Cointelegraph
Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 13/04/2026: touros lutam para manter US$ 70 mil mas sofrem com indecisão do conflito no Irã

Os touros estão lutando para se manter acima de US$ 70 mil, mas as incertezas com a guerra entre EUA, Israel e Irã podem derrubar o preço devolta para US$ 68 mil.

Preço do Bitcoin hoje, 13/04/2026: touros lutam para manter US$ 70 mil mas sofrem com indecisão do conflito no Irã
Análise de preço Bitcoin

12h

Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

Análise do Bitcoin

Após atingir a máxima de US$ 73.790 no sábado (11), o preço do Bitcoin retomou a baixa na noite de domingo e, até o momento desta publicação, atingiu a mínima de US$ 70.505.
Se houver continuidade de queda, o preço poderá buscar os suportes dos US$ 69.150.

Caso esse suporte seja superado, o próximo alvo está nos US$ 63.000.
Contudo, se entrar fluxo comprador revertendo o movimento, haverá resistência nas regiões de liquidez dos US$ 73.600 e US$ 85.500.

Análise do Ethereum

Após atingir a máxima de US$ 2.329 no último sábado (11), o preço do Ethereum não sustentou a alta e recuou, e até o momento desta publicação, atingiu a mínima de US$ 2.175.

Se o preço permanecer recuando, haverá suporte nas regiões de liquidez dos US$ 2.120 e US$ 2.030. As resistências estão nas faixas de preços de US$ 2.380 e US$ 2.780.

Análise da Zcash

O destaque de hoje vai para a Zcash, que entre os dias 05 a 12 de abril, teve uma valorização de mais de 66%.

O preço da Zcash deixou de ser negociado por US$ 236 e atingiu a máxima de US$ 394 no período acima citado.

Após toda alta acumulada, é possível observar que o fluxo vendedor se tornou predominante, sugerindo reversão de movimento até os suportes dos US$ 280 e US$ 240

Caso entre fluxo comprador e reverta o viés baixista, as resistências estão nas regiões de liquidez dos US$ 394 e US$ 445.

11h

Gil Herrara, diretor de estratégia e operações LATAM na Bitget

O Bitcoin (BTC) está sendo negociado sob pressão, próximo de uma zona importante de suporte em US$ 70.700. Uma queda abaixo desse nível pode indicar uma correção pela frente. O sentimento de risco no mercado cripto enfraqueceu, após o fracasso nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e com a aceleração da inflação nos EUA, o que aumenta as preocupações com novas quedas.

No cenário macroeconômico, os dados de inflação (CPI) divulgados na sexta-feira pelo Bureau of Labor Statistics mostraram que a inflação nos EUA teve sua maior alta mensal em quatro anos.

Com isso, investidores reduziram as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano, aumentando as expectativas de uma postura mais dura, com possibilidade até de novas altas de juros. O Bitcoin e o mercado cripto em geral tendem a sofrer em ambientes de juros altos, já que o custo do dinheiro aumenta, a liquidez diminui e os investidores passam a buscar ativos mais seguros e com rendimento, o que limita o potencial de alta do BTC.

Por outro lado, ETFs e investidores institucionais continuam comprando, mesmo com momentos de menor liquidez. Ou seja, é mais uma reorganização do mercado do que um sinal de preocupação mais ampla.

Do lado positivo, a resistência mais próxima está na média móvel exponencial de 50 dias, em torno de US$ 70.731. Um fechamento diário acima desse nível pode abrir espaço para uma alta até a parte superior do canal, perto de US$ 72.576, antes de um teste mais relevante na média móvel de 100 dias, em US$ 75.237.

Por outro lado, um fechamento diário abaixo da média móvel de 50 dias, em US$ 70.731, pode acelerar as perdas, levando o preço para a parte inferior do canal, próxima de US$ 65.872.

