Resumo da notícia:
Investidores do Brasil aportam líquidos US$ 6 milhões em fundos de criptomoedas.
Otimismo é liderado por CPI dos EUA e esperança de acordo entre EUA e Irã.
ETPs de Bitcoin e Ethereum registram maiores investimentos; iShares mantêm dianteira.
Os investimentos do Brasil em fundos de criptomoedas atingiram líquido US$ 1,2 milhão, R$ 6 milhões, no acumulado semanal de sexta-feira (10), segundo a CoinShares.

De acordo com a gestora de criptomoedas, o maior fluxo de entradas, US$ 1,11 bilhão, ocorreu na esteira da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, já que os dados do Departamento do Trabalho do país revelaram que o avanço de preços em março foi de 0,9%, melhor do que o esperado pelos analistas.
Além disso, a CoinShares destacou que os produtos negociados em bolsa (ETPs) baseados em criptomoedas também se beneficiaram com as notícias de um possível acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã. O que se mostrou fracassado nesse início de semana.
Regionalmente, os volumes de entradas líquidas semanais mais expressivos foram dos EUA, US$ 1,06 bilhão. Na sequência, Alemanha, Canadá, Suíça e Holanda aportaram respectivos US$ 34,6 milhões, US$ 7,8 milhões, US$ 6,9 milhões e US$ 2 milhões líquidos. Em direção contrária, Suécia e Austrália registraram leves saídas líquidas, US$ 0,7 milhão e US$ 0,6 milhão, respectivamente.
Nos acumulados mensal e anual, os depósitos líquidos de investidores do Brasil chegaram a US$ 2 milhões e US$ 59 milhões, respectivamente. Já o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) de investidores do país chegou a US$ 1,17 bilhão, sexto maior volume global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 120,7 bilhões, US$ 6,24 bilhões, US$ 5,51 bilhões, US$ 4,96 bilhões, US$ 2,36 bilhões, US$ 859 milhões, US$ 659 milhões, US$ 482 milhões, US$ 118 milhões, US$ 103 milhões e US$ 82 milhões. Por sua vez, o AuM global fechou a semana em US$ 144,61 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,32 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Short Bitcoin, XRP, cestas multiativos e Chainlink (LINK), respectivamente de US$ 872 milhões, US$ 196,5 milhões, US$ 20,2 milhões, US$ 19,3 milhões, US$ 3 milhões e US$ 1,3 milhão. Fundos de outros ativos totalizaram US$ 10,5 milhões em entradas líquidas, enquanto, pelo lado das saídas, fundos em Solana (SOL) e Sui (SUI) representaram os maiores volumes de retiradas líquidas, US$ 2,5 milhões e US$ 2,4 milhões respectivamente.
Por fundos cripto, os principais volumes de entradas líquidas semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH), da BlackRock, Fidelity, ProFunds, Bitwise, ARK 21Shares, 21Shares e CoinShares, respectivamente de US$ 871 milhões, US$ 98 milhões, US$ 57 milhões, US$ 35 milhões, US$ 8 milhões e US$ 5 milhões. Outros fundos totalizaram US$ 34 milhões em entradas líquidas semanais, enquanto o maior volume de saídas líquidas no período foi da Grayscale, US$ 11 milhões.
Na semana anterior, os investidores nacionais ignoraram as incertezas ao aportarem R$ 13,7 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
