
Suspeito de lavagem de dinheiro investiu US$ 100 milhões em negócios cripto de Trump, diz NYT
Segundo o New York Times, o empresário por trás da entidade Aqua 1, que adquiriu os tokens da World Liberty Financial em 2025, tem ligações com o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos.

Uma pessoa que já estava sendo investigada no Reino Unido por lavagem de dinheiro após o colapso de uma empresa de criptomoedas teria sido a responsável pela compra de US$ 100 milhões em tokens da empresa da família Trump, a World Liberty Financial.
Segundo uma reportagem do New York Times publicada no domingo, Guren Zhou, também conhecido como Bobby, estava por trás da entidade Aqua 1, que comprou US$ 100 milhões em tokens WLFI da empresa de criptomoedas da família Trump em junho de 2025. A compra dos tokens beneficiou financeiramente membros da família do presidente dos EUA, Donald Trump, e do cofundador da World Liberty, Zach Witkoff.
O suposto envolvimento de Zhou na compra da World Liberty surgiu após especulações de que o indivíduo por trás da Aqua 1 seria Dave Lee. A fundação Aqua 1 reconheceu em julho de 2025 que Lee se juntou à empresa como cofundador e CEO em abril de 2025, mas não afirmou se ele era o responsável pelos fundos destinados aos tokens WLFI.
A origem do investimento da Aqua 1, que se descrevia como um “fundo nativo da Web3” com sede nos Emirados Árabes Unidos, levantou questões sobre potenciais conflitos de interesse na administração Trump, com agentes estrangeiros ligados à empresa de criptomoedas de sua família. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelley, afirmou repetidamente que não havia “conflitos de interesse” nos investimentos do presidente.
Segundo reportagem do New York Times, a forma como Zhou conseguiu investir milhões de dólares na World Liberty era um “mistério”, considerando sua prisão em 2021 no Reino Unido por suspeita de lavagem de dinheiro e o colapso de um negócio de criptomoedas multimilionário que ele havia lançado. Alguns dos maiores investidores da World Liberty incluem Justin Sun, fundador da Tron, que inicialmente investiu US$ 45 milhões nos tokens da empresa, e uma entidade de Abu Dhabi apoiada pelo Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan , com uma participação estimada em US$ 500 milhões.