10h

Sarah Uska, Analista de Criptoativos

O mercado cripto atravessou a semana com dinâmica típica de transição, combinando tentativa de continuidade da alta com perda de força nas regiões mais elevadas de preço. O Bitcoin chegou a testar a faixa de $72 mil, mas voltou a se acomodar próximo de $70 mil, em um movimento que reflete não apenas realização de curto prazo, mas também sensibilidade a eventos recentes, como a escalada de tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo, que avançou cerca de 8% após riscos envolvendo o Estreito de Hormuz.

Esse tipo de choque externo tende a deslocar capital para posições mais defensivas no curto prazo, o que ajuda a explicar a incapacidade do BTC de sustentar os níveis mais altos mesmo com fluxo institucional presente. Esse fluxo, no entanto, segue ativo e relevante. Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram saída líquida no início da semana, com cerca de $159,1 milhões em 7 de abril e $93,9 milhões em 8 de abril, mas o movimento foi revertido com entradas expressivas de $358,1 milhões em 9 de abril e $256,7 milhões em 10 de abril, levando o saldo semanal para um leve positivo, próximo de $93,1 milhões.

Mais importante do que o número absoluto é o padrão, com investidores institucionais utilizando quedas para recompor posição, o que ajuda a sustentar o mercado mesmo em momentos de maior aversão a risco. Em paralelo, a proposta do Japão de classificar criptoativos como produtos financeiros reforça a convergência regulatória global e tende a atrair capital mais qualificado ao longo do tempo. No on-chain, há um sinal mais estrutural que merece atenção.

As reservas de Bitcoin em exchanges caíram ao longo da semana, saindo de aproximadamente 2,706 milhões para cerca de 2,699 milhões de BTC, indicando retirada líquida de ativos das corretoras. Esse movimento costuma ser associado a menor intenção de venda no curto prazo e pode funcionar como um amortecedor em eventuais correções. Ainda assim, o mercado segue tecnicamente sensível, com liquidações relevantes em derivativos, na casa de $300 milhões em 24 horas, o que mostra que a alavancagem continua elevada e amplificando os movimentos.

O sentimento também evoluiu, mas ainda sem convicção. O índice de medo e ganância saiu de 35 na semana passada para 42, entrando em zona neutra após ter marcado 30 no mês anterior, o que indica redução do estresse, mas não aponta para euforia.

Esse conjunto de fatores sugere um mercado em fase de consolidação, com suporte vindo de fluxo institucional e dinâmica on-chain mais construtiva, mas ainda vulnerável a choques externos e à própria estrutura de derivativos. Para a próxima semana, o foco deve permanecer na evolução desses fluxos e na capacidade do Bitcoin de sustentar a região de $70 mil, que segue como principal zona de equilíbrio no curto prazo.

9h

Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX:

Bitcoin testa resistência próxima de US$ 72 mil e inicia semana em zona de decisão

O Bitcoin inicia a semana negociado próximo da região de US$70 mil, após testar níveis mais altos nos últimos dias e encontrar resistência na faixa próxima de US$72 mil, conforme já observado em projeções anteriores. O movimento reforça a leitura de um mercado que segue respeitando níveis técnicos importantes, em meio a um cenário ainda marcado por cautela no ambiente macroeconômico.

Na última semana, o BTC apresentou continuidade no movimento de recuperação iniciado após a defesa da região dos US$65 mil, com formação de fundos mais altos e melhora gradual no fluxo comprador. Esse comportamento levou o ativo a testar novamente a zona de resistência entre US$70 mil e US$72 mil, onde voltou a encontrar pressão vendedora.

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin segue em uma estrutura de consolidação com viés levemente positivo no curto prazo. O preço permanece acima das médias móveis mais curtas, indicando manutenção do momentum, enquanto ainda enfrenta a média de prazo mais longo, que continua atuando como barreira para movimentos mais consistentes de alta.

