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Escrito por Cassio Gussonstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Jovens são os que mais compram Bitcoin no Brasil, mas também os que mais guardam dinheiro em casa, revela Anbima

Últimas NotíciasPublicadoJun 8, 2026

Ao investir, geração Z tem portifólio diversificado, enquanto as demais faixas etárias mantêm a preferência pela caderneta de poupança.

A geração Z (entre 16 e 29 anos em 2025) apresenta hábitos contrastantes na relação com o dinheiro. É o que mostra a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em parceria com o Datafolha: 8% dessas pessoas investem em criptomoedas, o dobro da média nacional, de 4%; ao mesmo tempo, 5% mantêm dinheiro em casa ou guardado no colchão, acima dos 3% da população geral.

“A geração Z cresceu em um ambiente digital, com acesso a muita informação e a uma oferta muito maior de produtos do que as demais faixas etárias. Isso se reflete em escolhas mais diversas, mas também em um comportamento de testar, aprender e tomar decisões financeiras de forma mais autônoma”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima.

De acordo com a pesquisa compartilhada com o Cointelegraph Brasil, entre a geração Z, 36% investem em produtos financeiros, acima da geração X (45 e 64 anos), com 35%, e dos boomers (65 anos ou mais), com 33%.

Além disso, a carteira dos mais jovens é a mais diversificada: além das criptomoedas, 10% investem em títulos privados (três pontos percentuais acima da média geral), 8% em fundos de investimento (também três pontos percentuais acima da população) e 4% em ações (o dobro do restante do público).

Em contrapartida, apenas 13% utilizam a caderneta de poupança, enquanto entre as gerações X e boomers as fatias são de 27% em cada (e de 22% na média geral). 

Uso intensivo de canais digitais

O processo de decisão de investimento também varia nas gerações. Entre as pessoas mais jovens, 23% consultam indicações de amigos ou familiares, enquanto 15% utilizam atendimento presencial em instituições financeiras. Já entre os boomers, 38% preferem o contato direto com gerente ou assessor.

O consumo de informação sobre investimentos acompanha esse movimento. A geração Z apresenta um padrão mais diversificado e digital, com uso simultâneo de diferentes canais: 49% utilizam o YouTube e 45% recorrem ao Instagram. Buscadores são citados por 29%, portais e sites especializados por 25% e podcasts por 20%.

Também desponta entre a geração Z o uso de assistentes virtuais para busca de informações sobre investimentos: 17% já aderem a esse tipo de recurso, percentual superior ao observado entre os millennials (entre 30 e 44 anos), com 11%; geração X, com 4%; e boomers, com 2%.

O potencial de crescimento também aparece na intenção de investimento: 65% do público mais jovem afirma que pretende começar a investir, reforçando o papel da geração Z como vetor de expansão da base de investidores no país.

Ao mesmo tempo, essas pessoas apresentam maior exposição a comportamentos de risco: 27% da geração Z já fez ou faz apostas, acima dos millennials (22%), da geração X (10%) e dos boomers (4%).

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