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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

DeFin lança plataforma de mapeamento da renda fixa digital

Proposta da plataforma é centralizar ofertas, organizar dados essenciais e adicionar camada de análise voltada a agentes autônomos de investimento (AAIs) e profissionais de wealth management.

DeFin lança plataforma de mapeamento da renda fixa digital
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Resumo da notícia:

  • Fintech brasileira lança plataforma de monitoramento da renda fixa digital.

  • Mercado de renda fixa digital captou R$ 3,3 bilhões em 2025.

  • Ranking dos tokens é criado a partir da avaliação de cinco categorias de risco.

A DeFin lançou recentemente uma plataforma voltada à organização do mercado de renda fixa digital e redução do tempo de análise para investidores.

O mercado de renda fixa digital captou R$ 3,3 bilhões em 2025, distribuídos em 614 ofertas, crescimento que ocorreu na esteira da expansão do crédito privado no Brasil através de alternativas fora do sistema bancário tradicional.

Por outro lado, a empresa justificou o desenvolvimento da plataforma de análise pelo entrave estrutural, apesar do avanço do setor. Nesse caso, a DeFin salientou que a falta de padronização e a dispersão de informações elevam o custo e o tempo de análise para investidores profissionais.

O CEO da fintech, Beny Fard, explicou que a plataforma foi desenhada para centralizar ofertas, organizar dados essenciais e adicionar uma camada de análise independente voltada a agentes autônomos de investimento (AAIs) e profissionais de wealth management.

A renda fixa digital deixou de ser um tema experimental e passou a ser um universo amplo de ofertas. O problema é que a informação ainda chega de forma heterogênea e, muitas vezes, insuficiente, disse.

Segundo ele, a complexidade do segmento está na própria estrutura dos ativos, porque, ao combinar engenharia financeira tradicional com tecnologia e novas dinâmicas regulatórias, a análise exige leitura mais aprofundada. Além de retorno e prazo, entram fatores como fluxo de pagamento, riscos operacionais e aspectos jurídicos, o que aumenta o esforço necessário para diligência preliminar.

O executivo acrescentou que a proposta da plataforma é reduzir esse atrito, reunindo ofertas em um único ambiente e usando filtros que permitem comparação lado a lado, encurtando a distância entre investidores e fundos de renda fixa digital.

O objetivo não é substituir a análise do profissional, mas criar um padrão mínimo de leitura, dar comparabilidade e permitir simulações que apoiem decisões mais bem informadas, frisou o CIO da DeFin, André Carvalho.

O executivo também explicou que o ranking dos tokens de renda fixa digital na plataforma é criado a partir da avaliação de cinco categorias de risco: crédito, recuperação, liquidez, jurídico e operacional. Segundo ele, o objetivo é dar previsibilidade ao processo, que ainda é lento e pouco escalável.

Quando o profissional consegue comparar ativos com base em critérios claros e padronizados, a qualidade da decisão melhora. O ganho não é só de tempo, mas de consistência ao longo do processo, completou.

Na última semana, a R2 Tech e a Liqi lançaram um token vinculado ao mercado imobiliário dos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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