Nesta quinta, 14, durante a abertura do Blockchain,Rio em São Paulo, Renata T. Petrovic, head of inoovation Bradesco, revelou que o banco esta trabalhando em uma produto de custódia de criptomoedas, incluindo stablecoins.
A proposta do banco é permitir que os clientes façam custódia de todo tipo de ativos digitais no Bradesco. A solução está sendo desenvolvida com um parceiro, que não foi revelado por Petrovic.
Hoje, o que estamos fazendo envolve toda a estruturação da frente de digital assets dentro do banco. Já temos essa área organizada e dedicada a liderar essa expansão. Estamos nos preparando para atuar no negócio de custódia de ativos digitais e já contamos com um parceiro estratégico que trabalhará conosco nessa frente. A ideia é oferecer uma estrutura de custódia ampla, cobrindo todo o espectro de ativos digitais: tokens, criptomoedas, stablecoins e demais categorias.
Além disso, o banco também tem um grupo dedicado à tokenização de identidade, utilizando credenciais dos próprios clientes para simplificar diferentes jornadas, incluindo em marketplaces.
Fora todos esses anos de pesquisa para construir uma instituição financeira voltada ao ambiente regulado, seguimos um ritmo alinhado ao próprio avanço da regulação. Não nos antecipamos, mas também não nos atrasamos. Estamos nos preparando há muito tempo para este momento de entrada efetiva no mercado.
O Bradesco tambem testou o uso de stablecoins dentro de fluxos internacionais.
Também realizamos, no ano passado, nosso primeiro piloto utilizando stablecoins em transações de comércio exterior. Nesse projeto, usamos uma combinação de métodos on-chain e off-chain, em uma estrutura híbrida. O experimento demonstrou, na prática, o potencial de eficiência que conseguimos agregar a fluxos internacionais
Paralelamente, ela também afirmou que o Bradesco contratou a Chainalysis Chainalysis para apoiar as análises, os processos de controle, rastreabilidade e compliance de ativos digitais.
E agora, com a implementação da Travel Rule, também estamos estudando soluções capazes de atender às demandas de identificação e rastreamento de transações. Esse é um tema em que todo o mercado ainda está buscando respostas e evoluindo em conjunto. De forma geral, é esse o caminho que estamos seguindo.
Bancos Centrais vão se reunir no Brasil para debater cripto
Ainda durante a abertura do evento, Rodrigoh Henriques, diretor de inovação e estratégica Fenasbac, destacou que a entidade vai realizar no Brasil o encontro dos bancos centrais de língua portuguesa e também um encontro com diversos reguladores das Américas.
Quando falamos em Américas, estamos falando de um território amplo, abrangendo todas as regiões do continente. E esse movimento também reflete uma mudança importante no Brasil. Passamos a ter uma presença mais estruturada em São Paulo. Embora não sejamos a Federação Brasileira, mantemos uma relação muito próxima com ela. Agora temos um espaço físico na cidade, uma estrutura própria para apoiar nossas atividades.
