
Preço do Bitcoin hoje, 08/07/2026: por que o preço do BTC caiu hoje?
Após duas tentativas de superar a marca de US$ 64 mil, o BTC sofreu com as consequencias da retomada da guerra no Irã e caiu para US$ 61 mil.

9h40
Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina.
O Bitcoin recua nesta quarta-feira, sendo negociado próximo dos US$ 62 mil, pressionado pela deterioração do cenário geopolítico após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O aumento da aversão ao risco levou investidores a reduzirem exposição a ativos mais voláteis, incluindo as criptomoedas, enquanto o mercado também aguarda a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que pode oferecer novos sinais sobre a trajetória dos juros nos EUA.
Além das tensões no Oriente Médio, outro fator que merece atenção é a redução na oferta de stablecoins, frequentemente vista como um indicador da liquidez disponível no mercado cripto. Em junho, o mercado de stablecoins encolheu 2,4%, uma redução de US$ 7,7 bilhões, encerrando o mês com uma capitalização de aproximadamente US$ 312 bilhões. Se essa tendência persistir, poderá limitar a entrada de novos recursos no ecossistema e aumentar a pressão vendedora sobre o Bitcoin.
Por outro lado, os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos continuam apresentando um fluxo líquido positivo, registrando três dias consecutivos de captação. Na segunda-feira, os fundos receberam US$ 21,4 milhões, após entradas de US$ 265,7 milhões e US$ 221,7 milhões nos dois pregões anteriores. Embora o volume tenha diminuído, a sequência de aportes sugere que a demanda institucional segue resiliente, ajudando a compensar parte das pressões de curto prazo sobre o mercado.
7h40
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 08/07/2026, está cotado em R$ 325.324,54. Após duas tentativas de superar a marca de US$ 64 mil, o BTC sofreu com as consequencias da retomada da guerra no Irã e caiu para US$ 61 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que o FOMC divulga às 15h (horário de Brasília) a ata da reunião de 16 e 17 de junho, quando manteve os juros em 3,50% a 3,75% por unanimidade mas revelou um gráfico de pontos hawkish: 9 dos 18 dirigentes projetavam ao menos uma alta de juros ainda em 2026, com a mediana da taxa pro fim do ano subindo de 3,4% pra 3,8%.
Segundo ele, o detalhe é que essa fotografia é anterior ao payroll fraco de junho (57 mil vagas), e o mercado vai vasculhar o texto atrás de pistas sobre quão firme era esse consenso antes da decisão de 28 e 29 de julho. Enquanto espera, o índice do dólar (DXY) segura os 100,9 pontos e o ouro recua de leve, a US$ 4.148.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 63.600, com alta de cerca de 2% em 24 horas, apresenta expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente positiva. O ativo negocia acima da média móvel de 200 semanas, na região dos US$ 62.800, referência histórica de fundo de mercado, e o índice Fear & Greed subiu de 23 pra 26, ainda em zona de medo mas se afastando do extremo. A faixa provável de oscilação de curtíssimo prazo fica entre US$ 62.000 e US$ 65.500, com a resistência relevante entre US$ 65.500 e US$ 65.800, região da média de 50 dias, e a perda do suporte de US$ 62.000 reabrindo o caminho pra região de US$ 58.300. Uma ata mais suave que o esperado é o gatilho capaz de destravar o teste da resistência ainda nesta semana.
Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?
A queda não ocorreu de forma isolada. O movimento acompanhou a piora do apetite por risco em mercados globais, em meio à nova escalada entre Estados Unidos e Irã, à alta do petróleo e à cautela dos investidores antes de novos dados de inflação nos EUA. O Brent chegou a subir mais de 5%, enquanto o WTI avançou para a região de US$ 74, após Donald Trump declarar que o entendimento com o Irã estava “encerrado”.
