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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 20/04/2026, está cotado em R$ 374.753,03. A incerteza no conflito entre Irã, EUA e Israel está freando novas altas no BTC que apesar de superar a resistência de US$ 76 mil, voltou a ser negociado em US$ 75 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, indica que os mercados globais voltaram a operar sob pressão com o aumento das incertezas em torno do cessar-fogo no Oriente Médio. A apreensão de um navio iraniano pelos EUA reacendeu temores de retaliação, colocando novamente em risco o fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz.
O petróleo subiu cerca de 6%, enquanto o dólar avançou e os rendimentos dos títulos também registraram leve alta. Bolsas apresentaram desempenho misto, refletindo um mercado dividido entre a esperança de resolução e o risco crescente de nova escalada geopolítica. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 73.800, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.
A fragilidade do cessar-fogo mantém o mercado em estado de alerta, elevando o petróleo e sustentando o dólar, fatores que pressionam a liquidez global e limitam o apetite por ativos de risco. Ao mesmo tempo, a ausência de uma escalada imediata mais grave impede uma deterioração mais acentuada do BTC, que segue relativamente resiliente acima da região dos US$72k–73k. No curto prazo, o ativo tende a consolidar entre US$ 73.000 e US$ 74.500, com viés levemente negativo enquanto o fluxo macro continua sensível às manchetes geopolíticas.
Bitcoin análise técnica
Alvin Kan, COO da Bitget Wallet, destaca que a recente retração do Bitcoin após a renovação das tensões no Estreito de Hormuz reflete uma reação clássica de aversão ao risco, e não uma quebra de sua narrativa de longo prazo. O aumento da incerteza em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã elevou a volatilidade do petróleo para a faixa de US$ 90 a US$ 100, reforçando pressões inflacionárias e complicando o caminho do Federal Reserve ao adiar cortes de juros e prolongar a postura de “juros altos por mais tempo” até o fim de 2026.
De acordo com Kan, nesse ambiente, as expectativas de liquidez se tornam mais restritivas, levando a uma redução de risco no curto prazo em diversos ativos. O fato de o Bitcoin, junto com o ouro, demonstrar alguma resiliência em níveis-chave, enquanto o Ethereum se mantém próximo de US$ 2.300, sugere que ele ainda atua como um amortecedor de liquidez, mesmo com os mercados absorvendo choques geopolíticos.
É importante destacar que isso não invalida o posicionamento do Bitcoin como “ouro digital”, mas evidencia um atraso no timing: os mercados tendem primeiro a reduzir risco antes de realocar capital em alternativas de reserva de valor, quando a direção macroeconômica se torna mais clara. No curto prazo, o Bitcoin deve consolidar dentro de uma faixa ampla, com potencial de alta até US$ 100.000 condicionado a uma desescalada significativa no Oriente Médio e a sinais mais dovish por parte dos bancos centrais. Um avanço diplomático que reduza os custos de energia pode restaurar rapidamente o apetite por risco e destravar uma alta mais ampla em criptoativos e ações. Até lá, a volatilidade deve persistir, com viés mais cauteloso.
Já Lacie Zhang, Analista de Pesquisa da Bitget Wallet, afirma que o exploit de aproximadamente US$ 293 milhões na Kelp e a violação de dados na Vercel impactaram os mercados de DeFi, com efeitos mais visíveis na liquidez e na pressão sobre colaterais. No caso da Kelp, a emissão de cerca de 116.500 rsETH sem lastro e seu uso na Aave geraram uma reação em cadeia quando o mercado foi congelado, resultando em saídas líquidas estimadas de US$ 8 bilhões em TVL ao longo de alguns dias.
Segundo ela, isso desencadeou liquidações localizadas e pressionou os preços dos ativos de DeFi. Em nível mais amplo, os fluxos de ETFs e os principais criptoativos mostraram relativa estabilidade, indicando que a reação imediata ficou concentrada em protocolos específicos, sem se espalhar de forma uniforme por todo o mercado.
Esses eventos também destacam sensibilidades persistentes na infraestrutura cross-chain, nos modelos de colateral e na segurança da camada de aplicação. Eles mostram como falhas em uma parte do ecossistema podem se propagar por protocolos interconectados, especialmente em ambientes com alavancagem. As implicações de longo prazo dependerão de mudanças sustentadas na liquidez, na percepção de risco dos investidores e no posicionamento institucional. Na prática, incidentes desse tipo tendem a levar a controles de risco mais rigorosos, padrões de auditoria mais elevados e uma alocação de capital mais cautelosa, moldando a evolução do mercado sem necessariamente determinar uma direção única.
Para onde vai o preço do BTC?
O analista Manish Chhetri, destaca que a demanda institucional sustentou o preço do BTC na semana passada. Dados da SoSoValue mostraram que os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas de US$ 996,38 milhões na semana passada, marcando a terceira semana consecutiva de fluxos positivos e a maior entrada semanal desde meados de janeiro. Se essas entradas continuarem e se intensificarem, o BTC poderá ter uma valorização no futuro.

“O BTC fechou acima do Preço Realizado pelo Trader (em torno de US$ 75.200), que historicamente limita as altas de recuperação. Se o preço do BTC se mantiver acima desse nível, poderá estender sua alta nos próximos dias”, disse.

Segundo Chhetri, se o BTC continuar sua trajetória ascendente, poderá estender a alta em direção ao nível de retração de Fibonacci de 61,8% , em US$ 78.490 (traçado da mínima de agosto de 2024, de US$ 49.000, até a máxima histórica de outubro de 2025, de US$ 126.199).
O Índice de Força Relativa (IFR) está em 43 no gráfico semanal, apontando para cima em direção ao nível neutro de 50 após se recuperar da zona de sobrevenda, indicando um enfraquecimento do ímpeto de baixa. O indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) no mesmo gráfico mostrou um cruzamento de alta na semana passada, com um histograma positivo corroborando a tese de alta.

No gráfico diário, o padrão de triângulo ascendente anteriormente rompido (traçado pela conexão de máximas e mínimas com duas linhas de tendência desde o início de fevereiro), próximo a US$ 73.400, continua mostrando uma perspectiva construtiva .
O RSI no gráfico diário oscila próximo de 59, e o histograma MACD permanece positivo, ambos sugerindo um forte impulso de alta, desde que o BTC se mantenha acima do ponto de rompimento próximo a US$ 73.400.
Na direção oposta, o suporte inicial é observado na Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 71.925. Uma correção mais acentuada exporia a retração de Fibonacci de 23,6%, em US$ 68.950 (traçada da máxima de 14 de janeiro à mínima de 6 de fevereiro), o suporte da linha de tendência ascendente (padrão de triângulo) próximo a US$ 67.412 e, por fim, o piso horizontal mais distante, em torno de US$ 62.950”, afirma.
Para o analista, um fechamento sustentado acima da EMA de 100 dias, em torno de US$ 75.288, e da resistência horizontal próxima de US$ 75.680 abriria caminho para a retração de 50% em US$ 78.962 e para a marca psicológica de US$ 80.000.

Portanto, o preço do Bitcoin em 17 de abril de 2026 é de R$ 378.298,73. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 17 de abril de 2026, são: Memecore (M), RaveDAO (RAVE) e Celestia (TIA), com altas de 29%, 23% e 16%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 17 de abril de 2026, são: Monad (MON), Chiliz (CHZ) e Hyperliquid (HYPE), com quedas de -5%, -4% e -2% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

