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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Esqueça o iPhone: Especialista aponta caminho para investidores de criptomoedas lucrarem com a queda do dólar

Diretor de pesquisa do MB traça comportamento histórico envolvendo a retração do dólar e ativos como o Bitcoin.

Esqueça o iPhone: Especialista aponta caminho para investidores de criptomoedas lucrarem com a queda do dólar
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Resumo da notícia:

  • Queda do dólar favorece aquisição de ativos globais por investidores brasileiros.

  • iPhone mostra valorização de longo prazo do dólar frente ao real, mas BTC supera moeda estadunidense.

  • Historicamente, valorização de curto prazo do BTC é de mais de 50% após períodos de retração do DXY.

O Bitcoin (BTC) pode se valorizar mais de 50% no curto prazo, aproveitando a fraqueza atual do dólar americano, R$ 5,02 na manhã desta segunda-feira (27). A avaliação é de Rony Szuster, que também destaca a janela de oportunidade para investidores de criptomoedas.

Em sua análise, o diretor de pesquisa da exchange brasileira Mercado Bitcoin enfatizou que diversos ativos globais se tornaram mais acessíveis aos investidores nacionais, por causa da queda do dólar. Em direção oposta, ele acrescentou que o real está forte neste momento por uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. Entre eles os juros elevados no Brasil, o peso das commodities na economia nacional e a vantagem energética do país.

Apesar da fraqueza atual da moeda fiduciária estadunidense, Szuster lembrou que o histórico da cotação do dólar em reais nesse século revela que o real pode oscilar positivamente em certos momentos, mas o dólar tende a se valorizar contra ele no longo prazo.

O especialista usou o iPhone como exemplo, já que o modelo 4 do smatphone da Apple custava R$ 1.799 em 2010 com o dólar a R$ 1,75, portanto US$ 1,028. Este ano, com o dólar a R$ 5, o iPhone 17 gira em torno de R$ 7.999 (US$ 1.600), portanto uma valorização de 344% em reais, em 16 anos. Quando comparado ao Bitcoin, o iPhone recuou de 277 BTC em 2010 para 0,014 BTC em 2026.

O mesmo produto mostra dinâmicas diferentes dependendo da moeda. Em real, ele fica cada vez mais caro; em dólar, tende a se manter mais estável; e em Bitcoin, fica progressivamente mais barato. Isso reflete diferentes níveis de preservação de poder de compra: o real perde valor ao longo do tempo, o dólar se mantém mais resiliente e o Bitcoin amplia esse poder de compra, comentou.

Rony Szuster salientou que o mercado de stablecoins atreladas ao dólar já somam cerca de US$ 320 bilhões, sendo US$ 260 bilhões concentrados apenas em Teher (USDT) e USD Coin (USDC), cerca de 81% do total. No Brasil, as stablecoins representam cerca de 90% das transações cripto, com um volume que cresceu 480 vezes em seis anos, chegando a R$ 361 bilhões em 2025. Em dezembro, movimentaram R$ 29 bilhões, um valor 14 vezes maior que o volume de Bitcoin no período.

O momento cria uma vantagem estratégica para quem investe em criptomoedas. Uma vez que, quando o dólar perde força, o capital dos investidores tende a migrar para ativos de risco em busca de maior rentabilidade. E o Bitcoin é um dos ativos que mais se beneficiam desse movimento, observou.

Na avaliação do representante do MB, historicamente, quedas de 10% no índice DXY, que mede a força do dólar globalmente, foram acompanhadas por altas de mais de 50% no Bitcoin.

O cenário atual [dólar mais acessível + BTC em recuperação] cria o contexto favorável para acelerar a diversificação fora do real. Com o dólar abaixo de R$ 5, abre-se uma das janelas mais atrativas dos últimos anos para diversificar parte do patrimônio, concluiu.

Na esteira do avanço cripto no país, o primeiro ETF de criptomoedas da América Latina, HASH11, negociará futuros e opções na B3, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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