
O U.S. Bank testa stablecoin própria em transação transfronteiriça na Stellar
O piloto transferiu USBDC entre as entidades norte-americana e europeia do banco na blockchain pública Stellar.

O U.S. Bank, o quinto maior banco comercial dos Estados Unidos, concluiu um pagamento transfronteiriço real usando sua stablecoin própria USBDC na blockchain Stellar.
O piloto transferiu fundos entre entidades do U.S. Bank na América do Norte e na Europa, com a USBDC sendo emitida e transferida na rede pública Stellar. O teste também avaliou as funções de emissão, resgate, congelamento e recuperação da stablecoin, além da integração com os sistemas existentes de risco, compliance e operações do banco.
A transação validou a Digital Asset Platform desenvolvida internamente pelo U.S. Bank, que conecta ativos tokenizados à sua infraestrutura bancária tradicional, disse o banco na quarta-feira. O banco sediado em Minneapolis, Minnesota, está explorando usos adicionais, incluindo operações de tesouraria transfronteiriças, gestão de liquidez e movimentação de garantias on-chain.
O piloto dá continuidade à expansão mais ampla do U.S. Bank em ativos digitais. Em outubro de 2025, o banco criou uma unidade dedicada de Digital Assets and Money Movement, concentrada na emissão de stablecoins, custódia de cripto, tokenização de ativos e movimentação de dinheiro digital.
A sexta maior instituição financeira do país em ativos, o U.S. Bank vem testando a emissão de stablecoins personalizadas na Stellar desde pelo menos novembro de 2025, em parceria com a PwC e a Stellar Development Foundation.
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Bancos intensificam avanço das stablecoins
Embora os bancos americanos tenham resistido à autorização para que emissores de stablecoins e plataformas de cripto ofereçam rendimento ou recompensas, alguns dos maiores credores do setor estão avançando com seus próprios projetos de stablecoins.
Em 1º de setembro, 21 grandes instituições financeiras, incluindo Bank of America, Citi, Goldman Sachs, Deutsche Bank e UBS, anunciaram planos de formar uma empresa para emitir stablecoins.
O grupo planeja lançar uma stablecoin denominada em dólar americano no primeiro semestre de 2027, antes de expandi-la para outras moedas do G7. Espera-se que o token tenha como alvo os mercados de atacado, institucional e de varejo, incluindo pagamentos transfronteiriços e liquidação de ativos digitais.
A Fidelity também entrou no mercado em fevereiro com a Fidelity Digital Dollar (FIDD), emitida pela Fidelity Digital Assets, seu banco fiduciário nacional, e disponível para investidores de varejo e institucionais. A FIDD tinha cerca de US$ 50 milhões em circulação no momento da redação, segundo dados da DefiLlama.

Capitalização de mercado da FIDD. Fonte: DefiLlama

