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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Arroz, feijão e Bitcoin: Pix, usado na compra de criptomoedas, poderá substituir o vale-refeição

Últimas NotíciasPublicadoApr 28, 2025

Proposta do governo quer trocar os cartões por transferências eletrônicas para reduzir custos.

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As ações Edenred recuavam 1,70% no início da tarde desta sexta-feira (28). A queda acumulada de 17% em cinco dias afetava outras provedoras de vale-refeição e sucedia uma reportagem da Folha de São Paulo sobre a proposta do governo de substituir os cartões de alimentação pelo Pix, solução cada vez mais aderente às criptomoedas.

Segundo Ben Slupecki, analista da empresa de pesquisa Morningstar, o tombo das ações de Edenred aconteceram porque o Brasil responde por grande fatia das operações da empresa, já que a adoção de transferências diretas de Pix aos trabalhadores tem por objetivo o corte de taxas às operadoras.

O país é um dos principais mercados da Edenred na América Latina, que representou 769 milhões de euros em vendas da operadora em 2024, 29,5% da receita total da empresa, explicou Slupecki.

Outra gigante dos cartões que poderá ser impactada pela adoção do Pix é a Pluxee, que faturou 405 milhões de euros na América Latina no ano passado, 38,4% da receita bruta da empresa. As ações da operadora recuavam 0,79% no início da tarde dessa segunda-feira e acumulavam queda de 14% em cinco dias.

Em direção contrária, a solução de transferências instantâneas do Banco Central (BC) se mostra cada vez mais aderente às criptomoedas. No final de fevereiro, por exemplo, a exchange descentralizada (DEX) Uniswap anunciou sua integração ao Pix para saques e depósitos através de carteiras digitais e cartões de crédito.

Ainda em fevereiro, o vencedor de um hackathon em Florianópolis (SC) foi o NostrPix, um aplicativo que viabiliza o uso de Bitcoin em pagamentos cotidianos e permite que os Bitcoiners abandonem moedas fiduciárias inflacionárias como o real.

O Telegram também se integrou ao Pix recentemente através de uma carteira nativa que possibilita a compra da stablecoin lastreada no dólar americano Tether (USDT).

Em outra frente, representantes de banco e fintechs da China manifestaram interesse pelo Pix durante o Summit Valor Econômico Brazil-China, evento que aconteceu em Xangai na semana passada e reuniu autoridades, especialistas e empresários, brasileiros e chineses, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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