O ambiente pressionou criptoativos porque reforçou o temor de um novo choque inflacionário global. Quando o petróleo sobe de forma brusca, investidores passam a precificar custos maiores para energia, transporte e produção. Isso aumenta a chance de juros mais altos por mais tempo, cenário que costuma reduzir o interesse por ativos de risco, como ações de tecnologia e criptomoedas.
Além da pressão macroeconômica, o Bitcoin enfrenta um problema próprio: a demanda institucional nos Estados Unidos continua fraca. O Coinbase Premium, indicador que compara o preço do BTC na Coinbase com o preço na Binance, ficou negativo por 50 dias consecutivos. Na prática, isso mostra que o Bitcoin vem sendo negociado mais barato na principal exchange usada por investidores dos EUA, sinal de menor apetite comprador no país.
O dado ganha peso porque os ciclos de alta mais fortes do Bitcoin costumam aparecer quando o prêmio da Coinbase fica positivo por vários dias, indicando compras mais agressivas de investidores americanos. Agora, a leitura aponta o contrário: pressão vendedora persistente nos EUA e falta de convicção na retomada de curto prazo.
Os ETFs de Bitcoin à vista também seguem no centro da leitura do mercado. A CoinDesk destacou que os fundos registraram oito semanas consecutivas de saídas líquidas, enquanto analistas da Bitfinex afirmaram que, sem entradas sustentadas no IBIT, da BlackRock, a demanda institucional estrutural ainda não está comprovada.
Houve algum alívio pontual nos últimos dias. Dados da Farside Investors mostram entrada líquida de US$ 265,7 milhões nos ETFs de Bitcoin em 6 de julho, liderada pelo IBIT, que recebeu US$ 209,4 milhões. Porém, o fluxo veio depois de uma sequência de fortes resgates, incluindo saídas de US$ 219,4 milhões em 1º de julho, US$ 212,4 milhões em 30 de junho e US$ 444,5 milhões em 26 de junho.
Por isso, o mercado ainda trata as entradas recentes como insuficientes para mudar a tendência. Relatórios que citam Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy Digital, apontam que os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA acumulam cerca de US$ 6 bilhões em saídas líquidas no ano, enquanto o patrimônio total desses produtos caiu de patamares superiores a US$ 150 bilhões para cerca de US$ 74,4 bilhões.
Rejeição em US$ 64.500 deixa BTC vulnerável a novo teste em US$ 61.000
No gráfico, o Bitcoin também perdeu força após ser rejeitado na região de US$ 64.500, maior nível em duas semanas. A recuperação de julho ocorreu em meio à queda do interesse em aberto nos futuros, o que levantou dúvidas sobre a sustentação do movimento.
Esse detalhe importa porque uma alta acompanhada por queda no interesse em aberto pode indicar realização de posições vendidas, e não necessariamente entrada de novos compradores. Segundo a mesma análise, mais de US$ 500 milhões em posições alavancadas foram liquidadas em 24 horas, com posições vendidas liderando o movimento pelo sexto dia seguido.
Com isso, o BTC entra em uma zona técnica decisiva. A área entre US$ 61.000 e US$ 62.000 virou o principal suporte de curto prazo. Se os compradores defenderem essa faixa, o Bitcoin pode seguir lateralizado entre US$ 61.000 e US$ 64.000 enquanto espera um novo catalisador.
Por outro lado, uma perda consistente de US$ 61.000 pode acelerar a busca por liquidez mais abaixo, com o próximo suporte relevante entre US$ 59.000 e US$ 60.000. Esse nível coincide com uma região psicológica importante e com médias de longo prazo observadas por analistas técnicos.
Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de julho de 2026 é de R$ 325.324,54. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0032 BTC e R$ 1 compram 0,0000032 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 08 de julho de 2026, são: Morpho (MORPHO), Uniswap (UNI) e Just (JST), com altas de 4%, 3%, e 2%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de julho de 2026, são: Audiera (BEAT), Aerodrome Finance (AERO) e Memecore (M), com quedas de -15%, -12% e -11% respectivamente.

