercado também volta a precificar um cenário macroeconômico mais desafiador. A disparada do petróleo reacende temores de uma nova pressão inflacionária global justamente em um momento em que investidores buscavam sinais mais claros de flexibilização monetária por parte do Federal Reserve. Caso a inflação volte a acelerar, aumenta a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo — ou até mesmo de novas altas —, o que reduz a atratividade relativa de ativos sem rendimento, como o Bitcoin, frente a investimentos mais conservadores atrelados a juros.
O comportamento dos próximos dias deverá depender principalmente da evolução das tensões no Oriente Médio e de como o mercado irá recalibrar as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.
8h
Bitfinex
A alta do Bitcoin já começou a perder força com o enfraquecimento da demanda institucional e o aumento das pressões macroeconômicas, fatores que deixam o mercado mais vulnerável a novas quedas. Após abrir a semana em US$ 82.160, o Bitcoin voltou a ser rejeitado na faixa de resistência entre US$ 80 mil e US$ 83 mil e encerrou o período com queda de 4,6%, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e da alta do petróleo, fatores que reforçaram o movimento global de aversão ao risco. Agora, o BTC testa níveis abaixo de US$ 78 mil, próximos da abertura mensal, uma região considerada importante para avaliar se a estrutura mais ampla de recuperação segue preservada.
O recuo acontece em um momento em que tanto os fluxos para ETFs spot de Bitcoin quanto produtos com rendimento atrelado ao ativo, como o STRC, passam a perder força simultaneamente, retirando duas importantes fontes de demanda marginal do mercado. Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos registraram quase US$ 1 bilhão em saídas líquidas na semana, interrompendo uma sequência de seis semanas consecutivas de entradas. Até mesmo o IBIT, da BlackRock, acompanhou o movimento de retração institucional em meio ao aumento das preocupações com um cenário de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos.
Os dados on-chain também indicam perda de fôlego abaixo da superfície do mercado. Embora as entradas mensais de capital ainda permaneçam positivas, em US$ 2,8 bilhões, o ritmo segue muito abaixo dos US$ 10 bilhões normalmente associados a fases mais fortes de continuidade do ciclo de alta. A divergência sugere que, apesar da recuperação anterior em direção aos US$ 82 mil, o apetite institucional ainda não é suficiente para absorver os choques macroeconômicos em andamento e a volatilidade relacionada aos juros.
Cenário Macroeconômico
O cenário macroeconômico dos Estados Unidos passou a refletir de forma mais clara um ambiente de inflação persistentemente elevada. Os dados do CPI de abril mostraram aceleração da inflação para 3,8% na comparação anual, impulsionada não apenas pelos preços de energia, mas também pela inflação resiliente no setor de serviços.
O crescimento real dos salários voltou ao território negativo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo atingiram os maiores níveis em vários anos e o mercado, que antes projetava cortes de juros pelo Federal Reserve, agora começa a precificar a possibilidade de novas altas ainda em 2026.
No centro desse movimento inflacionário está a continuidade das interrupções no Estreito de Ormuz, que reduziram significativamente os fluxos globais de petróleo e levaram o Brent a ultrapassar os US$ 100 por barril, pressionando diretamente os custos de combustível, frete e preços ao consumidor em toda a economia.
Mesmo diante desse ambiente macroeconômico mais frágil, o setor de criptomoedas continua avançando em frentes regulatórias e institucionais. O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos avançou com o CLARITY Act, considerado um marco importante para estabelecer limites regulatórios mais claros entre a SEC e a CFTC, além de criar uma estrutura mais definida para os ativos digitais no país.
Ainda assim, as pressões macroeconômicas já começam a pesar sobre o mercado de ativos digitais de forma mais ampla. Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos registraram aproximadamente US$ 1 bilhão em saídas líquidas na semana, à medida que investidores reduziram exposição a ativos de risco diante do avanço das expectativas de inflação e da alta dos rendimentos dos Treasuries.
