Resumo da notícia:
Brasil segue otimismo global e aporta R$ 5,5 milhões em fundos de criptomoedas.
CPI dos EUA e esperança de cessar-fogo animam investidores de risco.
Bitcoin e Ethereum mantêm liderança, através dos fundos cripto da BlackRock.
O aportes de investidores do Brasil em fundos de criptomoedas chegaram a US$ 1,1 milhão, R$ 5,5 milhões, no acumulado semanal de sexta-feira (17), segundo a CoinShares.

De acordo com a gestora de criptomoedas, o otimismo do período foi marcado por números moderados do acumulado anual de março do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, a uma taxa de 3,3% e, excluindo produtos voláteis, 2,6%.
A CoinShares acrescentou que o aumento de apetite por investimentos de risco, como os produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas, atingiu o maior nível desde fevereiro, chegando a US$ 1,4 bilhão. O que também ocorreu na seara do crescimento das expetativas de um cessar-fogo entre EUA/Israel e Irã, antes da reviravolta ocorrida domingo (19), quando o Bitcoin voltou a recuar após novo fechamento do Estreito de Ormuz.
Regionalmente, os principais investimentos líquidos em fundos de criptomoedas foram dos EUA, Alemanha, Canadá, Suécia e Hong Kong, respectivamente de US$ 1,94 bilhão, US$ 28 milhões, US$ 8,3 milhões, US$ 3,1 milhões e US$ 3 milhões, seguidos pelos investimentos brasileiros e dos australianos, US$ 600 mil.
Nos acumulados mensal e anual, os depósitos líquidos de investidores do Brasil chegaram a US$ 3,2 milhões e US$ 61 milhões, respectivamente. Já o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) de investidores do país chegou a US$ 1,19 bilhão, sexto maior volume global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 129,52 bilhões, US$ 6,7 bilhões, US$ 5,87 bilhões, US$ 5,17 bilhões, US$ 2,54 bilhões, US$ 854 milhões, US$ 694 milhões, US$ 515 milhões, US$ 128 milhões, US$ 103 milhões e US$ 90 milhões. Por sua vez, o AuM global fechou a semana em US$ 154,76 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,32 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Chainlink (LINK), cestas multiativos, Sui (SUI) e Short Bitcoin, respectivamente de US$ 1,11 bilhão, US$ 328 milhões, US$ 5,3 milhões, US$ 2,6 milhões, US$ 2,2 milhões e US$ 1,4 milhão. Enquanto isso, outros fundos totalizaram líquidos US$ 4,8 milhões em entradas líquidas semanais e, na contramão, fundos em XRP e Solana (SOL) registraram respectivas retiradas líquidas de US$ 56,2 milhões e US$ 2,3 milhões no período.
Por fundos cripto, os principais volumes de entradas líquidas semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH), da BlackRock, Bitwise, ARK 21Shares, Fidelity e ProFunds, respectivamente de US$ 1,04 bilhão, US$ 122 milhões, US$ 106 milhões, US$ 36 milhões e US$ 9 milhões. Outros fundos totalizaram US$ 209 milhões em entradas líquidas semanais, enquanto os maiores volumes de saídas líquidas no período foi da CoinShares, Grayscale e 21Shares, respectivamente de US$ 113 milhões, US$ 6 milhões e US$ 2 milhões.
Na semana anterior, investidores nacionais aportaram R$ 6 milhões em semana de forte recuperação dos fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

