
Notícias Cripto: certificação da Foxbit, UNICEF Brasil, emissão do Grupo DUX e outras novidades
Confira as novidades do mercado de criptomoedas no Brasil

Bitcoin e ouro ampliam presença em estratégias de investimento
Os fundos negociados em bolsa ligados ao Bitcoin ampliaram a participação de investidores institucionais no mercado de ativos digitais. Segundo dados citados pela Buena Vista Capital, esses ETFs acumulavam US$ 263 bilhões em patrimônio sob gestão em outubro de 2025. Uma pesquisa da Coinbase com a EY-Parthenon indicou que 73% dos investidores institucionais consultados pretendiam aumentar sua exposição a ativos digitais até o final de 2026.
O ouro também registrou aumento da demanda em meio às incertezas econômicas e geopolíticas. O relatório Gold Demand Trends Full Year 2025 calculou uma demanda global de US$ 555 bilhões pelo metal em 2025, incluindo US$ 89 bilhões direcionados por meio de ETFs. No Brasil, a expansão dos fundos listados na B3 facilitou o acesso do investidor de varejo a ouro, criptoativos e outras classes de ativos.
Gestores passaram a estudar combinações entre Bitcoin e ouro como parte de estratégias de diversificação. Renato Nobile, CEO e diretor de investimentos da Buena Vista Capital, afirma que parte do mercado associa os dois ativos à escassez, embora eles apresentem características diferentes. Segundo o executivo, a combinação busca equilibrar proteção patrimonial e potencial de valorização.
Youth Challenge Blockchain amplia premiação para US$ 2,7 mil
O UNICEF Brasil prorrogou até 29 de julho as inscrições para o Youth Challenge Blockchain 2026. Com a entrada da Solana Superteam como patrocinadora, a premiação total do programa aumentou para US$ 2,7 mil. A iniciativa conta ainda com o apoio do Blockchain.RIO.
O desafio gratuito aceita participantes de 18 a 24 anos residentes no Brasil e busca projetos que utilizem blockchain ou outras tecnologias descentralizadas em benefício de crianças e adolescentes. A programação ocorrerá online e incluirá conteúdos educacionais, workshops e mentorias com profissionais das organizações envolvidas.
Os dez projetos finalistas participarão de mentorias entre 3 e 5 de agosto e apresentarão suas propostas no Final Pitch Day, marcado para 6 de agosto. O resultado será divulgado no dia 7, e os três vencedores poderão apresentar os projetos no Blockchain.RIO 2026, programado para 12 e 13 de agosto, no ExpoRio, no Rio de Janeiro.
Solflare integra Aurora Intents
A Solflare passou a usar a infraestrutura Aurora Intents para permitir que usuários transfiram ativos de outras blockchains para carteiras na rede Solana. A funcionalidade, chamada Bridge, está disponível nas versões móvel, web e extensão para navegador da carteira.
O sistema cria endereços permanentes de depósito para cada combinação de rede e token. Após o envio, a infraestrutura identifica uma rota, acessa a liquidez disponível e entrega o ativo escolhido na carteira Solflare. Segundo a Aurora Labs, operações originadas em redes compatíveis com Ethereum costumam levar menos de um minuto, enquanto transferências de Bitcoin demoram cerca de 14 minutos.
Na estreia, o serviço aceita depósitos originados em Bitcoin, Ethereum, Arbitrum, BNB Chain, Polygon, Tron, NEAR e Base. A taxa será de 0,1% para operações entre stablecoins e de 1% para os demais ativos, embora a cobrança fique suspensa nos primeiros 30 dias, até o limite total de US$ 125 mil em isenções. A solução utiliza a rede NEAR Intents, que, de acordo com seus responsáveis, já processou mais de US$ 23 bilhões.
B3 ajusta paridade de 101 BDRs para reduzir preço unitário
A B3 iniciou o ajuste de paridade de 101 Brazilian Depositary Receipts (BDRs) com preços unitários considerados elevados. A bolsa espera que parte dos recibos passe a ser negociada na faixa entre R$ 50 e R$ 100, ampliando as possibilidades de acesso para investidores de varejo.
A implementação ocorrerá em quatro etapas, previstas para 27 de julho, 10 de agosto, 17 de agosto e 24 de agosto. A lista abrange companhias de setores como tecnologia, saúde, indústria, energia e serviços financeiros, incluindo SAP, GE Aerospace, KLA, McKesson, Analog Devices e T-Mobile.
O ajuste aumenta a quantidade de BDRs correspondente a cada ação negociada no exterior, fazendo com que cada recibo represente uma fração menor do ativo original. Para quem já possui os papéis, a B3 realizará um desdobramento que preservará o valor econômico da posição. A forma de negociação pela corretora ou pelo home broker não sofrerá alterações.
Foxbit obtém certificações ISO de segurança e privacidade
A Foxbit recebeu as certificações ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701, emitidas pela QMS Certification. Os novos registros se somam ao SOC 2 Tipo II, certificação que a empresa já havia obtido para seus controles internos e processos relacionados à segurança da informação.
A ISO/IEC 27001 estabelece requisitos para sistemas de gestão de segurança da informação, incluindo identificação, avaliação e tratamento de riscos. A ISO/IEC 27701 complementa esse modelo com práticas voltadas à coleta, ao tratamento e à governança de dados pessoais. A concessão das certificações envolve a avaliação dos processos da empresa por uma auditoria externa.
Fundada em 2014, a Foxbit afirma ter movimentado mais de R$ 55 bilhões em operações com ativos digitais. A companhia também opera o Foxbit Infra, unidade direcionada a bancos e empresas, com serviços de liquidez institucional, pagamentos internacionais, tokenização, crédito, custódia e integrações por API e white-label.
Grupo DUX e BBS estruturam FIDC de R$ 100 milhões
O Grupo DUX e a BBS Capital Partners estruturaram um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios com compromisso inicial de R$ 100 milhões. O veículo financiará a antecipação de recebíveis de agências, produtoras, criadores de conteúdo, artistas e outros participantes da economia criativa, segmento no qual os pagamentos podem ocorrer entre 60 e 120 dias após a prestação dos serviços.
O primeiro ciclo terá duração estimada de seis meses e poderá reunir aproximadamente 100 operações, com tíquete médio de R$ 1 milhão. A carteira partirá de um pipeline de mais de R$ 140 milhões em recebíveis previamente originados pelo Grupo DUX. A empresa estima que a demanda não atendida por capital no setor supere R$ 1 bilhão.
A BBS Capital Partners será a gestora do fundo, enquanto o Banco BS2 atuará como investidor âncora. A estrutura terá 75% de cotas seniores, integralmente subscritas pelo banco neste primeiro momento, e 25% de cotas subordinadas. O Grupo DUX conduzirá a análise inicial de crédito, com apoio de ferramentas de inteligência artificial e mineração de dados, enquanto a BBS participará das decisões de alocação e do monitoramento da carteira.