7h
Ana de Mattos, Analista Técnica e Trader Parceira da Ripio.
Após atingir a máxima de US$ 82.048 na última quinta-feira (14), o preço do Bitcoin iniciou um movimento de baixa, o qual levou a principal criptomoeda do mercado atingir, até o momento desta publicação, a mínima de US$ 76.583.
Ao analisar o fluxo, é possível observar que a força vendedora prevalece mais forte. Se houver continuidade da queda, os suportes estão nas faixas de preços dos US$ 73.500 e US$ 69.150.
Caso entre força compradora e reverta o movimento, as resistências estão nas faixas de preços de US$ 79.280 e US$ 81.000.
Análise do Ethereum
O preço do Ethereum iniciou a semana com pessimismo e rompeu um importante suporte ao atingir a mínima, até o momento desta publicação, por US$ 2.091.
Se houver continuidade da queda, o preço do Ethereum poderá buscar os suportes das regiões de liquidez dos US$ 2.000 e US$ 1.840. As resistências estão nas faixas de preços de US$ 2.150 e US$ 2.320.
Análise da Solana
Após atingir a máxima de US$ 98.41 no dia 11 de maio, o preço da Solana iniciou um movimento de reversão e atingiu a mínima de US$ 83.50 até o momento desta publicação.
Se houver continuidade da queda, o ativo poderá buscar as regiões de liquidez dos US$ 81.60 e US$ 67.50. Essas faixas de preços atuarão como suporte para o preço da Solana. Caso entre fluxo comprador revertendo o movimento, as resistências estão nos US$ 87.40 e US$ 91.00
6h00
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 18/05/2026, está cotado em R$ 389.847,60. O BTC caiu de US$ 81 mil na sexta para US$ 76 mil nesta segunda, ampliando um movimento de fraqueza que pode levar o ativo para US$ 70 mil caso o suporte de US$ 75 mil seja perdido.

Por que o BTC caiu? O que pode acontecer nos próximos dias
O preço do Bitcoin voltou a operar sob forte pressão nesta segunda-feira após uma combinação de saída institucional dos ETFs à vista nos Estados Unidos, liquidações em massa no mercado futuro e aumento das preocupações macroeconômicas envolvendo juros americanos. O movimento derrubou suportes importantes da criptomoeda e reacendeu o debate entre analistas sobre o risco de uma correção mais profunda antes de uma eventual retomada de alta.
A principal mudança de humor veio do mercado institucional. Dados de fluxo mostram que os ETFs spot de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram saídas líquidas superiores a US$ 1 bilhão na semana encerrada em 17 de maio, interrompendo uma sequência de semanas consecutivas de entrada de capital que sustentava a valorização do ativo. A reversão nos fluxos aconteceu em meio ao aumento da cautela sobre inflação persistente nos EUA e a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo.
O impacto vai além do valor financeiro retirado dos fundos. A leitura dominante é que o principal motor comprador do ciclo recente perdeu força temporariamente. Sem o suporte constante das compras institucionais via ETFs, o Bitcoin ficou mais vulnerável a movimentos especulativos e realização de lucros de curto prazo.
O efeito rapidamente contaminou o mercado de derivativos. Segundo dados da CryptoQuant, mais de US$ 181 milhões em posições compradas em Bitcoin foram liquidadas em apenas 24 horas. O número representa um salto superior a 200% em relação ao período anterior e acelerou a pressão vendedora conforme o BTC perdeu os suportes psicológicos de US$ 78 mil e US$ 77 mil.
A dinâmica criou um efeito cascata típico de momentos de alavancagem elevada. À medida que o preço caía, ordens automáticas de stop-loss e chamadas de margem forçavam novas vendas, ampliando a volatilidade do mercado. Analistas técnicos passaram então a monitorar com atenção a região da média móvel exponencial de 50 dias, localizada próxima de US$ 76,7 mil, considerada agora a principal zona de defesa dos compradores.
