A Hurst Capital anunciou nesta sexta, 08, que estruturou uma nova operação que permite a investidores brasileiros o acesso ao equity pré-IPO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.
O investimento será viabilizado por meio de um Certificado de Recebíveis (CR), instrumento que oferece exposição indireta às ações “Series C” da companhia norte-americana de inteligência artificial.
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Na prática, a engenharia financeira da oferta funciona da seguinte forma: o Certificado de Recebíveis emitido pela Hurst no Brasil possui como lastro os direitos creditórios de um contrato de cessão celebrado com a OurCrowd (Investment in G-new OpenAI) L.P, plataforma global de venture capital que gerencia mais de US$ 2,3 bilhões e já investiu em mais de 440 empresas de portfólio e 56 fundos em cinco continentes.
Este veículo internacional (SPV) é quem detém a exposição direta aos ativos da OpenAI. Dessa forma, o investidor adquire um título local que espelha os resultados econômicos do investimento estrangeiro, incluindo eventos de liquidez como o IPO ou ofertas de recompra.
OpenAi valiada em US$ 852 bilhões
A OpenAI concluiu recentemente uma rodada de financiamento de US$ 122 bilhões, elevando seu valuation post-money para US$ 852 bilhões. A rodada contou com a participação de empresas como Amazon, Nvidia e SoftBank. Projeções de mercado indicam a possibilidade de uma oferta pública inicial (IPO) entre o segundo semestre de 2026 e início de 2027, com expectativas de que o valuation atinja a marca de US$ 1 trilhão.
A tese de investimento baseia-se no crescimento da base de usuários e na diversificação das linhas de receita da OpenAI. Em dezembro de 2025, a plataforma registrou 900 milhões de usuários ativos semanais e 50 milhões de assinantes pagos. O modelo de negócio da empresa divide-se entre assinaturas para consumidores (35% da receita), serviços corporativos para clientes Enterprise (30%), licenciamento de API para desenvolvedores (30%) e novas frentes de agentes autônomos e publicidade (5%).
O movimento ocorre após o esgotamento recorde de sua operação anterior, no início de abril deste ano, envolvendo a SpaceX. Naquela ocasião, a demanda por ativos de tecnologia global resultou na venda de 100% das cotas disponíveis em menos de 24 horas após o anúncio aos investidores.
Crescimento da OpenAI
A corrida global pela inteligência artificial ganhou novos capítulos nesta semana após a OpenAI ampliar sua ofensiva no mercado corporativo. A empresa anunciou uma parceria com a PwC para desenvolver agentes de IA voltados à automação de tarefas financeiras, incluindo planejamento, auditoria e previsão de receitas. A iniciativa reforça a estratégia da dona do ChatGPT de transformar seus modelos em ferramentas empresariais permanentes, em meio à disputa crescente com rivais como Anthropic, Google e Microsoft.
Ao mesmo tempo, a OpenAI também acelerou o desenvolvimento de agentes autônomos e ferramentas especializadas. A companhia apresentou o GPT-5.5-Cyber, modelo focado em segurança digital e identificação de vulnerabilidades em softwares. Segundo veículos internacionais, o projeto já mobiliza discussões dentro do governo dos Estados Unidos por causa do potencial impacto em segurança nacional e defesa cibernética.
Nos bastidores, a empresa segue ampliando sua presença no mercado corporativo global. Reportagens publicadas nesta semana indicam que a OpenAI negocia aquisições e joint ventures voltadas à implementação de inteligência artificial em grandes empresas. O movimento busca resolver um dos principais gargalos do setor: a falta de profissionais especializados para integrar sistemas de IA em operações reais de grandes companhias.
Além do avanço em software, rumores sobre novos produtos de hardware também ganharam força. Analistas e publicações de tecnologia apontam que a OpenAI trabalha em um smartphone centrado em agentes de inteligência artificial, capaz de executar tarefas automatizadas sem depender do modelo tradicional de aplicativos. As especulações surgem em um momento em que a companhia amplia investimentos em infraestrutura computacional e tenta consolidar o ChatGPT como plataforma central de produtividade e automação digital.

