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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Itaú, Bradesco e Mercado Livre se unem para lançar stablecoin

Últimas NotíciasPublicado1 de jul. de 2026

A iniciativa foi anunciada pela Open Standard e reúne mais de 140 empresas. Entre os nomes confirmados estão Itaú, Banco Bradesco, Mercado Libre e Mercado Pago, além de Visa, Stripe, Mastercard, BlackRock, BNY, Google, Shopify, Coinbase, Solana, Ripple, Fireblocks e MetaMask.

Nesta quarta-feira, 1º, os principais nomes do mercado financeiro brasileiro, como Itaú e Bradesco, anunciaram que estão juntos em uma iniciativa global para lançar uma nova stablecoin atrelada ao dólar.

A iniciativa, chamada Open USD, também conta com Mercado Livre e Mercado Pago entre os participantes ligados ao Brasil. O projeto reúne mais de 140 empresas de bancos, pagamentos, tecnologia, criptoativos e varejo digital.

O consórcio inclui ainda gigantes internacionais como Visa, Mastercard, Stripe, American Express, BlackRock, Coinbase, Google, Shopify, BNY, Ripple, Solana, MetaMask e Fireblocks.

A proposta foi apresentada pela Open Standard, empresa criada para desenvolver uma infraestrutura aberta de pagamentos com stablecoins. A moeda digital será emitida com paridade de 1 para 1 com o dólar.

Segundo a Open Standard, o Open USD deve ser lançado ainda este ano. A stablecoin terá foco em pagamentos globais, liquidação de transações e movimentação de dinheiro entre empresas.

“As stablecoins existentes possuem grandes pontos fortes, mas, para utilizá-las em escala, as empresas precisam de algo que seja aberto, de baixo custo, com alta capacidade de processamento, amplamente acessível e alinhado aos seus interesses”, afirmou Zach Abrams, fundador e CEO da Open Standard.

Open USD promete repassar juros das reservas

O projeto promete repassar a maior parte da receita gerada pelas reservas aos participantes que utilizarem e distribuírem a stablecoin. Essas reservas normalmente ficam aplicadas em ativos seguros de curto prazo, como títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Por isso, elas geram juros enquanto sustentam o valor da moeda digital.

Hoje, esse rendimento representa uma das principais fontes de receita dos emissores de stablecoins. Com o Open USD, a Open Standard quer dividir parte desse ganho com os participantes da rede. Segundo o projeto, a receita das reservas será distribuída depois da cobrança de uma taxa de administração. Essa taxa servirá para manter custos técnicos, operacionais e de conformidade regulatória.

A governança também terá uma estrutura colaborativa. A Open Standard afirma que o projeto terá uma equipe independente de administração e participação dos membros na tomada de decisões. Esse desenho tenta diferenciar o Open USD de stablecoins controladas por uma única empresa. Além disso, busca atrair parceiros que querem participar da economia do produto, e não apenas usar a moeda.

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