Mercado tenta encontrar novo equilíbrio
Apesar do tom negativo de curto prazo, parte do mercado acredita que o atual movimento pode representar apenas uma fase corretiva dentro de uma tendência estrutural ainda positiva. O analista conhecido como Crypto Patel afirmou na rede X que o Bitcoin registra sua maior sequência de correlação negativa com o S&P 500 desde 2020.
Segundo ele, o comportamento pode indicar um processo de desacoplamento do BTC em relação aos ativos tradicionais de risco. “A última vez que o Bitcoin se desacoplou do S&P 500 foi seguida por uma forte alta”, afirmou o analista ao defender uma visão mais otimista para o médio prazo.
A tese ganhou força entre investidores que enxergam o Bitcoin gradualmente deixando de responder apenas à liquidez global e passando a operar também como um ativo alternativo próprio, menos dependente do comportamento das bolsas americanas.
Ao mesmo tempo, vozes mais pessimistas seguem presentes no mercado. O perfil Uniquecomics1 afirmou acreditar em um cenário de bear market mais severo, projetando que o Bitcoin poderia buscar níveis entre US$ 35 mil e US$ 20 mil em um cenário extremo de deterioração macroeconômica. Embora a projeção seja considerada agressiva por grande parte dos analistas, ela reflete o aumento do medo no varejo após a perda recente de suportes importantes.
Baleias seguem acumulando Bitcoin
Enquanto o preço corrige, os dados on-chain seguem mostrando sinais mistos. Informações divulgadas por plataformas como Santiment e Glassnode apontam que a atividade da rede continua crescendo mesmo durante a queda. O número de novos endereços criados recentemente alcançou os maiores níveis desde dezembro de 2023, indicando expansão contínua da base de usuários e possível acumulação silenciosa.
Outro dado observado pelo mercado envolve o comportamento das chamadas baleias. Em análise publicada nas últimas horas, o pesquisador Joohyun Ryu afirmou que carteiras com grandes quantidades de BTC não demonstraram movimentos agressivos de venda mesmo após a recente correção.
Segundo ele, investidores com posições entre 10 e 100 Bitcoins aumentaram gradualmente suas reservas, enquanto as mega baleias com mais de 10 mil BTC voltaram a registrar níveis de holdings semelhantes aos observados no ano passado.
“O mercado parece acreditar que o fundo já foi formado, embora ainda não exista uma euforia compradora completa”, destacou o analista.
Ata do Fed pode definir próximo movimento
Agora, o foco do mercado se volta para a divulgação da ata do Federal Reserve marcada para 20 de maio. O documento deve oferecer novos sinais sobre a percepção do banco central americano em relação à inflação e aos juros.
Caso o Fed reforce um discurso mais duro sobre política monetária, o Bitcoin pode enfrentar novas ondas de pressão vendedora no curto prazo. Por outro lado, qualquer indicação de flexibilização futura pode ajudar o mercado a recuperar parte do apetite por risco perdido nos últimos dias.
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No curto prazo, operadores monitoram principalmente a região entre US$ 76,7 mil e US$ 77 mil. Uma defesa consistente desse nível pode abrir espaço para consolidação e eventual recuperação. Já uma perda mais forte da faixa pode acelerar movimentos em direção ao suporte psicológico de US$ 75 mil.
Mesmo com a correção atual, parte relevante do mercado continua interpretando o movimento como uma realização técnica dentro de um ciclo maior ainda sustentado por adoção institucional, crescimento da atividade on-chain e acumulação gradual de grandes investidores.
Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de maio de 2026 é de R$ 389.847,60. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0025 BTC e R$ 1 compram 0,0000025 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 18 de maio de 2026, são: Stable (STABLE), DeDe (DEXE), Hyperliquid (HYPE), com altas de 7,04%, 7%, e 6%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de maio de 2026, são: Bitcoin Cash (BCH), Pi (PI) e Terra Classic (LUNC), com quedas de -11%, -7% e -6% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
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