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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Preocupação com dados pessoais leva governos a suspenderem DeepSeek em órgãos públicos

Últimas NotíciasPublicadoFeb 5, 2025

Austrália, Itália e Taiwan estão entre os países a desconfiarem do chatbot chinês.

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Duas semanas após estremecer as bolsas de valores e provocar perdas bilionárias a diversas empresas de tecnologia, o chatbot da startup chinesa DeepSeek se torna alvo de restrições à utilização da ferramenta de inteligência artificial (IA) for diversos governos.

Na última terça-feira (4), o governo da Austrália anunciou a proibição do uso de produtos, aplicativos e serviços da DeepSeek em computadores e dispositivos móveis pertencentes ao Estado, conforme noticiou a Agência Brasil. Com a medida, servidores públicos de todos os órgãos governamentais federais, exceto de organizações corporativas como a operadora postal e logística Australia Post e a empresa pública de comunicação ABC, terão que remover imediatamente qualquer produto da DeepSeek dos aparelhos estatais.

De acordo com a ABC, a decisão atende às recomendações de agências de segurança e de inteligência que apontaram que a plataforma chinesa representava “um risco inaceitável” para o Poder Público. O governo australiano, contudo, ainda não detalhou quais seriam esses riscos.

No último dia 29, a ministra das Comunicações, Michelle Rowland, afirmou, em entrevista à Sky News, que a questão do armazenamento das informações pessoais que a DeepSeek e outras empresas de tecnologia colhem de seus clientes é “uma preocupação” levantada pelas agências de segurança australianas.

“Certamente, continuaremos a monitorar isso. E tenho certeza de que países com ideias semelhantes farão o mesmo”, comentou a ministra.

Nos últimos dias, Itália e Taiwan também proibiram funcionários públicos de usar os produtos da DeepSeek em dispositivos governamentais. Instituições estadunidenses, como a Nasa e o Pentágono, seguiram pelo mesmo caminho, indicando uma queda de braço entre a China e os Estados Unidos, onde a DeepSeek rivaliza com produtos semelhantes da Google e da OpenAI, por exemplo.

Em um comunicado a seus funcionários, a Nasa destacou que os servidores da startup chinesa “operam fora dos Estados Unidos, levantando preocupações em relação à privacidade e à segurança nacional”. Já a autoridade italiana de proteção de dados (GPDP) determinou que os responsáveis pela DeepSeek restrinjam o processamento de informações de usuários italianos, em conformidade com as leis de proteção nacionais, e instaurou um processo para apurar a atuação da empresa chinesa no país.

Taiwan também apontou a necessidade de “proteger a segurança nacional da informação”, abrindo uma exceção na restrição de uso do chatbot da DeepSeek para instituições de ensino e pesquisa, com a recomendação de que, sempre que possível, os pesquisadores baixem os aplicativos chineses em máquinas que não contenham informações sensíveis e/ou estratégicas.

Por outro lado, o sucesso do modelo de IA de código aberto chinês é visto com entusiasmo por especialista em relação ao desenvolvimento nacional da tecnologia, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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