
Empresa listada na B3 compra 18 BTC e vai comprar 1 Bitcoin a cada gol do Brasil na Copa do Mundo
Empresa elevou suas reservas para mais de 3.822 BTC e transformou os gols da seleção brasileira em parte de sua estratégia de tesouraria

A OranjeBTC (B3: OBTC3, OTC-US: ORNJY) comprou mais 18 Bitcoin para sua tesouraria corporativa entre os dias 15 e 21 de junho, segundo relatório de movimentações financeiras divulgado pela companhia na segunda-feira (22) e compartilhado com o Cointelegraph Brasil.
As aquisições reforçam a estratégia da empresa de ampliar sua exposição ao Bitcoin como ativo de longo prazo. De acordo com o comunicado, o preço médio das compras ficou em torno de R$ 329 mil por BTC, com desembolso total superior a R$ 5,9 milhões no período.
Com a nova rodada de compras, a OranjeBTC passou a deter mais de 3.822 BTC em reservas. A compra semanal também incluiu uma ação inusitada ligada à Copa do Mundo. A OranjeBTC adicionou 3 BTC ao caixa como resultado dos três gols marcados pelo Brasil contra o Haiti, em partida disputada na sexta-feira (19).

Gols do Brasil viram Bitcoin na tesouraria
A campanha, chamada BitCopa, prevê que a OranjeBTC compre 1 Bitcoin inteiro para sua tesouraria a cada gol marcado pela seleção brasileira durante a Copa do Mundo.
Segundo a companhia, a proposta tem caráter institucional, lúdico e educacional. A ação tenta traduzir uma política financeira técnica, baseada em tesouraria corporativa e alocação de capital, em uma linguagem mais acessível para investidores de varejo e para a comunidade brasileira de Bitcoin.
A OranjeBTC já havia informado que a BitCopa faz parte de sua comunicação com investidores e da missão de acelerar a adoção do Bitcoin no Brasil. Agora, com a vitória brasileira sobre o Haiti, a campanha entrou na contabilidade semanal da empresa.
Além da campanha ligada ao futebol, o comunicado mostra que a companhia manteve sua política de alocação de capital voltada ao acúmulo de BTC.
A OranjeBTC informou que utilizou recursos provenientes de empréstimos estruturados dentro de um programa interno de debêntures. A administração converteu parte do saldo disponível da tesouraria para reforçar o patrimônio concentrado em Bitcoin.
Durante o período analisado, a empresa não vendeu nem recomprou ações próprias. Com isso, a gestão financeira concentrou os movimentos da semana nas operações relacionadas ao Bitcoin, sem alteração relevante na quantidade de papéis em circulação.
O número de ações emitidas pela companhia permanece próximo de 150 milhões. Esse dado sustenta o cálculo de métricas como BTC por ação e BTC Yield, indicadores usados pela empresa para acompanhar o crescimento relativo da tesouraria em relação à base acionária.
De acordo com os dados apresentados, a métrica de desempenho bruto acumula avanço superior a 12% desde a adoção da estratégia. No trimestre atual, o retorno fica na faixa de 10%, segundo a companhia.
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