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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Notícias Cripto: IA da Delend, Bitget Wallet com 100 mil usuários, Binance, Ripple, Web3Experts e outras news

Últimas NotíciasPublicado8 de jul. de 2026

Confira as novidades do mercado de criptomoedas no Brasil

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Delend lança modelo de IA para análise de risco em duplicatas escriturais

A Delend anunciou o lançamento de um modelo próprio de inteligência artificial baseado em Transformers para prever risco de crédito, atrasos e comportamento de pagamento em operações com duplicatas escriturais de pequenas e médias empresas. A tecnologia, segundo a fintech, foi desenvolvida para apoiar decisões de crédito e cobrança em tempo real.

O lançamento ocorre em meio à implementação da Duplicata Escritural, sistema que, de acordo com estimativas citadas pela empresa, pode movimentar um mercado de R$ 11 trilhões em crédito. A Delend afirma que seu modelo busca reduzir a assimetria de informações entre credores e tomadores ao analisar dados de recebíveis, pagamentos, atrasos, ERPs, Open Finance e variáveis tradicionais de crédito.

Segundo a empresa, o modelo foi testado em uma base superior a 30 milhões de títulos emitidos por PMEs, com mais de R$ 80 bilhões em valor histórico de face, e alcançou 97,7% de precisão. O desenvolvimento contou com apoio do Google Cloud Platform, por meio do programa Google for Startups.

Bitget Wallet chega a 100 milhões de usuários e lança integração com Pix no Brasil

A Bitget Wallet informou que ultrapassou a marca de 100 milhões de usuários no mundo e lançou uma integração para compra de stablecoins com transferências bancárias em países da América Latina. No Brasil, a nova rampa de entrada permite que usuários adicionem saldo em stablecoins por meio do Pix.

A solução foi lançada em parceria com a alfred, empresa de infraestrutura de pagamentos que conecta liquidação em stablecoins a redes bancárias locais. Além do Brasil, a integração também está disponível inicialmente na Argentina, no México e na Colômbia, com suporte a ativos como USDC e USDT.

Segundo a Bitget Wallet, o lançamento ocorre em meio ao crescimento do uso de stablecoins para pagamentos, remessas e manutenção de saldo em dólar digital. A empresa afirma que já emitiu mais de 137 mil cartões de pagamento, aceitos em mais de 50 mercados, e que os gastos com cartões somaram US$ 31 milhões no primeiro semestre de 2026.

Binance obtém certificações ISO de segurança

A Binance informou que suas operações no Brasil obtiveram as certificações ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701, relacionadas a segurança da informação e privacidade. Os reconhecimentos foram concedidos à Sim;paul pelo British Standards Institution, auditoria independente responsável pela avaliação dos controles internos, políticas operacionais e sistemas de governança.

A ISO/IEC 27001 estabelece requisitos para sistemas de gestão de segurança da informação, enquanto a ISO/IEC 27701 amplia esse escopo com controles específicos para privacidade e tratamento de dados pessoais. Segundo a empresa, as certificações seguem um ciclo de três anos e fazem parte da estratégia de reforço de governança no mercado brasileiro.

A Binance afirmou que certificações semelhantes já foram obtidas em outros mercados, como França, Japão, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Tailândia e Cazaquistão. A empresa relaciona a iniciativa ao avanço de padrões auditados de segurança e privacidade em um setor que ainda busca ampliar a confiança de usuários e reguladores.

Após ataque de 11 BTC, Bisq é cobrada por revisão externa de segurança

A Bisq voltou a ser questionada sobre sua estrutura de segurança após um ataque ocorrido em maio de 2026, que resultou na perda de 11,59104 BTC de usuários do protocolo. Segundo o post-mortem publicado pela própria equipe, o incidente afetou dez usuários da versão Bisq v1 e explorou ofertas abertas em mercados de altcoins. A Bisq informou que fundos mantidos passivamente em carteiras não foram comprometidos e que a versão Bisq 2 e o protocolo Bisq Easy não foram afetados.

De acordo com a equipe do projeto, o ataque explorou verificações insuficientes no protocolo de negociação. O invasor usou uma versão modificada do cliente para manipular dados de transações, incluindo uma taxa de mineração negativa que não era validada corretamente. Para conter o incidente, a Bisq interrompeu emergencialmente as negociações e, posteriormente, publicou correções em áreas como validação do protocolo, carteira, rede P2P, DAO, dependências externas e segurança de build.

