
Com Bitcoin caindo para US$ 58 mil quais as melhores criptomoedas para comprar?
Bitcoin perto de US$ 58 mil aumenta cautela no mercado, enquanto analistas apontam BTC, ETH, SOL, LINK, ARB, AAVE e POL para julho.

O Bitcoin voltou a testar a paciência dos investidores ao cair para a região de US$ 58 mil, em meio a um ambiente global mais duro para ativos de risco. A pressão veio do dólar forte, da inflação ainda resistente nos Estados Unidos e da percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo.
Esse cenário reduziu o apetite por risco e atingiu diretamente o mercado cripto. O Bitcoin perdeu força, o Ethereum também recuou, e as altcoins passaram a depender ainda mais de fundamentos claros para atrair capital.
Além disso, o mercado entrou em julho com uma postura mais seletiva. Depois de um primeiro semestre marcado por fluxo institucional, narrativas de ETFs e busca por ativos de maior beta, investidores agora olham com mais cuidado para liquidez, utilidade e geração real de valor.
O relatório de sentimento de mercado da BingX, compartilhado com o Cointelegraph Brasil, mostrou que a tecnologia ligada à inteligência artificial segue forte, mas não conseguiu mudar sozinha o humor dos investidores. Mesmo com resultados robustos da Micron, cripto, ouro e ações de crescimento sofreram com o dólar mais forte e a incerteza sobre juros.
Bitcoin e Ethereum seguem como base do mercado
No entanto, para Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, o Bitcoin (BTC) continua sendo o principal termômetro do mercado, mesmo quando investidores começam a procurar oportunidades em altcoins.
Segundo ele, julho tende a servir como teste para a continuidade do fluxo institucional e para a capacidade do BTC de sustentar o ciclo iniciado no primeiro semestre.
“Mesmo em momentos de maior rotação para altcoins, o Bitcoin continua sendo o principal indicador de confiança do mercado”, afirma Person.
Julián Colombo, Diretor Sênior de Políticas Públicas e Estratégia para a América do Sul na Bitso, também coloca o BTC no centro da estratégia de observação para julho. Para ele, o ativo segue pressionado pelo cenário macroeconômico, mas mantém seu papel como principal referência de liquidez.
“O Bitcoin entra em julho ainda pressionado pelo ambiente macroeconômico global, mas mantendo seu papel central no mercado”, afirma Colombo.
O executivo ressalta, porém, que qualquer sinal de flexibilização monetária nos Estados Unidos pode mudar rapidamente o humor do mercado. Nesse caso, o BTC tende a reagir primeiro.
O Ethereum (ETH) aparece como a segunda indicação mais recorrente entre os analistas. A rede segue como base de DeFi, stablecoins, tokenização e aplicações financeiras descentralizadas.
Para Person, a maturidade do ecossistema, o avanço das Layer 2 e o uso crescente de stablecoins mantêm o ETH como peça central da infraestrutura digital global. Colombo avalia que o Ethereum pode funcionar como uma ponte entre o perfil mais defensivo do Bitcoin e o potencial de crescimento das altcoins.
Mesmo com menor apetite por risco, ele lembra que a rede ainda concentra grande parte da atividade em DeFi, tokenização e stablecoins.
Solana, Chainlink, Arbitrum, Aave e Polygon entram no radar
Entre as altcoins, a Solana (SOL) aparece como uma das principais apostas da Bitso para julho. A rede segue relevante por causa da alta performance, do baixo custo e da presença em aplicações voltadas ao usuário final.
Segundo Colombo, a SOL pode se beneficiar caso o mercado volte a buscar ativos com maior potencial de crescimento. No entanto, ele ressalta que a volatilidade tende a ser maior.
A Chainlink (LINK) aparece nas listas da Foxbit e da Bitso. Para os analistas, o projeto ganha força com o avanço da tokenização de ativos reais e com a necessidade de conectar blockchains a dados externos confiáveis.
Person afirma que a crescente demanda por interoperabilidade e infraestrutura de dados pode colocar a Chainlink novamente no radar dos investidores. Colombo segue a mesma linha e diz que o papel dos oráculos se tornou mais estrutural dentro do mercado.
“Com o avanço da tokenização de ativos reais e a dependência crescente de dados externos em contratos inteligentes, o papel dos oráculos se torna cada vez mais estrutural, não apenas técnico”, afirma.
A Arbitrum (ARB) também aparece entre as indicações da Foxbit. A rede segue como uma das principais soluções de escalabilidade do Ethereum, especialmente em atividade e valor bloqueado. Com a busca por taxas menores e maior uso de aplicações on-chain, julho pode reforçar o papel das Layer 2 dentro do ecossistema Ethereum.
Outro ativo citado pela Foxbit é o Aave (AAVE). O protocolo representa um dos nomes mais consolidados do setor de finanças descentralizadas. Para Person, em um mercado mais seletivo, projetos com uso real e geração de atividade tendem a ganhar mais atenção.
O Polygon (POL) fecha a lista da Bitso. Colombo avalia que o projeto passa por um momento de reposicionamento, com foco em pagamentos de alto volume e ativos tokenizados. No entanto, o executivo observa que o token ainda carrega mais risco, já que existe uma desconexão entre fundamentos operacionais e desempenho de preço.
Para julho, o POL pode interessar a investidores com maior tolerância à volatilidade e visão de médio prazo, especialmente se o crescimento em pagamentos e RWAs continuar avançando.
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