A região entre US$70 mil e US$72 mil se consolida como a principal zona de resistência no curto prazo. Um rompimento dessa faixa pode abrir espaço para um movimento de continuidade, com potencial de teste na região entre US$75 mil e US$78 mil. Por outro lado, a incapacidade de superar esses níveis tende a manter o ativo em uma faixa de consolidação mais estreita.

Nos suportes, a região próxima de US$68 mil passa a atuar como primeiro nível de defesa no curto prazo, enquanto a faixa entre US$65 mil e US$66 mil segue como suporte estrutural do movimento atual.

Diante desse cenário, o Bitcoin entra na semana em um momento decisivo, no qual a definição de direção dependerá da capacidade de romper resistências relevantes ou de sustentar os níveis atuais. O comportamento do ativo nos próximos dias deve continuar refletindo o equilíbrio entre melhora técnica no curto prazo e um ambiente macro que ainda limita movimentos mais agressivos.

8h

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 13/04/2026, está cotado em R$ 356.635,54. Os touros estão lutando para se manter acima de US$ 70 mil, mas as incertezas com a guerra entre EUA, Israel e Irã podem derrubar o preço devolta para US$ 68 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais voltaram a operar sob forte aversão ao risco após o colapso das negociações de paz entre EUA e Irã, reacendendo temores de escalada no Oriente Médio.

O petróleo disparou, com o Brent subindo cerca de 8% para a região de US$103, enquanto o dólar se fortaleceu como principal ativo de proteção. Bolsas globais recuaram e os rendimentos dos títulos refletiram a piora nas expectativas inflacionárias, com investidores reduzindo exposição a risco diante da incerteza geopolítica crescente e do impacto potencial sobre o fluxo global de energia.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 71.000, apresenta expectativa de curto prazo negativa. O choque geopolítico, com petróleo em alta e dólar forte, reduz a liquidez global e aumenta a aversão ao risco, combinação historicamente desfavorável para o BTC no curtíssimo prazo. Além disso, o colapso das negociações aumenta a probabilidade de inflação persistente, reduzindo ainda mais as chances de cortes de juros e pressionando ativos de risco. Apesar da resiliência recente acima dos US$70k, o cenário atual sugere maior volatilidade e risco de queda. A faixa provável de oscilação de curto prazo é de US$ 69.000 a US$ 72.000, com viés negativo enquanto o fluxo macro permanece deteriorado.

Bitcoin análise técnica

O analista Manish Chhetri, aponta que no valor atual o BTC ainda se mantém acima da EMA de 50 dias, em US$ 70.752, e permanecendo dentro de um canal paralelo. A estrutura do canal ainda pesa sobre a perspectiva geral , mas a movimentação do preço acima da EMA de curto prazo indica uma possível tendência construtiva.

O Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário, em torno de 54, permanece ligeiramente positivo sem entrar em território de sobrecompra, enquanto o indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) permanece em território positivo, sugerindo que o ímpeto de alta perdeu força em relação às máximas recentes.

Na parte superior, segundo ele, a resistência inicial é definida pelo limite superior do canal em torno de US$ 72.576, onde um fechamento diário acima desse nível abriria caminho para uma recuperação mais forte em direção à EMA de 100 dias, em aproximadamente US$ 75.291, antes da EMA de 200 dias, mais distante, próxima de US$ 83.087. 

No lado negativo, o suporte imediato surge na EMA de 50 dias, em torno de US$ 70.752; uma quebra abaixo desse piso exporia a base do canal perto de US$ 65.872, onde se espera que os compradores defendam a tendência de alta mais ampla de uma pressão corretiva mais profunda.

Portanto, o preço do Bitcoin em 13 de abril de 2026 é de R$ 356.635,54. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 13 de abril de 2026, são: RaveDao (RAVE), Stable (STABLE) e Venice Token (VVV), com altas de 282%, 11% e 6% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 13 de abril de 2026, são: Dash (DASH), Polkadot (DOT) e Chiliz (CHZ), quedas de -6%, -5% e -4% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.