Após o episódio, o especialista brasileiro em segurança Everton Melo afirmou que tentou abrir diálogo com os mantenedores da Bisq para uma revisão responsável da postura de segurança do projeto. A proposta incluía análise de política de divulgação, alinhamento entre Bisq 1 e Bisq 2, superfícies críticas envolvendo fundos, privacidade, rede e integridade de releases, além de recomendações para hardening. Segundo Melo, a resposta recebida indicou que o projeto já havia contratado um especialista, não teria capacidade para absorver novas frentes no momento e manteria um programa interno de bounty ainda não público.

A Bisq afirma que vulnerabilidades críticas com risco direto a fundos de usuários são tratadas como prioridade e que o programa de recompensas deve ser aberto após a redução do backlog interno. Para Melo, no entanto, a postura limita contribuições preventivas externas e pode manter o protocolo exposto a novos incidentes. O caso evidencia um desafio recorrente em projetos descentralizados: equilibrar capacidade operacional, governança, orçamento e canais claros para pesquisadores independentes após falhas que afetam diretamente usuários.

Crown entra na ABcripto

A ABcripto anunciou a entrada da Crown como nova associada, em um movimento ligado ao avanço da infraestrutura institucional para stablecoins no Brasil. A fintech atua como emissora do BRLV, ativo digital pareado ao real, com paridade 1:1 e lastro integral em títulos públicos federais custodiados em instituições reguladas pelo Banco Central.

Segundo a Crown, o modelo adotado busca oferecer aos detentores do ativo direito legal direto sobre as reservas, com o objetivo de reduzir o risco de contraparte. A empresa afirma que sua atuação está concentrada no uso de stablecoins como infraestrutura para liquidação financeira e soluções voltadas ao modelo B2B2C.

Desde o lançamento oficial, em outubro de 2025, a fintech diz ter registrado mais de R$ 360 milhões em subscrições e cerca de 50% de participação no mercado de emissão de ativos virtuais lastreados no real. Com a entrada na ABcripto, a empresa pretende participar de discussões sobre regulação, compliance e boas práticas para o setor.

Ripple leva programa de aceleração UDAX ao Brasil

A Ripple trouxe ao Brasil o University Digital Asset Xcelerator, programa desenvolvido em parceria entre a University Blockchain Research Initiative, da Ripple, e a Fundação Getulio Vargas. A iniciativa busca aproximar pesquisa acadêmica e mercado ao oferecer mentorias, recursos técnicos e conexões estratégicas para startups que desenvolvem soluções no XRP Ledger.

O programa teve duração de oito semanas e apoiou nove startups brasileiras em diferentes estágios de desenvolvimento. Durante a aceleração, os empreendedores participaram de seminários, mentorias individuais com executivos da Ripple e especialistas do setor, além de encontros com parceiros e investidores.

Segundo pesquisa realizada ao fim do programa, as startups registraram aumento médio de 83% na maturidade dos produtos e avanço de 53% na prontidão para captação de investimentos. O Demo Day ocorreu no campus da FGV e reuniu empreendedores, investidores, acadêmicos, representantes da Ripple e membros da comunidade blockchain.

Web3Experts Brazil reúne mais de mil pessoas

A primeira edição do Web3Experts Brazil reuniu mais de mil participantes entre os dias 26 e 28 de junho, em uma programação gratuita voltada a desenvolvedores, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor. Patrocinado pela Solana, o evento teve como foco a capacitação técnica e a aproximação entre diferentes comunidades ligadas ao ecossistema onchain.

A programação incluiu palestras, workshops, demonstrações práticas e atividades sobre smart contracts, infraestrutura blockchain, inteligência artificial aplicada à Web3, segurança de protocolos, identidade digital, descentralização e ferramentas para desenvolvedores. A Solana também distribuiu mais de R$ 25 mil em premiações para incentivar a criação de projetos e a participação de novos profissionais no setor.

Além da Solana e do Superteam Brasil, o evento contou com apoio de Chainlink, Klever, Avalanche, Team1, Midnight e BNB Chain. Segundo a organização, a próxima edição do Web3Experts Brazil está prevista para 2027.

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