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Escrito por Nate KostarRedatorRevisado por Robert LakinEditor

Chainalysis estima US$ 457 bilhões em atividade cripto tributável e diz que o CARF deixa de fora a maior parte

Últimas NotíciasPublicado26 de ago. de 2026

A empresa de análise de blockchain afirmou que apenas 14% da atividade on-chain identificada por ela é abrangida pela estrutura internacional de declaração de impostos sobre criptoativos da OCDE.

A atividade cripto on-chain potencialmente tributável atingiu pelo menos US$ 457 bilhões globalmente em 2025, enquanto as regras internacionais de declaração podem abranger apenas uma fração dela, de acordo com um novo relatório da Chainalysis.

Os Estados Unidos responderam por cerca de US$ 112,6 bilhões do total, enquanto a América do Norte liderou todas as regiões, com US$ 134,6 bilhões, seguida pela União Europeia, com US$ 125,1 bilhões.

As estimativas, que abrangem seis grandes blockchains, incluem ganhos realizados, renda proveniente de atividades como mineração, staking e empréstimos, além de pagamentos denominados em criptoativos, mas excluem negociações e outras atividades conduzidas dentro de exchanges centralizadas.

A Chainalysis afirmou que as transações abrangidas pela Estrutura de Comunicação de Informações sobre Criptoativos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o CARF, representam apenas 14% da atividade on-chain tributável que identificou. Os 86% restantes incluem atividades em exchanges descentralizadas, transferências peer-to-peer, fluxos de renda on-chain e pagamentos.

Desenvolvido pela OCDE em 2022, o CARF exige que provedores de serviços de criptoativos abrangidos comuniquem os dados das transações dos clientes às autoridades fiscais.

O CARF abrange apenas 14% da atividade cripto on-chain potencialmente tributável.
Fonte: Chainalysis

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Limitações do CARF na declaração de impostos sobre atividades on-chain

A coleta de dados do CARF começou em 1º de janeiro de 2026, em 48 jurisdições, incluindo o Reino Unido e a União Europeia, exigindo que as plataformas de criptoativos abrangidas coletem informações adicionais dos clientes e de sua residência fiscal.

No âmbito do CARF, os provedores de criptoativos dentro do escopo coletam informações dos clientes e sobre sua residência fiscal e comunicam os dados das transações às autoridades fiscais nacionais, que podem então compartilhar essas informações entre diferentes países.

Estrutura do CARF. Fonte: OCDE

O foco do CARF nos intermediários de criptoativos também ajuda a explicar as lacunas destacadas pela Chainalysis. Colby Mangels, ex-assessor da OCDE que trabalhou no CARF, disse à Cointelegraph em janeiro que a estrutura foi concebida em torno de intermediários que facilitam transações cripto como atividade empresarial.

Grande parte das finanças descentralizadas, portanto, continua fora do perímetro de comunicação, pois pode não haver um operador centralizado ou uma relação de custódia sobre a qual impor requisitos de comunicação.

Isso pode mudar à medida que os reguladores desenvolvem regras para plataformas descentralizadas. Mangels afirmou que as autoridades fiscais estão acompanhando os avanços na regulamentação contra a lavagem de dinheiro, incluindo esforços para determinar quando plataformas de DeFi ou seus operadores devem ser tratados como provedores regulamentados de serviços de criptoativos.

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