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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

PF apreende mansão de R$ 100 milhões de investigado por pirâmide de criptomoedas e dono de mineradora de Bitcoin

Últimas NotíciasPublicadoFeb 5, 2025

Operação Fortuito 2 investiga organização criminosa voltada para crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

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Uma mansão avaliada em R$ 100 milhões na Barra da Tijuca, no Rio, está entre os cerca de R$ 300 milhões em bens bloqueados no final de janeiro no âmbito da Operação Fortuito 2 da Polícia Federal (PF) para combater uma organização criminosa voltada para crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

A operação aconteceu no último dia 29 de janeiro nas Rio de Janeiro, Búzios, Uberaba e São José dos Campos. Além dos bens bloqueados na ocasião, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão.

De acordo com informações do Metrópoles, a casa, uma mansão de cinco mil metros quadrados, sala de cinema, espaço para festas e 12 vagas de garagem, pertence a Carlos Fuziyama, Kazé. Ele é investigado por fraudes em criptomoedas e teria chegado a criar uma mineradora de Bitcoin (BTC) na Ucrânia.

Segundo as investigações, Kazé teria recebido US$ 50 de pirâmides financeiras do exterior e com aportes característicos de contratos de investimentos, como a One Thor e a D9 Club. No entanto, em vídeos publicados em 2020, Kazé qualificou os piramideiros de Bitcoin como “pessoas malandras”, que “usam o Bitcoin para facilitar a pirâmide financeira”.

“Ou seja, antigamente as pirâmides caíam tão rápido, e as pessoas iam presas porque usavam dinheiro e depósito bancário, e no Bitcoin isso se torna mais fácil. Então, muita gente maliciosa usa o bitcoin de forma equivocada”, afirmou na época ao canal “A era digital crypto”.

A publicação também exibiu a mineradora de Bitcoin “Mining Express”, na Ucrânia, cuja propriedade, segundo Kazé, era dele, que afirmava ter saído de uma realidade pouco abastada para se tornar um bilionário.

O Metrópoles entrou em contato, mas não obteve resposta de Kazé. O Cointelegraph Brasil também está aberto ao posicionamento dele.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se somadas, as penas máximas superam 50 anos de reclusão.

Segundo a PF, a operação é consequência da prisão em flagrante de uma mulher por posse ilegal de arma de fogo, ocorrida em maio de 2024, na Barra da Tijuca.

No final de dezembro, a PF e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram a Operação Cryptoland para desarticular um esquema milionário de furto de criptomoedas de uma exchange, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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